Hoje recebi do meu amado um poema da criação nossa amada "perseguida" e não achei nada melhor do que compartilhar esse momento mágico com vocês:
A CRIAÇÃO DA XOXOTA
Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro.
Com faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação.
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno.
Forrou com veludo o lado interno
Um bom caçador, chegando na hora.
Forrou com raposa, a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador.
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'.
Por fim o marujo, zarolho e perneta.
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a... Buceta!
Mario Quintana
quinta-feira, 26 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Você está satisfeito com sua vida sexual?
Isso mais parece pergunta de propaganda de viagra, né? Mas não é!
Esse foi o tema do meu almoço, já que esqueci o casaco em casa e fui buscá-lo pra aguentar durante o resto do dia, a baixa temperatura da cidade.
Num desses jornais da Globo da hora do almoço, uma matéria mostrava que 80% dos brasileiros está satisfeito com a qualidade do sexo.
O mais engraçado é que eu estava com o digníssimo no sofá e as risadas foram incontroláveis... de ambas as partes...
Ontem à noite, antes de dormir, digamos que rolou aquela vucu- vucu...
Meio que perdemos o sono e começamos a falar as maiores asneiras sobre o sexo, claro!
_ Sabe que você devia se dar por satisfeito, né?
- Por que?
- Porque conversando com algumas amigas descobri que elas não fazem o sexo oral até o fim do ato.
- (risadas) Por que?
- Porque vocês são foda e, após o gozo, vocês são completamente inúteis...
- (risadas) Nada! É só esperar alguns minutinhos...
- Pra que vocês levantem o pinto à gritos e "termine" o que foi feito pra mulher ficar quieta?
- Não, não é assim...
- É isso... "Meu bem, aguenta uma horinha aí pra que me recompor".
- Eu nunca disse isso...
- Nem precisa dizer, sei ler os sinais.
- Olha o que você anda dizendo pras suas amigas, hein?
- Cuidado com o que você faz porque nesse caso posso ser muito vingativa.
- (risadas) Ah t[á! Falou!
- Falou nada... Acho melhor você começar a dar graças a Deus... ainda mais porque fui zuada nessa conversa...
- Por que?
- Porque eu sou a única que vai até o final e fica engolindo porra - arrotando filho dos outros!
- (gargalhadas) Cala a boca! Sua negole porra!
- Cala a bocaseu brocha! Olha isso aí... imprestável...
- Imprestável? Quer ver uma coisa?
- (risadas) Eu quero...
- Vira pro lado e dorme, que amanhã a gente levanta cedo...
Voltando para o almoço de hoje, em resposta à pergunta da matéria jornalística, sua resposta foi:
- Claro, minha namorada chupa até o final...
Sem muito a pensar, como uma epifania, pensei: papo de blog.
E cá estou!!!
Esse foi o tema do meu almoço, já que esqueci o casaco em casa e fui buscá-lo pra aguentar durante o resto do dia, a baixa temperatura da cidade.
Num desses jornais da Globo da hora do almoço, uma matéria mostrava que 80% dos brasileiros está satisfeito com a qualidade do sexo.
O mais engraçado é que eu estava com o digníssimo no sofá e as risadas foram incontroláveis... de ambas as partes...
Ontem à noite, antes de dormir, digamos que rolou aquela vucu- vucu...
Meio que perdemos o sono e começamos a falar as maiores asneiras sobre o sexo, claro!
_ Sabe que você devia se dar por satisfeito, né?
- Por que?
- Porque conversando com algumas amigas descobri que elas não fazem o sexo oral até o fim do ato.
- (risadas) Por que?
- Porque vocês são foda e, após o gozo, vocês são completamente inúteis...
- (risadas) Nada! É só esperar alguns minutinhos...
- Pra que vocês levantem o pinto à gritos e "termine" o que foi feito pra mulher ficar quieta?
- Não, não é assim...
- É isso... "Meu bem, aguenta uma horinha aí pra que me recompor".
- Eu nunca disse isso...
- Nem precisa dizer, sei ler os sinais.
- Olha o que você anda dizendo pras suas amigas, hein?
- Cuidado com o que você faz porque nesse caso posso ser muito vingativa.
- (risadas) Ah t[á! Falou!
- Falou nada... Acho melhor você começar a dar graças a Deus... ainda mais porque fui zuada nessa conversa...
- Por que?
- Porque eu sou a única que vai até o final e fica engolindo porra - arrotando filho dos outros!
- (gargalhadas) Cala a boca! Sua negole porra!
- Cala a bocaseu brocha! Olha isso aí... imprestável...
- Imprestável? Quer ver uma coisa?
- (risadas) Eu quero...
- Vira pro lado e dorme, que amanhã a gente levanta cedo...
Voltando para o almoço de hoje, em resposta à pergunta da matéria jornalística, sua resposta foi:
- Claro, minha namorada chupa até o final...
Sem muito a pensar, como uma epifania, pensei: papo de blog.
E cá estou!!!
quinta-feira, 5 de junho de 2008
A vida fica chata quando se cresce
Vocês se lembram das nossas preocupações quando éramos criança?
As minhas era esperar quase sem dormir a viagem de feriado com meus pais; tinha a ansiedade da chegada das férias e da volta as aulas, principalmente pra poder estrear minha lancheira da Hello Kity!
Lembram como as coisas nos surpreendiam? Quando eu ia ao Parque do Ibirapuera era tudo tão enorme! Eu não largava por nada a mão do meu pai com medo de mer perder e nunca mais encontrar a saída e o caminho de volta pra casa.
O dinheiro valia, e qualquer R$ 1,00 de gorgejata valia, por ter cuidado do carro do seu tio enquanto ele entrava na padaria pra comprar mais cerveja. Fazia tantos planos com esse dinheiro... um montão de bala, um montão de chiclete.
Hoje eu vejo que as coisas perderam esse valor todo, a surpresa, as emoções. Olho da janela do escritório em que estou e vejo um monte de prédios me cercado, com seus vidros espelhados, sua imponência, me asfixiando, enquanto eu, simples mortal, perco meus dias trancafiada aqui dentro, sendo neutralizada por esse brilho que não é mais novidade.
Por este motivo que ainda mantenho um certo ânimo, uma certa euforia sobre pequenos momentos e detalhes. Criança feliz, moleca, infantil. Que seja! Quero sentir mais o frio na barriga de segurar a mão pela primeira vez ou de simplesmente sentar no cinema e assistir um filme que me faça rir sem parar, sem a intenção de me fazer pensar e me mostrar cool ou cult!
Quero me emocionar mais, e desejo do fundo do meu coração que a gente não caia nessa neura que estou agora: "oh vidinha de merda!".
Eu sei que o dia ainda serám longo, apesar de estar no meio da tarde de quinta, mas amanhã é sexta e quero chegar em casa e comer um balde de pipoca assistindo um enlatado qualquer...
A vida é assim! Nós somos bobos, sempre decepcionados... mas aprendendo a viver com o que temos nas mãos.
(Caso exista algum erro de português, digitação ou concordância, quero que me desculpem, pois não vou revisar merda nenhuma... quero simplesmente esvaziar a cachola, só isso...)
As minhas era esperar quase sem dormir a viagem de feriado com meus pais; tinha a ansiedade da chegada das férias e da volta as aulas, principalmente pra poder estrear minha lancheira da Hello Kity!
Lembram como as coisas nos surpreendiam? Quando eu ia ao Parque do Ibirapuera era tudo tão enorme! Eu não largava por nada a mão do meu pai com medo de mer perder e nunca mais encontrar a saída e o caminho de volta pra casa.
O dinheiro valia, e qualquer R$ 1,00 de gorgejata valia, por ter cuidado do carro do seu tio enquanto ele entrava na padaria pra comprar mais cerveja. Fazia tantos planos com esse dinheiro... um montão de bala, um montão de chiclete.
Hoje eu vejo que as coisas perderam esse valor todo, a surpresa, as emoções. Olho da janela do escritório em que estou e vejo um monte de prédios me cercado, com seus vidros espelhados, sua imponência, me asfixiando, enquanto eu, simples mortal, perco meus dias trancafiada aqui dentro, sendo neutralizada por esse brilho que não é mais novidade.
Por este motivo que ainda mantenho um certo ânimo, uma certa euforia sobre pequenos momentos e detalhes. Criança feliz, moleca, infantil. Que seja! Quero sentir mais o frio na barriga de segurar a mão pela primeira vez ou de simplesmente sentar no cinema e assistir um filme que me faça rir sem parar, sem a intenção de me fazer pensar e me mostrar cool ou cult!
Quero me emocionar mais, e desejo do fundo do meu coração que a gente não caia nessa neura que estou agora: "oh vidinha de merda!".
Eu sei que o dia ainda serám longo, apesar de estar no meio da tarde de quinta, mas amanhã é sexta e quero chegar em casa e comer um balde de pipoca assistindo um enlatado qualquer...
A vida é assim! Nós somos bobos, sempre decepcionados... mas aprendendo a viver com o que temos nas mãos.
(Caso exista algum erro de português, digitação ou concordância, quero que me desculpem, pois não vou revisar merda nenhuma... quero simplesmente esvaziar a cachola, só isso...)
Por hoje, só uma questão.
Há quanto tempo ninguém passa por aqui, não?
Tenho sentido falta de novos desabafos e reflexões.
Passo por aqui de vez em quando atrás de novas leituras e faz tempo que não encontro nada.
Sei que conflitos não nos faltam.
O que deve estar faltando é tempo ou entusiasmo para sentar a bunda e escrever.
Normal.
Nada de cobranças.
Este é um espaço de liberdade!
Viva a liberdade!
Por hoje, só uma questão anda em voga na minha mente e eu sinto a necessidade de dividir:
- É melhor permitir e sempre saber. Ou reprimir e fazerem escondido de você?
Ando nesse dilema.
Não tenho coragem nem de assumir a mim mesma do que se trata, por isso não vai dar para confessar essa parte para vcs.
Melhor agir como uma mulher moderna e livre de bobos dogmas, aceitando tudo que parece esquisito aos olhos alheios?
Nada de concreto para caracterizar um problema, só mesmo uma sensação esquisita de permissividade talvez excessiva. Just feelings.
Prefiro mesmo é ter o controle na mão e estar sempre informada de tudo.
Por outro lado, se a permissão me incomodar não acho que a solução seja reprimir. Isso só geraria obscuridade e segredos indesejados.
AI QUE SACO!!
Não sei como lidar com este novo questionamento.
De escrever já me sinto melhor. Confortada para aguardar o tempo passar. Afinal esse é o melhor método de solucionar dilemas que muitas vezes mais parecem enigmas daquelas esfinges do Egito.
Amo esse espaço de Liberdade!
Tenho sentido falta de novos desabafos e reflexões.
Passo por aqui de vez em quando atrás de novas leituras e faz tempo que não encontro nada.
Sei que conflitos não nos faltam.
O que deve estar faltando é tempo ou entusiasmo para sentar a bunda e escrever.
Normal.
Nada de cobranças.
Este é um espaço de liberdade!
Viva a liberdade!
Por hoje, só uma questão anda em voga na minha mente e eu sinto a necessidade de dividir:
- É melhor permitir e sempre saber. Ou reprimir e fazerem escondido de você?
Ando nesse dilema.
Não tenho coragem nem de assumir a mim mesma do que se trata, por isso não vai dar para confessar essa parte para vcs.
Melhor agir como uma mulher moderna e livre de bobos dogmas, aceitando tudo que parece esquisito aos olhos alheios?
Nada de concreto para caracterizar um problema, só mesmo uma sensação esquisita de permissividade talvez excessiva. Just feelings.
Prefiro mesmo é ter o controle na mão e estar sempre informada de tudo.
Por outro lado, se a permissão me incomodar não acho que a solução seja reprimir. Isso só geraria obscuridade e segredos indesejados.
AI QUE SACO!!
Não sei como lidar com este novo questionamento.
De escrever já me sinto melhor. Confortada para aguardar o tempo passar. Afinal esse é o melhor método de solucionar dilemas que muitas vezes mais parecem enigmas daquelas esfinges do Egito.
Amo esse espaço de Liberdade!
terça-feira, 29 de abril de 2008
Liberdade Atordoa
Quase 5 meses de total liberdade. Posso fazer o que quiser, com quem quiser, nada de satisfação, de esperar o telefone tocar ou esperar qualquer coisa de alguém que não seja eu mesma. O que tenho feito? Não sei… as vezes acho que é diversão, as vezes acho que estava presa em um calabouço e agora, com sede de aproveitar o que teoricamente perdi, tenho atropelado tudo. Atropelado principalmente meus sentimentos.
Pareço louca, talvez queira passar essa imagem, sem querer, sem noção. Ao mesmo tempo continuo me preocupando com os outros. O que eles vão pensar? Na real acho que nasci pra ser careta. Não careta para julgar, avaliar certo ou errado, não tenho esse discernimento todo. Careta pra levar um vida mais ou menos certinha. Ter alguém, ficar junto, morar junto, dividir contas e planos. Ai, ai, ai, ok… tô carente.
Loucura, bebedeira, quem tá em casa comigo? O que esse cara tá fazendo aqui? O que eu tô fazendo? Queria tirar férias de mim mesma… passar um mês em uma praia qualquer, dormindo cedo, acordando tarde, tomando sol e água, muita água pra ver se consigo clarear sentimentos e ordenar pensamentos. Mas o que é tudo isso? O que é certo? O que há de errado?
Gêmeos, dúvidas, inferno astral batendo na porta. Não quero abrir, mas ele vai entrar de qualquer jeito. Daqui a pouco 31. Não quero continuar na mesmice, mas fazer o quê? Mudar de país, de cidade? Quero um manual de instruções escrito no português mais fluente para não restar dúvidas.
Quero uma bola de cristal, quero ter uma conversa muito séria com quem manda nisso tudo. Escuta aqui, dá pra definir as coisas? Quero um briefing completo dizendo tudo o que eu preciso fazer, alguém pode me atender?
Quanta interrogação, vou pirar. Um mauricinho, um compositor apaixonado, um viajante carinhoso, um careta meio doido, um ideal para os padrões atuais de príncipe encantado, um vocalista completamente louco. Todos sapos…. Mal sapão... quero alguém abastecido de Óleo Disney, que tome vitamina de abacate com creme rinse…
Outro dia li uma frase do Fernando Pessoa:
“Meu coração é um albergue aberto toda a noite.”
Na hora ri, copiei e quis escrever na parede. Agora, não sei se é bem assim, por isso o albergue tá fechado. Pelo menos até a próxima noite.
Pareço louca, talvez queira passar essa imagem, sem querer, sem noção. Ao mesmo tempo continuo me preocupando com os outros. O que eles vão pensar? Na real acho que nasci pra ser careta. Não careta para julgar, avaliar certo ou errado, não tenho esse discernimento todo. Careta pra levar um vida mais ou menos certinha. Ter alguém, ficar junto, morar junto, dividir contas e planos. Ai, ai, ai, ok… tô carente.
Loucura, bebedeira, quem tá em casa comigo? O que esse cara tá fazendo aqui? O que eu tô fazendo? Queria tirar férias de mim mesma… passar um mês em uma praia qualquer, dormindo cedo, acordando tarde, tomando sol e água, muita água pra ver se consigo clarear sentimentos e ordenar pensamentos. Mas o que é tudo isso? O que é certo? O que há de errado?
Gêmeos, dúvidas, inferno astral batendo na porta. Não quero abrir, mas ele vai entrar de qualquer jeito. Daqui a pouco 31. Não quero continuar na mesmice, mas fazer o quê? Mudar de país, de cidade? Quero um manual de instruções escrito no português mais fluente para não restar dúvidas.
Quero uma bola de cristal, quero ter uma conversa muito séria com quem manda nisso tudo. Escuta aqui, dá pra definir as coisas? Quero um briefing completo dizendo tudo o que eu preciso fazer, alguém pode me atender?
Quanta interrogação, vou pirar. Um mauricinho, um compositor apaixonado, um viajante carinhoso, um careta meio doido, um ideal para os padrões atuais de príncipe encantado, um vocalista completamente louco. Todos sapos…. Mal sapão... quero alguém abastecido de Óleo Disney, que tome vitamina de abacate com creme rinse…
Outro dia li uma frase do Fernando Pessoa:
“Meu coração é um albergue aberto toda a noite.”
Na hora ri, copiei e quis escrever na parede. Agora, não sei se é bem assim, por isso o albergue tá fechado. Pelo menos até a próxima noite.
domingo, 27 de abril de 2008
O primeiro passo
Sinto cada minuto mais próximo.
O dia D.
A hora H.
O momento x.
Instante de admitir formalmente o que já não se pode negar na prática.
Ocasião quase que solene para o lado de dentro de quem vos escreve.
Vejo bases muito mais sólidas do que todas as outras por mim já construídas. Por causa do tempo. Por causa da calma. Por causa da cautela. Por causa da racionalidade e frieza anteriores a este exato momento em que o peito fala somente com o calor da emoção.
O desejo irrefreável de mergulhar de cabeça desabitou o meu ser no último mergulho sem piscina, sem mar e nem mesmo colchão.
Avesso ao que a natureza me imprime, porém prudente o bastante para se exercitar sem resistência. Sempre mais inteligente pensar. Sempre mais tentador sentir.
Sinto uma nova fase, um novo ciclo.
E também novo é o desafio psicopata lançado espontaneamente...manter o equilíbrio.
Ao abandonar o radicalismo do freio é preciso passar bem longe do radicalismo do acelerador.
Importante manter em foco os aprendizados e não cair em armadilhas de gente que não nos ama tanto quanto nós próprios. Perceber o vício entre pessoas, o apego descalibrado e a sombra da insegurança para monitorá-los com minúcia.
Reconhecer e processar devidamente o egoísmo salutar que preserva a integridade de cada indivíduo. Não invadir e não se permitir ou desejar ser invadida.
Pelo menos até que o contrário se confirme. Até o próximo dia d, hora h e momento x em que pode-se simplesmente ter optado por viver loucamente e sem censura todo e qualquer sentimento que transforma dois em um.
Delicioso viver dois em um. Mas o histórico é que sempre acaba dando merda. E depois disso, o retomar do indivíduo em plenitude, sem o par complementar, é extremamente doloroso e cansativo.
Por isso vivamos um capítulo por vez e aguardemos o que o futuro tem reservado...
...ultimamente meus pensamentos têm me causado algumas surpresas.
Como se uma maré virando tornasse aquele rumo d’água tão previsível e constante, num novo curso que sacode o fundo de maneira inversa.
Tudo aquilo listado na ficha de supérfluos começa a aparecer justo na capa dos catálogos psicóticos durante os pensamentos mais aleatórios.
Lembro mais de vc, me preocupo mais com você, palpito mais sobre vc, gosto mais de vc e já não sei onde encaixar o desapego que eu combinei comigo mesma há tanto tempo.
Se a nova é boa ou não...difícil definir com segurança. Aliás essa é a palavra, segurança.
Deixar os mapas e cálculos de lado bem no meio da viagem, não parece uma decisão segura de se tomar. Abrir mão do controle de todas as variáveis parece tão imprudente que beira o proibitivo. Mas quem aqui é proibido de amar?
Apesar de saber a resposta, não me solto com convicção.
Sei que o bloco sólido, firme que eu conhecia se dissolveu, não vi como, deixando aparecer um monte de imagens que ao mesmo tempo atraem e repelem.
Apegar-se as imagens detrás do bloco parece não menos imprudente e quase irresponsável na tarefa de zelar por mim mesma e por mais um que agora me aparece com este novo significado.
“...e já que a vida nos deu esse tropeço...” E que tropeço, meu amigo. Quando achei que tinha acabado, que tudo estava sob controle, me pego no meio desse novo impulso que me pende para frente.
Depois de tudo que processei como lição passada e de todo carinho que hoje reconheço, acabo por manter ambos os pés no freio como que por cuidar de nós dois. Como se fosse de minha responsabilidade zelar não apenas pela minha integridade, mas pela do outro. Um desejo prepotente de comandar a carroça alheia.
Eis o cara da emoção. O que vive sem grilos. Que se entrega. Que não sente medo da vida. Admirável demais. Paradoxal demais para mim. Me admiro e me assusto olhando a mesma fotografia.
O fato é que hoje já não sei se quero continuar a decidir tudo sozinha.
Basta apenas encontrar o limite de até onde é devido dividir para iniciar uma nova fase de troca.
Bem, o primeiro passo já foi dado.
O dia D.
A hora H.
O momento x.
Instante de admitir formalmente o que já não se pode negar na prática.
Ocasião quase que solene para o lado de dentro de quem vos escreve.
Vejo bases muito mais sólidas do que todas as outras por mim já construídas. Por causa do tempo. Por causa da calma. Por causa da cautela. Por causa da racionalidade e frieza anteriores a este exato momento em que o peito fala somente com o calor da emoção.
O desejo irrefreável de mergulhar de cabeça desabitou o meu ser no último mergulho sem piscina, sem mar e nem mesmo colchão.
Avesso ao que a natureza me imprime, porém prudente o bastante para se exercitar sem resistência. Sempre mais inteligente pensar. Sempre mais tentador sentir.
Sinto uma nova fase, um novo ciclo.
E também novo é o desafio psicopata lançado espontaneamente...manter o equilíbrio.
Ao abandonar o radicalismo do freio é preciso passar bem longe do radicalismo do acelerador.
Importante manter em foco os aprendizados e não cair em armadilhas de gente que não nos ama tanto quanto nós próprios. Perceber o vício entre pessoas, o apego descalibrado e a sombra da insegurança para monitorá-los com minúcia.
Reconhecer e processar devidamente o egoísmo salutar que preserva a integridade de cada indivíduo. Não invadir e não se permitir ou desejar ser invadida.
Pelo menos até que o contrário se confirme. Até o próximo dia d, hora h e momento x em que pode-se simplesmente ter optado por viver loucamente e sem censura todo e qualquer sentimento que transforma dois em um.
Delicioso viver dois em um. Mas o histórico é que sempre acaba dando merda. E depois disso, o retomar do indivíduo em plenitude, sem o par complementar, é extremamente doloroso e cansativo.
Por isso vivamos um capítulo por vez e aguardemos o que o futuro tem reservado...
...ultimamente meus pensamentos têm me causado algumas surpresas.
Como se uma maré virando tornasse aquele rumo d’água tão previsível e constante, num novo curso que sacode o fundo de maneira inversa.
Tudo aquilo listado na ficha de supérfluos começa a aparecer justo na capa dos catálogos psicóticos durante os pensamentos mais aleatórios.
Lembro mais de vc, me preocupo mais com você, palpito mais sobre vc, gosto mais de vc e já não sei onde encaixar o desapego que eu combinei comigo mesma há tanto tempo.
Se a nova é boa ou não...difícil definir com segurança. Aliás essa é a palavra, segurança.
Deixar os mapas e cálculos de lado bem no meio da viagem, não parece uma decisão segura de se tomar. Abrir mão do controle de todas as variáveis parece tão imprudente que beira o proibitivo. Mas quem aqui é proibido de amar?
Apesar de saber a resposta, não me solto com convicção.
Sei que o bloco sólido, firme que eu conhecia se dissolveu, não vi como, deixando aparecer um monte de imagens que ao mesmo tempo atraem e repelem.
Apegar-se as imagens detrás do bloco parece não menos imprudente e quase irresponsável na tarefa de zelar por mim mesma e por mais um que agora me aparece com este novo significado.
“...e já que a vida nos deu esse tropeço...” E que tropeço, meu amigo. Quando achei que tinha acabado, que tudo estava sob controle, me pego no meio desse novo impulso que me pende para frente.
Depois de tudo que processei como lição passada e de todo carinho que hoje reconheço, acabo por manter ambos os pés no freio como que por cuidar de nós dois. Como se fosse de minha responsabilidade zelar não apenas pela minha integridade, mas pela do outro. Um desejo prepotente de comandar a carroça alheia.
Eis o cara da emoção. O que vive sem grilos. Que se entrega. Que não sente medo da vida. Admirável demais. Paradoxal demais para mim. Me admiro e me assusto olhando a mesma fotografia.
O fato é que hoje já não sei se quero continuar a decidir tudo sozinha.
Basta apenas encontrar o limite de até onde é devido dividir para iniciar uma nova fase de troca.
Bem, o primeiro passo já foi dado.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Passará

O tempo passa e as imagens começam a ficar enevoadas.
Não que as fotos envelhecem e perdem as pessoas que existiam ali, há anos, mas a gente envelhece, as lembranças são guardadas em caixas em cima do guarda-roupas e a memória fica nublada.
Passou tanto tempo, a gente mudou tanto, tanta coisa aconteceu, somos tão diferentes uns dos outros e ainda nos esforçamos pra lembrar das histórias e contar detalhes com uma certa intimidade que já não existe mais. A gente nem lembra que intimidade era essa, mas sentimos a necessidade de resgatar cada momento, e dizer que éramos felizes e não sabíamos, que a vida mudou e que engordamos depois de tanto tempo...
Tudo isso pra resgatar o passado e provarmos pra todos que tivemos um, que ele foi feliz, que foi vivido. Tudo isso porque o presente não conseguimos vivemos mais.
E nosso cotidiano enche os dias e as noites com a névoa da incerteza e da saudade, por não podermos ser crianças outra vez.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
FECHARAM MEU CORPO COM O DEMÔNIO DENTRO
Que impaciência é essa que vem comigo, porque essa necessidade de mudar, a eterna dúvida, insatisfação. Queria fazer alguma coisa que fizesse diferença, queria estar na janela de um trem com a cabeça pra fora e o cabelo voando.
Conhecer Paris, Portugal, Amsterdam, China, Marrocos, o mundo todo e nem meu umbigo eu sei onde fica.
Um dia bem humorada, atualmente a maior parte dos dias e minha melhor descoberta foi entender que ficar comigo é bom. É divertido. O problema é o demônio…. Talvez seja ele que me leve a ter idéias meio malucas e correr atrás.
Talvez ele seja bom, não sei. A poucos dias descobri que fechei meu corpo com ele dentro.
Católica por criação, Budista por idealização, Espírita por convicção.
Acredito em tudo um pouco. Rezo, tomo passe, tenho anjo da guarda, vou na tarologa e ainda tem as amigas amoras que dão os melhores conselhos, sigo todos…. Desisti da terapia porque elas falam o mesmo, dão os mesmos conselhos e não cobram nada. E eu ainda posso fumar e tomar uma cerveja enquanto desabafo…. Não tem terapia melhor.
E o demônio? Pois é, ele tá aqui… soprando coisas na minha cabeça. Vontade de dar uma bica em tudo. Fazer uma mochila e sair andando, vontade de comprar um tennis e sair correndo no melhor estilo Forrest Gump.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Onde coloco meus pensamentos? Acho ridículo esperar o fim de semana e faço isso toda semana. Não é justo, 5 dias em troca de 2?
Quem fez essa conta? Porque complicar tanto as coisas?
Não vou porque não conheço ninguém. Não como porque engorda. Ah, não é muito longe. Tô com uma preguiça…. O cara é que tem que ligar. Se eu ligo o cara acha que sou grude e pronto toma chá de sumiço. Quando a gente vai deixar esse monte de besteira de lado e viver?
Porque se cobrar tanto? Esse meu demônio me faz ser mais solta, as vezes me enlouquece com pequenos surtos de sair correndo. Se eu fosse um pouco mais corajosa já tinha metido 3 calças, um tennis e meia dúzia de camisetas na mochila e fui.
Mas não, sou cuzona e o que resta é o desabafo. É tentar fazer tudo certinho pra ganhar a dose de coragem que falta pra correr o mundo e buscar o que eu nem imagino que tô procurando.
Conhecer Paris, Portugal, Amsterdam, China, Marrocos, o mundo todo e nem meu umbigo eu sei onde fica.
Um dia bem humorada, atualmente a maior parte dos dias e minha melhor descoberta foi entender que ficar comigo é bom. É divertido. O problema é o demônio…. Talvez seja ele que me leve a ter idéias meio malucas e correr atrás.
Talvez ele seja bom, não sei. A poucos dias descobri que fechei meu corpo com ele dentro.
Católica por criação, Budista por idealização, Espírita por convicção.
Acredito em tudo um pouco. Rezo, tomo passe, tenho anjo da guarda, vou na tarologa e ainda tem as amigas amoras que dão os melhores conselhos, sigo todos…. Desisti da terapia porque elas falam o mesmo, dão os mesmos conselhos e não cobram nada. E eu ainda posso fumar e tomar uma cerveja enquanto desabafo…. Não tem terapia melhor.
E o demônio? Pois é, ele tá aqui… soprando coisas na minha cabeça. Vontade de dar uma bica em tudo. Fazer uma mochila e sair andando, vontade de comprar um tennis e sair correndo no melhor estilo Forrest Gump.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Onde coloco meus pensamentos? Acho ridículo esperar o fim de semana e faço isso toda semana. Não é justo, 5 dias em troca de 2?
Quem fez essa conta? Porque complicar tanto as coisas?
Não vou porque não conheço ninguém. Não como porque engorda. Ah, não é muito longe. Tô com uma preguiça…. O cara é que tem que ligar. Se eu ligo o cara acha que sou grude e pronto toma chá de sumiço. Quando a gente vai deixar esse monte de besteira de lado e viver?
Porque se cobrar tanto? Esse meu demônio me faz ser mais solta, as vezes me enlouquece com pequenos surtos de sair correndo. Se eu fosse um pouco mais corajosa já tinha metido 3 calças, um tennis e meia dúzia de camisetas na mochila e fui.
Mas não, sou cuzona e o que resta é o desabafo. É tentar fazer tudo certinho pra ganhar a dose de coragem que falta pra correr o mundo e buscar o que eu nem imagino que tô procurando.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Hoje eu tô mais forte que antes.
Hoje eu tô mais forte que antes.
Apesar desse dia horrendo e chuvoso que transforma os edredons em polvos gigantes, hoje eu consegui controlar a deprêzinha que quase bateu logo cedo.
Deu uma saudade do que eu ainda não havia deixado para trás. A casa, a companhia, o quentinho, o café da manhã, o sossego...
Senti a danada chegar e na seqüência senti um orgulho danado de ter conseguido mandá-la embora antes que se instalasse.
Xô deprê, hoje não violão.
Hoje eu acordei guerreira e nada vai tirar meu pique para encarar a segundona.
Descobri uma coisa.
Ter contas para pagar dá uma bela motivação, não concordam?.
Eu que sempre fui menina, moleca, sem dependentes ou imóveis mudei de repente.
Trouxe pro meu colo a responsa de manter a casa em ordem.
Coisa de mulher. Não mais de menina.
Me dá o maior orgulho contribuir com a paz familiar.
E se é em reais que devo contribuir... que assim seja.
A agência vem crescendo, eu tenho me sentido cada dia mais segura para desempenhar o meu papel....
Aquele papel que um dia, no meio do ano assado, despencou no meu colo e eu como que por instinto só fiz agarrar com unhas e dentes.
Morrendo de medo e ao mesmo tempo vendo brilhar na minha frente um espaço que se abria. Um espaço vazio, pronto para ser ocupado por mim.
Remei num mar agitadinho, muitas emoções, cobranças e pressão, muita pressão.
E passou.
Como todo e qualquer desafio, foi encarar que ele passou.
Aqui fico eu mais forte que antes.
Pessoalmente também, viu?
O passado se reergueu na minha frente na forma de um e-mail inesperado há poucos dias. E sabe o que aconteceu? O coração acelerou, a ansiedade aumentou, eu respirei bem fundo e tudo passou. E nem levou dois anos e meio. Foi assim, no mesmo dia.
Me senti alimentada de nova dose de força. Aquela coisa, -“Lálálá, ele sabe bem o que perdeu.” Só uma vaidadezinha e pronto. Só mais uma dose de força e pronto.
Com isso mais um espaço do meu coraçãozinho ficou disponível. E claro, que foi rapidamente ocupado pelo belo e doce cavalheiro de plantão.
Ô pessoa paciente, viu? Buscando na unha cada pedacinho deste latifúndio, sempre esperando a hora certa de dar o próximo passo. Assim não tem resistência que segure a fronteira, tá certo?
Mais que certo , ta é bom demais!
Como é bom poder reconhecer as coisas bacanas da nossa vida. Das menores ás mais relevantes.
Outro dia eu chorei. Nesse dia eu cresci.
De manhã é a hora que alguma coisa lá em cima me dá seus presentes.
Ás vezes peso para carregar, e hoje uma coroa para iluminar o meu caminho.
Meu dia está lindo porque hoje me amo mais.
Por que hoje estou mais forte que antes.
Zelda Scott
Apesar desse dia horrendo e chuvoso que transforma os edredons em polvos gigantes, hoje eu consegui controlar a deprêzinha que quase bateu logo cedo.
Deu uma saudade do que eu ainda não havia deixado para trás. A casa, a companhia, o quentinho, o café da manhã, o sossego...
Senti a danada chegar e na seqüência senti um orgulho danado de ter conseguido mandá-la embora antes que se instalasse.
Xô deprê, hoje não violão.
Hoje eu acordei guerreira e nada vai tirar meu pique para encarar a segundona.
Descobri uma coisa.
Ter contas para pagar dá uma bela motivação, não concordam?.
Eu que sempre fui menina, moleca, sem dependentes ou imóveis mudei de repente.
Trouxe pro meu colo a responsa de manter a casa em ordem.
Coisa de mulher. Não mais de menina.
Me dá o maior orgulho contribuir com a paz familiar.
E se é em reais que devo contribuir... que assim seja.
A agência vem crescendo, eu tenho me sentido cada dia mais segura para desempenhar o meu papel....
Aquele papel que um dia, no meio do ano assado, despencou no meu colo e eu como que por instinto só fiz agarrar com unhas e dentes.
Morrendo de medo e ao mesmo tempo vendo brilhar na minha frente um espaço que se abria. Um espaço vazio, pronto para ser ocupado por mim.
Remei num mar agitadinho, muitas emoções, cobranças e pressão, muita pressão.
E passou.
Como todo e qualquer desafio, foi encarar que ele passou.
Aqui fico eu mais forte que antes.
Pessoalmente também, viu?
O passado se reergueu na minha frente na forma de um e-mail inesperado há poucos dias. E sabe o que aconteceu? O coração acelerou, a ansiedade aumentou, eu respirei bem fundo e tudo passou. E nem levou dois anos e meio. Foi assim, no mesmo dia.
Me senti alimentada de nova dose de força. Aquela coisa, -“Lálálá, ele sabe bem o que perdeu.” Só uma vaidadezinha e pronto. Só mais uma dose de força e pronto.
Com isso mais um espaço do meu coraçãozinho ficou disponível. E claro, que foi rapidamente ocupado pelo belo e doce cavalheiro de plantão.
Ô pessoa paciente, viu? Buscando na unha cada pedacinho deste latifúndio, sempre esperando a hora certa de dar o próximo passo. Assim não tem resistência que segure a fronteira, tá certo?
Mais que certo , ta é bom demais!
Como é bom poder reconhecer as coisas bacanas da nossa vida. Das menores ás mais relevantes.
Outro dia eu chorei. Nesse dia eu cresci.
De manhã é a hora que alguma coisa lá em cima me dá seus presentes.
Ás vezes peso para carregar, e hoje uma coroa para iluminar o meu caminho.
Meu dia está lindo porque hoje me amo mais.
Por que hoje estou mais forte que antes.
Zelda Scott
domingo, 16 de março de 2008
PERSEPOLIS

E já que minha vida cultural anda agitadíssima, aqui vai mais uma dica valiosa: Persepolis.
Para quem gosta de quadrinhos é um prato cheio, para quem não gosta, vá ao cinema pois já se encontra adaptado para a telona. Com linguagem simples e nada piegas, digo isso pois a autora, nova por sinal, apesar de ter vivido em uma guerra sem propósito num regime sem fundamento, apresenta sua versão da história apenas relatando dramas de uma menina e sua passagem para a vida adulta em um mundo tão turbulento. No entanto, essa turbulência não era creditada apenas pela guerra em seu país, mas pelos seus relacionamentos, seus anseios, seus medos, seus afetos e desafetos, enfim pela transformação que todo os ser humano passa seja aqui ou lá no Oriente Médio.
Uma ótima pedida para esses dias frios que não queremos sair de casa e podemos ler debaixo do edredon, ou melhor, com a cabecinha para fora (já entendi, essa fui muito infame). Prometo melhorar.
SAI PARA COMPRAR CIGARROS E FUI AO CINEMA

Vida de publicitário é assim, uma loucura sem horários fixos, sem regras nem direção, mas quando você vive e convive com um outro publicitário é pior ainda, o relacionamento fica pontuado por esses desencontros devido a um job de última hora, uma viagem para participar de uma reunião chata que não levará a nada pois o cliente "nunca está satisfeito" ou melhor, "sempre tem razão". Porém, entretanto, todavia o tempo livre é uma maravilha, você consegue fazer todas aqueles coisas "cabeças" que tem vontade, mas que o seu par (ops. aquele homem que dorme ao seu lado com cueca furada e meia puida) não gosta e prefere assistir televisão. A parte ruim é que você, invariavelmente, sairá sozinha, mas o que significa isso diante do fato de você se reafirmar como mulher independente, ora essa.
Foi assim que eu, neste domingo chuvoso e cinza, depois de almoçar com meus pais, queridos, isso porque minha geladeira está mais vazia do que bolso de pobre e minha preguiça cresce vertiginosamente, resolvi desviar o caminho e tomar um café. Perto do café uma banca de revistas, comprei um cigarro, e perto deste, dei uma espiada no cinema. Tudo pertinho, logo ali, por que não? Fui, peguei a sessão com horário mais próximo, pois se demorasse muito eu acabaria desistindo, lembra da preguiça?, pois é. Assisti o filme "Antes de Partir", com Jack Nicholson e Morgan Freeman (é assim mesmo que se escreve?), sessão da tarde total, uma comédia dramática sem muita pretensão, mas que vale pela atuação dessas duas figuras raras. Basicamente conta a história de dois caras, um pobre e outro rico, que estão com câncer e a beira da morte. Já que não há remédio, remediado está, então resolvem fazer uma lista do que gostariam de fazer antes de morrer. O final vocês já podem imaginar. Não, não estou falando do filme, estou falando de mim, CHOREI tanto que sai de lá parecendo a "rena do nariz vermelho".
Fica ai a dica.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Frágil
Outro dia fui buscar um exame para minha mãe, entrei no hospital e sai rapidinho, em menos de 10 minutos, e esse dia reservava uma daquelas histórias da série, coisas que só acontecem comigo. Pois bem, estava no estacionamento esperando meu carro, quando um homem que aparentava uns 45 anos, meio triste, chegou perto de mim e falou: Minha amiga morreu. Tão novinha… e começou a chorar. Não saiba se eu abraçava aquele desconhecido, se dividia um calmante com ele, ou se saia andando fingindo não me importar.
Acabei fazendo a pergunta mais idiota do mundo: como ela morreu? Que coisa mais estúpida… ele disse que estavam na faculdade, quando ela o chamou e disse que estava passando mal, desmaiou, ele correu com ela para o hospital mais próximo, mas não deu tempo, ela morreu. Foi simples assim, ele me contou isso com uma certa serenidade peculiar aos homens que nunca desabam. Ainda dividiu comigo outra preocupação: como ele iria sozinho avisar a família da amiga? Nessa hora perguntei senão tinha um outro colega da faculdade que pudesse ir com ele, a resposta foi não. A irmã de sua amiga estava no hospital e claro estava nervosa, passando mal. É, esse cara tava num dia péssimo.
Essa conversa foi bem rápida. O tempo de esperar os carros, perguntei se podia ajudá-lo e ele disse que não, me agradeceu pela breve conversa e a única coisa que consegui dizer foi força, mantenha sua fé. Lhe dei um abraço meio sem jeito, entrei no carro e fui embora.
No caminho pensei nos meus irmãos, nos meus país, nas minhas amigas. Acho que morro junto se acontecer alguma coisa com eles.
Como a vida é frágil. Balela, auto-ajuda, é verdade. Um dia a gente acorda, vai pra faculdade, sente um mal estar e pronto… acabou. Como assim, acabou? Como pode? É só isso acabou…. É inacreditável.
Por isso vivamos! Mais uma vez cai no popular, mas quer saber acho que é simples assim. Pra que vou pagar um analista? Entender o que? Porque nos preocupamos tanto com o que os outros pensam? Porque sofremos por alguém que nos faz mal? Porque deixamos chegar ao ponto de alguém conseguir nos fazer mal? Porque se preocupar tanto com o cabelo, o corpo, as unhas?
Claro que não precisamos nos transformar em ogros desleixados. Mas galera… sem exageros. “A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância.”
Sejamos felizes, bobos, idiotas.
O que vale é tomar banho de chuva, entrar no mar de dia, de noite, de madrugada, andar descalço na grama, tomar sol, sentir cheiro de chuva, de barro, brincar, gritar, bater palmas, dançar, rir, rir, rir. Rir de si mesmo, dos amigos, dos desconhecidos. Mexer com a areia da praia até arrepiar, mexer com a terra, cozinhar pra alguém especial, dançar, dormir abraçado, beijar, dividir as contas, os cigarros, as conquistas. Não ligue tanto pra dinheiro, precisamos dele, mas na última hora tenho certeza que ninguém lamenta ter sido pobre ou rico. Sei lá o que acontece no último instante, mas duvido que alguém deixe de lembrar dos mais próximos, dos mais amados pra lembrar de grana sobrando ou faltando.
Sim, essa é uma análise muito rasa, mas na boa de que adianta filosofia, estudos, falar 10 línguas, ler um milhão de livros. O que você vai lembrar? De páginas e letras ou de sorrisos, abraços, amores e gargalhadas?
Traz uma porção de pastel, cerveja e muitos copos. Depois de brindarmos, traz a conta.
Acabei fazendo a pergunta mais idiota do mundo: como ela morreu? Que coisa mais estúpida… ele disse que estavam na faculdade, quando ela o chamou e disse que estava passando mal, desmaiou, ele correu com ela para o hospital mais próximo, mas não deu tempo, ela morreu. Foi simples assim, ele me contou isso com uma certa serenidade peculiar aos homens que nunca desabam. Ainda dividiu comigo outra preocupação: como ele iria sozinho avisar a família da amiga? Nessa hora perguntei senão tinha um outro colega da faculdade que pudesse ir com ele, a resposta foi não. A irmã de sua amiga estava no hospital e claro estava nervosa, passando mal. É, esse cara tava num dia péssimo.
Essa conversa foi bem rápida. O tempo de esperar os carros, perguntei se podia ajudá-lo e ele disse que não, me agradeceu pela breve conversa e a única coisa que consegui dizer foi força, mantenha sua fé. Lhe dei um abraço meio sem jeito, entrei no carro e fui embora.
No caminho pensei nos meus irmãos, nos meus país, nas minhas amigas. Acho que morro junto se acontecer alguma coisa com eles.
Como a vida é frágil. Balela, auto-ajuda, é verdade. Um dia a gente acorda, vai pra faculdade, sente um mal estar e pronto… acabou. Como assim, acabou? Como pode? É só isso acabou…. É inacreditável.
Por isso vivamos! Mais uma vez cai no popular, mas quer saber acho que é simples assim. Pra que vou pagar um analista? Entender o que? Porque nos preocupamos tanto com o que os outros pensam? Porque sofremos por alguém que nos faz mal? Porque deixamos chegar ao ponto de alguém conseguir nos fazer mal? Porque se preocupar tanto com o cabelo, o corpo, as unhas?
Claro que não precisamos nos transformar em ogros desleixados. Mas galera… sem exageros. “A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância.”
Sejamos felizes, bobos, idiotas.
O que vale é tomar banho de chuva, entrar no mar de dia, de noite, de madrugada, andar descalço na grama, tomar sol, sentir cheiro de chuva, de barro, brincar, gritar, bater palmas, dançar, rir, rir, rir. Rir de si mesmo, dos amigos, dos desconhecidos. Mexer com a areia da praia até arrepiar, mexer com a terra, cozinhar pra alguém especial, dançar, dormir abraçado, beijar, dividir as contas, os cigarros, as conquistas. Não ligue tanto pra dinheiro, precisamos dele, mas na última hora tenho certeza que ninguém lamenta ter sido pobre ou rico. Sei lá o que acontece no último instante, mas duvido que alguém deixe de lembrar dos mais próximos, dos mais amados pra lembrar de grana sobrando ou faltando.
Sim, essa é uma análise muito rasa, mas na boa de que adianta filosofia, estudos, falar 10 línguas, ler um milhão de livros. O que você vai lembrar? De páginas e letras ou de sorrisos, abraços, amores e gargalhadas?
Traz uma porção de pastel, cerveja e muitos copos. Depois de brindarmos, traz a conta.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Saudade
Fui dormir com saudade e acordei com fome.
Saudade nada mais é do que a fome da alma, como li dia desses.
A falta de notícia de quem se ama e quer bem.
Saudade é a pontada no peito quando pensamos em quem já não podemos mais ter do nosso lado.
Enquanto a fome, aquele pãozinho nada resolveu a minha vida!
Saudade nada mais é do que a fome da alma, como li dia desses.
A falta de notícia de quem se ama e quer bem.
Saudade é a pontada no peito quando pensamos em quem já não podemos mais ter do nosso lado.
Enquanto a fome, aquele pãozinho nada resolveu a minha vida!
Hoje cedo, eu chorei.
Hoje cedo eu chorei.
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. No melhor estilo tudo-ao-mesmo-tempo-agora.
Menina no meio do seu período mais feminino do mês, tendo passado por uma tpm ímpar. Diferente de todos os ciclos, este teve desequilíbrio hormonal desmedido.
Foram momentos de irritação de vários níveis, sensibilidade a flor da pele, regiões circulares do corpo infladas como bexigas e por fim a cólica.
Isso acho ter sido resultado de uma semana agitada emocionalmente. A coisa do parco dinheiro acumulado, do medo de não ter a segurança para abandonar qualquer coisa que me encha o saco nessa vida de todo dia.
Tem também a idéia do outro ciclo. Um que eu acredito terminar e reiniciar nas nossas vidas a cada 7 anos. Estando a pessoa que vos fala na sua 28ª primavera...coisa de pensar.
Um milhão de conflitos na minha cabeça. E só pode ser esse raio de ciclo se, e me, transformando.
Penso cada dia mais que a vida que eu levo todo santo dia é um tanto diferente daquela que combina mais comigo. Daquela que eu imaginei em que não era triste sair da cama para encarar a lida. Lida que tivesse mais a minha cara. Coisa que me desse mais prazer. Que me proporcionasse os horários mais adequados ao funcionamento do meu relógio biológico. Que me deixasse morar numa cidadezinha mais tranqüila, com som de vento, com tudo mais perto, com o tempo que rende muito mais que esse nosso.
Até sonhei no fds. Uma casa linda com umas 12 camas para abrigar todos os que eu mais amo por quanto tempo fosse desejado. Quarto com capacidade para 4 ou 5 pessoas. Pessoas não...meninas. Nós. Vocês. Meninas com suas fofocas, com suas ironias sobre as mais difíceis questões da alma, meninas com amor e brigadeiro.
Também tinha um cachorro grande com pêlo de labrador. E devia mesmo ser um.
Dava pra ver o bairro sossegado, pouco movimentado e com casa de amigos queridos espalhadas nas esquinas mais próximas.
Hoje de manhã eu chorei.
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a louca infantilidade de negar o término do final de semana. A discreta manifestação de que não queria também sair de perto daquele que me adora. Adora no real significado da palavra, no sentido da raiz adoração.
Mais um conflito para pensar no trânsito enquanto o rádio se prontifica a me informar que o horário de verão que eu tanto curto terminou, e assim me levando a conclusão de que toda essa agonia matinal poderia ter sido minimizada com a grata notícia de mais uma hora disponível para ficar ali. Na cama, no edredom, no abraço, na adoração.
Vejam que descuido da razão... Deixar que lágrimas rolem admitindo que parte desse expurgo está amarrado ao moço, ou à “fotografia” que o moço está neste momento.
O querer viver a vida que não é minha. Arte, não ter que acordar cedo, casa e não apartamento, a melhor amiga em vez de uma família que tanto amamos como queremos distância de vez em quando.
Mais que isso tudo (e que a coragem não me falte para continuar esta escrita), o querer viver aquela companhia, aquela cumplicidade, o jogo de assuntos e piadas das mais infantis e deliciosas, as aulas de violão, os momento só cantando em Trio-se, as receitas na cozinha, a total disponibilidade, enfim a entrega que eu queria tanto e agora a tendo não sei bem como lidar.
Foi!
Finalmente essas palavras saíram da clausura dentro da minha mente e vieram, num ato de desabafo, parar nessa tela que logo quem quiser terá acesso.
Ainda não tomei o passo em direção ao retorno a terapia, mesmo sabendo que tantos conflitos, quando juntos, se tornam razão digna de busca por ajuda.
Preciso de liberdade. Liberdade para tomar minhas próprias decisões. Para buscar o meu mundo ideal. Para criar o meu melhor ambiente. Para deixar de dizer que não devo nada a ninguém e me apropriar efetivamente deste direito. Cortar o cordão umbilical que escoa tanto julgamento e pressão sobre a minha cabeça para loucamente viver feliz e leve como uma borboleta que não mais derramará lágrimas de manhã.
Vi pela janela dois passarinhos na árvore do quintal. Foi ontem e pensei como eram felizes por nem saber se era domingo ou segunda. Por ignorar essa métrica dura para viver com a mesma alegria qualquer um dos dias naquela árvore.
Em mim batia a agonia de saber que ao ver o mesmo casal cheio de penas na árvore em frente, um dia depois, seria o meu momento de fechar a porta do que adoro fazer para embarcar na viagem rumo ao mundinho corporativo que nos consome por mais 5 dias seguidos.
Hoje cedo eu chorei.
As poucas lágrimas que senti ferver antes de caírem dos meus olhos me serviram de alerta. Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a consciência de que é preciso buscar.
É preciso sair da zona de conforto e se movimentar em direção ao sonho.
Serão dois passos: Libertar esta alma gigante e cheia de miragens para em seguida deixar para trás toda essa inércia que me cansa.
Ufa, que segunda-feira....
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. No melhor estilo tudo-ao-mesmo-tempo-agora.
Menina no meio do seu período mais feminino do mês, tendo passado por uma tpm ímpar. Diferente de todos os ciclos, este teve desequilíbrio hormonal desmedido.
Foram momentos de irritação de vários níveis, sensibilidade a flor da pele, regiões circulares do corpo infladas como bexigas e por fim a cólica.
Isso acho ter sido resultado de uma semana agitada emocionalmente. A coisa do parco dinheiro acumulado, do medo de não ter a segurança para abandonar qualquer coisa que me encha o saco nessa vida de todo dia.
Tem também a idéia do outro ciclo. Um que eu acredito terminar e reiniciar nas nossas vidas a cada 7 anos. Estando a pessoa que vos fala na sua 28ª primavera...coisa de pensar.
Um milhão de conflitos na minha cabeça. E só pode ser esse raio de ciclo se, e me, transformando.
Penso cada dia mais que a vida que eu levo todo santo dia é um tanto diferente daquela que combina mais comigo. Daquela que eu imaginei em que não era triste sair da cama para encarar a lida. Lida que tivesse mais a minha cara. Coisa que me desse mais prazer. Que me proporcionasse os horários mais adequados ao funcionamento do meu relógio biológico. Que me deixasse morar numa cidadezinha mais tranqüila, com som de vento, com tudo mais perto, com o tempo que rende muito mais que esse nosso.
Até sonhei no fds. Uma casa linda com umas 12 camas para abrigar todos os que eu mais amo por quanto tempo fosse desejado. Quarto com capacidade para 4 ou 5 pessoas. Pessoas não...meninas. Nós. Vocês. Meninas com suas fofocas, com suas ironias sobre as mais difíceis questões da alma, meninas com amor e brigadeiro.
Também tinha um cachorro grande com pêlo de labrador. E devia mesmo ser um.
Dava pra ver o bairro sossegado, pouco movimentado e com casa de amigos queridos espalhadas nas esquinas mais próximas.
Hoje de manhã eu chorei.
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a louca infantilidade de negar o término do final de semana. A discreta manifestação de que não queria também sair de perto daquele que me adora. Adora no real significado da palavra, no sentido da raiz adoração.
Mais um conflito para pensar no trânsito enquanto o rádio se prontifica a me informar que o horário de verão que eu tanto curto terminou, e assim me levando a conclusão de que toda essa agonia matinal poderia ter sido minimizada com a grata notícia de mais uma hora disponível para ficar ali. Na cama, no edredom, no abraço, na adoração.
Vejam que descuido da razão... Deixar que lágrimas rolem admitindo que parte desse expurgo está amarrado ao moço, ou à “fotografia” que o moço está neste momento.
O querer viver a vida que não é minha. Arte, não ter que acordar cedo, casa e não apartamento, a melhor amiga em vez de uma família que tanto amamos como queremos distância de vez em quando.
Mais que isso tudo (e que a coragem não me falte para continuar esta escrita), o querer viver aquela companhia, aquela cumplicidade, o jogo de assuntos e piadas das mais infantis e deliciosas, as aulas de violão, os momento só cantando em Trio-se, as receitas na cozinha, a total disponibilidade, enfim a entrega que eu queria tanto e agora a tendo não sei bem como lidar.
Foi!
Finalmente essas palavras saíram da clausura dentro da minha mente e vieram, num ato de desabafo, parar nessa tela que logo quem quiser terá acesso.
Ainda não tomei o passo em direção ao retorno a terapia, mesmo sabendo que tantos conflitos, quando juntos, se tornam razão digna de busca por ajuda.
Preciso de liberdade. Liberdade para tomar minhas próprias decisões. Para buscar o meu mundo ideal. Para criar o meu melhor ambiente. Para deixar de dizer que não devo nada a ninguém e me apropriar efetivamente deste direito. Cortar o cordão umbilical que escoa tanto julgamento e pressão sobre a minha cabeça para loucamente viver feliz e leve como uma borboleta que não mais derramará lágrimas de manhã.
Vi pela janela dois passarinhos na árvore do quintal. Foi ontem e pensei como eram felizes por nem saber se era domingo ou segunda. Por ignorar essa métrica dura para viver com a mesma alegria qualquer um dos dias naquela árvore.
Em mim batia a agonia de saber que ao ver o mesmo casal cheio de penas na árvore em frente, um dia depois, seria o meu momento de fechar a porta do que adoro fazer para embarcar na viagem rumo ao mundinho corporativo que nos consome por mais 5 dias seguidos.
Hoje cedo eu chorei.
As poucas lágrimas que senti ferver antes de caírem dos meus olhos me serviram de alerta. Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a consciência de que é preciso buscar.
É preciso sair da zona de conforto e se movimentar em direção ao sonho.
Serão dois passos: Libertar esta alma gigante e cheia de miragens para em seguida deixar para trás toda essa inércia que me cansa.
Ufa, que segunda-feira....
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ser ou não ser você mesma?
Já fui chamada várias vezes de estranha, louca sob olhares reprovadores e assustados.
Sempre retruquei que era espontaneidade, meu jeito ser, livre de alguns conceitos da sociedade, apesar de sempre ter andado na linha com as pessoas e com a lei.
Então, qual é a idéia do “ser estranho”, em ser eu mesma?
Cheguei à conclusão de que as pessoas realmente se sentem incomodadas com a felicidade alheia, com o poder que alguns de nós temos de encontrar a felicidade em uma gargalhada estridente, ou em um copo quebrado. Sorrir simplesmente em cantar uma música ou se sentir bem andando meio na contramão das coisas.
Derrubei meu copo de cerveja, paciência. Ou to bêbada ou to vesga! E daí? Não posso rir em ser desastrada? Não posso me sentir a vontade com uma roupa diferente ou com o cabelo despenteado? Não posso ser feliz simplesmente da forma que sou? Criança feliz? A gente tem que parar de querer crescer. Crescer é chato!
Uma música nos alegra e a gente tem vontade de cantá-la, seja em um show, seja na padaria. Essa facilidade de enxergar as coisas boas em pequenos momentos do cotidiano, nas nossas desventuras ou durante o domingo à tarde, com um balde de pipoca no colo, é que faz a diferença. Assim encontramos nossos talentos, aptidões, o que nos agrada e o que realmente nos tira do sério.
Sim, eu falo sozinha no banheiro e no carro, mas foi falando sozinha que descobri que eu realmente poderia cantar. E ainda mais, foi cantando em um boteco ou outro, ao lembrar-se de algum momento, que resolvi cantar (vou colocar em prática esse ano, é uma promessa que fiz a mim mesma).
Será isso o que incomoda as pessoas? Não se descobrir nessas horas, e ficar pensando demais nos demais?
Veja Elis Regina, uma louca varrida sim, que levou a vida da forma que achou melhor. Depressiva ou não, boa mãe ou não, o que nos restou dela foi sua obra. Um monstro que não será esquecido tão cedo. O que ela fez de bom pra gente, nós conhecemos, mas do que ela mais tirava proveito? Era o que ela sentia quando estava nos palcos, mostrando tudo o que sabia fazer, de um jeito particularmente seu, tornando-se referência pra todas as cantoras nacionais de hoje. E o legal disso é a gente perceber que ela se divertia.
É isso! A mensagem é essa! Cuida da sua vida e descubra na sua rotina, no seu dia a dia, o que você faz que te diverte, que pode prosperar. A gente se encontra e se desencontra, e é tão confuso. A graça tá aí, porque se fosse muito fácil se achar, seria chato demais, e não riríamos de nós mesmas.
Agora, se você não sabe o que fazer pra se divertir, o que realmente é importante pra ser feliz, sorry! Tá na hora de começar a correr atrás dos seus sonhos!
Fico com Elis na cabeça, no coração e uma vontade enorme de tomar um sorvete nesse dia quente.
P.S.: Fica calma que o mau humor existe, ninguém é de ferro e a vida não é bolinho, mas temos que aprender a separar as coisas.
Sempre retruquei que era espontaneidade, meu jeito ser, livre de alguns conceitos da sociedade, apesar de sempre ter andado na linha com as pessoas e com a lei.
Então, qual é a idéia do “ser estranho”, em ser eu mesma?
Cheguei à conclusão de que as pessoas realmente se sentem incomodadas com a felicidade alheia, com o poder que alguns de nós temos de encontrar a felicidade em uma gargalhada estridente, ou em um copo quebrado. Sorrir simplesmente em cantar uma música ou se sentir bem andando meio na contramão das coisas.
Derrubei meu copo de cerveja, paciência. Ou to bêbada ou to vesga! E daí? Não posso rir em ser desastrada? Não posso me sentir a vontade com uma roupa diferente ou com o cabelo despenteado? Não posso ser feliz simplesmente da forma que sou? Criança feliz? A gente tem que parar de querer crescer. Crescer é chato!
Uma música nos alegra e a gente tem vontade de cantá-la, seja em um show, seja na padaria. Essa facilidade de enxergar as coisas boas em pequenos momentos do cotidiano, nas nossas desventuras ou durante o domingo à tarde, com um balde de pipoca no colo, é que faz a diferença. Assim encontramos nossos talentos, aptidões, o que nos agrada e o que realmente nos tira do sério.
Sim, eu falo sozinha no banheiro e no carro, mas foi falando sozinha que descobri que eu realmente poderia cantar. E ainda mais, foi cantando em um boteco ou outro, ao lembrar-se de algum momento, que resolvi cantar (vou colocar em prática esse ano, é uma promessa que fiz a mim mesma).
Será isso o que incomoda as pessoas? Não se descobrir nessas horas, e ficar pensando demais nos demais?
Veja Elis Regina, uma louca varrida sim, que levou a vida da forma que achou melhor. Depressiva ou não, boa mãe ou não, o que nos restou dela foi sua obra. Um monstro que não será esquecido tão cedo. O que ela fez de bom pra gente, nós conhecemos, mas do que ela mais tirava proveito? Era o que ela sentia quando estava nos palcos, mostrando tudo o que sabia fazer, de um jeito particularmente seu, tornando-se referência pra todas as cantoras nacionais de hoje. E o legal disso é a gente perceber que ela se divertia.
É isso! A mensagem é essa! Cuida da sua vida e descubra na sua rotina, no seu dia a dia, o que você faz que te diverte, que pode prosperar. A gente se encontra e se desencontra, e é tão confuso. A graça tá aí, porque se fosse muito fácil se achar, seria chato demais, e não riríamos de nós mesmas.
Agora, se você não sabe o que fazer pra se divertir, o que realmente é importante pra ser feliz, sorry! Tá na hora de começar a correr atrás dos seus sonhos!
Fico com Elis na cabeça, no coração e uma vontade enorme de tomar um sorvete nesse dia quente.
P.S.: Fica calma que o mau humor existe, ninguém é de ferro e a vida não é bolinho, mas temos que aprender a separar as coisas.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
E eu comprei um carro!
Seguindo o movimento de registro das nossas vidinhas, incluindo as evoluções filosóficas, amadurecimentos afetivos e acontecimentos marcantes que nossas mães teriam orgulho de conhecer....cá estou para tecer mais um rendado de fatos.
A vida não é bolinho para ninguém, o meu dinheiro não dá em árvore, papai é rico mas eu não, e ainda assim: eu comprei um carro.
Se eu to feliz?
Sei lá, viu? Rapei todo dinheiro da minha vida para quitar tudo à vista.
Por conta disso, assinei o contrato de compra e meia hora depois estava aos prantos sem saber bem por quê.
Para mim, pior que andar a pé é ter parcelas para pagar.
Parcela significa que o dinheiro que eu suei para ganhar naquele mês não é exatamente meu. Um dinheiro que não vem com o meu nome, mesmo sendo fruto da minha entrega maluca.
Na verdade o caos dessa cidade me obrigou a trocar de carro. E aproveito para dizer: Não comprem um Gol. Never! A não ser que pretenda ir morar no interior...
Vende rápido, todo mundo quer, inteiro ou em pedaços e é aí que mora o pepino.
Ter um Gol é carregar um pepino para cima e para baixo.
Rapando a poupança, abri mão de uma zona de conforto que só mesmo o dinheiro é capaz de proporcionar. Agora não posso mais mandar o chefe à merda, não posso querer passar 3 meses viajando pelo Nordeste, não posso dar entrada numa casinha no interior mais próximo ou longínquo.
Isso me tirou a fimeza de baixo dos pés e agora me sinto refém do carro novo.
Ainda não chegou e por isso eu não senti ainda a leveza da direção hidáulica, o ventinho fresco do ar-condicionado sacudindo o cabelo, o batidão grave do som novinho e o conforto/ segurança de andar com os vidros fechados.
Assim, tenho só o residual negativo neste momento. É por isso que eu choro.
Hoje de manhã senti vontade de chorar de novo, mas dessa vez foi a idéia de achar a minha vida muito chata que me purgou as lágrimas. Uma sucessão de acontecimentos. Foi sair da caminha gostosa, com direito a cobertor de orelha, ver o café da manhã preparado e não poder curti-lo por falta de tempo, me lançar ao trânsito da volta às aulas, alguns dias para o período menstrual e pronto! Buá...quero chorar.
E agora? E se eu quiser ir embora daqui?
Não posso! Não agora. Tenho uma dívida enorme com a minha poupança que não pode viver oca. Então, silêncio, ombros para trás e vamos à luta.
Tenho hoje aquela sensação de que a vida dá com uma mão e tira com a outra.
Tenho um carro lindinho, completo e não tenho um puto no banco.
Pobre e de carro novo....dá para entender?
Voltando ao cobertor de orelha antes citado, devo aqui prestar minha sincera e pública homenagem à este que com toda paciência do mundo colaborou imensamente para a consumação do ato de compra.
Pessoa calma, informada e paciente....muito paciente.
No calor do cão, em pleno fds, num carro ainda sem ar-condicionado, pulando de loja em loja, perguntando tudo e mais um pouco para ajudar na avaliação do negócio que nem dele era.
Pessoa fofa, encantada, anjinho de luz ...que ainda levou o carro velho para uma tal de vistoria, comprou um tal de estepe que fora roubado e por isso estopim na decisão de troca do automóvel e acordou bem mais cedo para levar a trabalhadora até o local da labuta diária.
Moço fofo, carro novo, um charme irresistível e nem um puto no banco.
Ai, ai....ser RICA tem dessas.
A vida não é bolinho para ninguém, o meu dinheiro não dá em árvore, papai é rico mas eu não, e ainda assim: eu comprei um carro.
Se eu to feliz?
Sei lá, viu? Rapei todo dinheiro da minha vida para quitar tudo à vista.
Por conta disso, assinei o contrato de compra e meia hora depois estava aos prantos sem saber bem por quê.
Para mim, pior que andar a pé é ter parcelas para pagar.
Parcela significa que o dinheiro que eu suei para ganhar naquele mês não é exatamente meu. Um dinheiro que não vem com o meu nome, mesmo sendo fruto da minha entrega maluca.
Na verdade o caos dessa cidade me obrigou a trocar de carro. E aproveito para dizer: Não comprem um Gol. Never! A não ser que pretenda ir morar no interior...
Vende rápido, todo mundo quer, inteiro ou em pedaços e é aí que mora o pepino.
Ter um Gol é carregar um pepino para cima e para baixo.
Rapando a poupança, abri mão de uma zona de conforto que só mesmo o dinheiro é capaz de proporcionar. Agora não posso mais mandar o chefe à merda, não posso querer passar 3 meses viajando pelo Nordeste, não posso dar entrada numa casinha no interior mais próximo ou longínquo.
Isso me tirou a fimeza de baixo dos pés e agora me sinto refém do carro novo.
Ainda não chegou e por isso eu não senti ainda a leveza da direção hidáulica, o ventinho fresco do ar-condicionado sacudindo o cabelo, o batidão grave do som novinho e o conforto/ segurança de andar com os vidros fechados.
Assim, tenho só o residual negativo neste momento. É por isso que eu choro.
Hoje de manhã senti vontade de chorar de novo, mas dessa vez foi a idéia de achar a minha vida muito chata que me purgou as lágrimas. Uma sucessão de acontecimentos. Foi sair da caminha gostosa, com direito a cobertor de orelha, ver o café da manhã preparado e não poder curti-lo por falta de tempo, me lançar ao trânsito da volta às aulas, alguns dias para o período menstrual e pronto! Buá...quero chorar.
E agora? E se eu quiser ir embora daqui?
Não posso! Não agora. Tenho uma dívida enorme com a minha poupança que não pode viver oca. Então, silêncio, ombros para trás e vamos à luta.
Tenho hoje aquela sensação de que a vida dá com uma mão e tira com a outra.
Tenho um carro lindinho, completo e não tenho um puto no banco.
Pobre e de carro novo....dá para entender?
Voltando ao cobertor de orelha antes citado, devo aqui prestar minha sincera e pública homenagem à este que com toda paciência do mundo colaborou imensamente para a consumação do ato de compra.
Pessoa calma, informada e paciente....muito paciente.
No calor do cão, em pleno fds, num carro ainda sem ar-condicionado, pulando de loja em loja, perguntando tudo e mais um pouco para ajudar na avaliação do negócio que nem dele era.
Pessoa fofa, encantada, anjinho de luz ...que ainda levou o carro velho para uma tal de vistoria, comprou um tal de estepe que fora roubado e por isso estopim na decisão de troca do automóvel e acordou bem mais cedo para levar a trabalhadora até o local da labuta diária.
Moço fofo, carro novo, um charme irresistível e nem um puto no banco.
Ai, ai....ser RICA tem dessas.
O que tem de bom no dia?
- Bom dia!
- Não sei o que você viu de bom nele! - respondo com rápida rispidez e cara de cú.
Não, o dia não começou nada bem! Nada bem mesmo, porque além de ser segunda-feira, só consegui dormir às 6h00 da manhã. Sabe quando a cabeça começa a funcionar e você não quer ter o menor esforço mental? Ainda fiz tudo pra que isso não acontecesse: assiti umas duas horas seguidas de Friends, uma hora de Simpsons, na falta de calmante e bolinhas ansiolíticas, tomei dois Dorflex - dizem que faz milagre no quesito apagar peão, cortei as unhas dos pés, chá de camomila. Nada deu certo. Fracassei na arte de dormir muito esta noite.
Às 7h00 quando o celular despertou, eu o arremessei pra longe. Ok, fui acordar mesmo 8h00, meio atrasada.
Um trânsito que as aulas colocam de volta nas ruas, um calor de embaçar a lente dos óculos, motoristas burros e policiais em cada esquina, prontos a dar qualquer canetada, mas tenho certeza que posso ser assaltada em algum semáforo no caminho do trabalho.
É isso! Nem vou continuar porque não quero deprimir ninguém... nem a mim mesma, vendo-me escrever desta forma cinzenta!
- Não sei o que você viu de bom nele! - respondo com rápida rispidez e cara de cú.
Não, o dia não começou nada bem! Nada bem mesmo, porque além de ser segunda-feira, só consegui dormir às 6h00 da manhã. Sabe quando a cabeça começa a funcionar e você não quer ter o menor esforço mental? Ainda fiz tudo pra que isso não acontecesse: assiti umas duas horas seguidas de Friends, uma hora de Simpsons, na falta de calmante e bolinhas ansiolíticas, tomei dois Dorflex - dizem que faz milagre no quesito apagar peão, cortei as unhas dos pés, chá de camomila. Nada deu certo. Fracassei na arte de dormir muito esta noite.
Às 7h00 quando o celular despertou, eu o arremessei pra longe. Ok, fui acordar mesmo 8h00, meio atrasada.
Um trânsito que as aulas colocam de volta nas ruas, um calor de embaçar a lente dos óculos, motoristas burros e policiais em cada esquina, prontos a dar qualquer canetada, mas tenho certeza que posso ser assaltada em algum semáforo no caminho do trabalho.
É isso! Nem vou continuar porque não quero deprimir ninguém... nem a mim mesma, vendo-me escrever desta forma cinzenta!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Os homens da minha vida

Eu não tenho namorado. Namorado pra quê?
O que importa é ter vários homens na sua vida. Quer ver?
Tenho meu pai: pau pra toda obra, colo, carinho e é ótimo em resolver pepinos no carro e em casa.
Meu irmão: quando não posso voltar dirigindo, ele vai me buscar.
Danilo: meu super assistente, master, que aprendeu rapidinho e tira uns jobs da minha frente, fazendo com que eu possa escrever este texto que você lê agora, bem no meio do expediente.
Regis: amigo rico, bonito e burro. Esse serve pra várias coisas, só não dá pra conversar muito.
Bob: o executivo comercial de uma grande rede de comunicação do Brasil, que arranja vários ingressos pra espetáculos legais.
Demian: namorado da amiga que faz um peixe como ninguém nos churrasco.
Vancerlei: o cara do estacionamento que ajuda a carregar pacotes, abre a porta e desentope um o buraco de vasão d aporta do carro.
Danton: frentista que toda vez coloca água no meu carro sem pedir e troca o óleo.
Norton: dono de pousada na Bahia.
Rafa: amigo da amiga que toca violão.
Peão de obra: que levanta a moral.
Brad Pitt: pra povoar meus sonhos.
Namorado pra quê?
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Tomando umas pra relaxar
Toda poderosa só porque estou com dois quilos a menos, resolvi abrir mão da dieta e sair pra beber com os amigos.
Claro, é sempre ótimo e difícil de parar. A última dose a gente nunca lembra.
Linda e maravilhosa, poderosa e conquistadora como toda mega mulher solteira, moderna e independente deve ser, saí pra casa da amiga, acompanha de mais duas delas.
Gente bacana, beira da piscina, acepipes deliciosos e a cerveja sempre maravilhosa.
Tome uma, tome duas, tome três. Os rapazes começam a se aproximar. Tome quatro, tome cinco, tome seis. Todos começam a rir de você. Tome sete, tome oito, tome nove. Você se recorda do ex. Tome dez, tome onze, tome doze. Os rapazes começam a se afastar. Tome treze, tome quatorze, tome quinze. Você começa a chorar e apertar muito forte a mão da amiga linda que veio te consolar. Tome dezesseis, tome dezessete, tome vinte. Você tá tacando comida do namorado da outra amiga. Tome vinte e um, tome vinte e dois, tome vinte e três. Tão te levando pra casa.
Dia do dia seguinte: tome um litro d'água e verifique o saldo: vergonha moral, cama vazia e dor de cabeça inigualável!
Claro, é sempre ótimo e difícil de parar. A última dose a gente nunca lembra.
Linda e maravilhosa, poderosa e conquistadora como toda mega mulher solteira, moderna e independente deve ser, saí pra casa da amiga, acompanha de mais duas delas.
Gente bacana, beira da piscina, acepipes deliciosos e a cerveja sempre maravilhosa.
Tome uma, tome duas, tome três. Os rapazes começam a se aproximar. Tome quatro, tome cinco, tome seis. Todos começam a rir de você. Tome sete, tome oito, tome nove. Você se recorda do ex. Tome dez, tome onze, tome doze. Os rapazes começam a se afastar. Tome treze, tome quatorze, tome quinze. Você começa a chorar e apertar muito forte a mão da amiga linda que veio te consolar. Tome dezesseis, tome dezessete, tome vinte. Você tá tacando comida do namorado da outra amiga. Tome vinte e um, tome vinte e dois, tome vinte e três. Tão te levando pra casa.
Dia do dia seguinte: tome um litro d'água e verifique o saldo: vergonha moral, cama vazia e dor de cabeça inigualável!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Sim, ponto final.
Chegou o momento do ponto final.
Tirei todas as minhas coisas que estavam visísveis e à mão da casa dele. Claro, algumas coisas a gente esquece, outras se perdem e outras só Freud explica. Deixei as chaves cuidadosamente em cima do balcão da cozinha.
Há meia hora atrás recebo uma sacola gigante toda grampeada aqui, na mesa do escritório.
Dentro dela uma parte de cima de biquini, um cereal integral, uma calcinha, dois roupões, uma cartela de Neosaldinha com um comprimido ainda e uma bata. Tinha também um bilhete grampeado na parte de cima do meu biquinhi, super sutil, com letra garrancho: não encontrei a parte de baixo do biquini, tomei o chá verde e se tiver faltando alguma coisa dou um jeito de te entregar depois.
Uma semana sem se falar, sem comunicação, nenhum sinal de fumaça e um pacotão apressado em cima da minha mesa.
Todos da sala olhando pra mim com uma cara de óoooohhhhh e eu querendo comer o roupão de seda que ganhei neste Natal. Aliás, um roupão que eu odeio, pois marca todos os sinais defeituosos que cultivei no meu corpinho!
Por quê meu Deus do céu! Eu não consigo ter uma relação sensata, madura e consistente!
Sofrimento? Nisso nem vamos falar, pois acho que virou um assunto batido.
Agora é ponto final. Cabeceio a bola no último minuto da prorrogação e ela bate na trave.
É hora de encerrar a partida, tirar o time de campo, correr pro vestiário, pendurar as chuteiras, vestir o roupão de seda e ponto final.
Tirei todas as minhas coisas que estavam visísveis e à mão da casa dele. Claro, algumas coisas a gente esquece, outras se perdem e outras só Freud explica. Deixei as chaves cuidadosamente em cima do balcão da cozinha.
Há meia hora atrás recebo uma sacola gigante toda grampeada aqui, na mesa do escritório.
Dentro dela uma parte de cima de biquini, um cereal integral, uma calcinha, dois roupões, uma cartela de Neosaldinha com um comprimido ainda e uma bata. Tinha também um bilhete grampeado na parte de cima do meu biquinhi, super sutil, com letra garrancho: não encontrei a parte de baixo do biquini, tomei o chá verde e se tiver faltando alguma coisa dou um jeito de te entregar depois.
Uma semana sem se falar, sem comunicação, nenhum sinal de fumaça e um pacotão apressado em cima da minha mesa.
Todos da sala olhando pra mim com uma cara de óoooohhhhh e eu querendo comer o roupão de seda que ganhei neste Natal. Aliás, um roupão que eu odeio, pois marca todos os sinais defeituosos que cultivei no meu corpinho!
Por quê meu Deus do céu! Eu não consigo ter uma relação sensata, madura e consistente!
Sofrimento? Nisso nem vamos falar, pois acho que virou um assunto batido.
Agora é ponto final. Cabeceio a bola no último minuto da prorrogação e ela bate na trave.
É hora de encerrar a partida, tirar o time de campo, correr pro vestiário, pendurar as chuteiras, vestir o roupão de seda e ponto final.
SE DEUS É BOM, PORQUE INVENTOU O LIVRE-ARBÍTRIO?
Não me entendam mal, sei que o livre-arbítrio é uma coisa boa, pelo menos na teoria. Mas as vezes é tão difícil escolher…. Pensa comigo: não seria muito mais fácil se a gente deixasse nossa nuvem fofíssima do céu com tudo pré-determinado? Imagina:
- Minha filha, você vai para a Terra ser diplomata da ONU, trabalhar em missões na África. Lá vai conhecer o Brad Pitt, um homem muito bom. Vocês se apaixonarão, trabalharão juntos pelo bem da humanidade, terão muitos filhos e serão muito felizes.
Ou então, para os milionários egoístas:
- Meu filho, você vai para a Terra aprender a dar valor ao dinheiro. Por isso terá fortuna, mas perderá tudo. Então viverá como mendigo, perambulando de abrigo em abrigo. Mesmo assim terás saúde, sua missão será breve e alguns momentos de alegria lhe trarão de volta.
Não seria muito mais fácil? Sim seria, você não pode descordar. Alguns místicos afirmam que está tudo escrito, algumas vovós dizem: o que tiver que ser será. Ou ainda, Deus sabe o que faz. Na boa, não sabe não. Se soubesse tirava o tal livre-arbítrio de nós, reles humanos, que na maioria das vezes escolhemos tudo errado.
Porque o povo Americano escolheu o Bush? Porque o Bush escolheu a guerra? Tá vendo, tudo errado. Nós somos burros demais. Não usamos nem 10% do nosso poderoso cérebro. Argh! Santa estupidez.
O pior é que nem precisamos ir tão longe. Sabe quando bate aquela dúvida: Hum, que caminho que eu pego? Vou por aqui. Trânsito. Ai acho que vou aceitar o convite dele…. Pouco tempo depois… você descobre o canalha… Devo mudar de emprego? Sim, devo. Vou ganhar mais e tal. Em 3 meses você quer entrar na empresa com uma metralhadora e matar todo mundo. E por aí vai….
Numa boa. Acredito em Deus, sou uma pessoa de fé. Acredito em anjo da guarda, santos, patuá, macumba, reza brava e tudo mais. Só queria saber porque é tão complicado escolher. Se eu tivesse a chance de fazer uma pergunta acho que seria essa: Porque parece que a gente escolhe tudo errado? Oh my God!
Graças a essas dúvidas todas eu parei de pedir coisas em minhas orações. Já que tá tudo na mão de Deus, eu só peço pra acontecer o melhor pra mim e para as pessoas que eu amo. Peço paz, amor e alegria de viver. Ele que se vire. Quem mandou criar esse mundo. Acho que é isso. Que pedir mais alguma coisa? Sunday acompanha?
- Minha filha, você vai para a Terra ser diplomata da ONU, trabalhar em missões na África. Lá vai conhecer o Brad Pitt, um homem muito bom. Vocês se apaixonarão, trabalharão juntos pelo bem da humanidade, terão muitos filhos e serão muito felizes.
Ou então, para os milionários egoístas:
- Meu filho, você vai para a Terra aprender a dar valor ao dinheiro. Por isso terá fortuna, mas perderá tudo. Então viverá como mendigo, perambulando de abrigo em abrigo. Mesmo assim terás saúde, sua missão será breve e alguns momentos de alegria lhe trarão de volta.
Não seria muito mais fácil? Sim seria, você não pode descordar. Alguns místicos afirmam que está tudo escrito, algumas vovós dizem: o que tiver que ser será. Ou ainda, Deus sabe o que faz. Na boa, não sabe não. Se soubesse tirava o tal livre-arbítrio de nós, reles humanos, que na maioria das vezes escolhemos tudo errado.
Porque o povo Americano escolheu o Bush? Porque o Bush escolheu a guerra? Tá vendo, tudo errado. Nós somos burros demais. Não usamos nem 10% do nosso poderoso cérebro. Argh! Santa estupidez.
O pior é que nem precisamos ir tão longe. Sabe quando bate aquela dúvida: Hum, que caminho que eu pego? Vou por aqui. Trânsito. Ai acho que vou aceitar o convite dele…. Pouco tempo depois… você descobre o canalha… Devo mudar de emprego? Sim, devo. Vou ganhar mais e tal. Em 3 meses você quer entrar na empresa com uma metralhadora e matar todo mundo. E por aí vai….
Numa boa. Acredito em Deus, sou uma pessoa de fé. Acredito em anjo da guarda, santos, patuá, macumba, reza brava e tudo mais. Só queria saber porque é tão complicado escolher. Se eu tivesse a chance de fazer uma pergunta acho que seria essa: Porque parece que a gente escolhe tudo errado? Oh my God!
Graças a essas dúvidas todas eu parei de pedir coisas em minhas orações. Já que tá tudo na mão de Deus, eu só peço pra acontecer o melhor pra mim e para as pessoas que eu amo. Peço paz, amor e alegria de viver. Ele que se vire. Quem mandou criar esse mundo. Acho que é isso. Que pedir mais alguma coisa? Sunday acompanha?
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Mais um romance sem remédio
Como deve estar acontecendo neste exato momento com milhões de pessoas pelo mundo, um romance sem remédio remediado está. Chega de paranóia, de esperar o fim de semana, de pular quando o telefone toca e o melhor, de se conter na balada. Afinal, tem que ter o lado bom.
O fim é um saco. Começa com o processo de tomar a decisão, a 1ª fase da fossa. Você ainda não terminou, mas já começa a chorar, a lembrar de um milhão de coisas legais e principalmente, começa a perceber o quanto aquele infeliz é burro.
Ai você tem que conversar com a pessoa e falar sobre sua decisão. Você está ótima, super segura, linda, no salto alto, maravilhosa. É só ver o infeliz e pronto. Você pensa: fudeu…. Não vou conseguir. Conselho? Lembre que ele é burro e fez um monte de merda que você muito fofa deixou pra lá. Essa é 2ª fase. Você vai lá, fala com o ser e ele pergunta porque? Porque? Como assim porque? Será que ele realmente acha que fez tudo certo? Deixa pra lá, isso não é mais problema seu. Bom, a 2ª fase acaba com mais choradeira. Essa normalmente é dividida com uma amiga e muitas xícaras de café. Vai por mim, não tome um porre, senão você vai cair na maldição do celular e ligar pra ele as 4 da manhã dizendo que não quer mais terminar.
Pronto, assinou o atestado de louca mais uma vez.
A 3ª fase é mais tranqüila. É hora de divulgar a informação, amigos, família e se possível outdoors na Av. Paulista. Isso é muito importante. Quando você conta pras pessoas vira quase obrigação não voltar atrás. E isso é ótimo.
Ainda dá vontade de chorar, mas passa logo. Chore um pouquinho e depois lembre porque você tomou a fatídica decisão.
Aí vem a 4ª e última fase. Delicia. O pior da fossa passou, você começa a se olhar mais, se arrumar mais, mil planos, baladas com todas as amigas, topa tudo por diversão. Agora ficou bom. Você lembra com saudade daquele cara, que já fez parte de sua vida. Coloque–o no passado. Esse é o lugar dele.
Como disse uma amiga linda, que também já passou por uma dessas: “Que saco se só existisse uma pessoa pra cada um. Imagina? Se a minha metade for Esquimó? Aborígene Australiano? Ou pior, e se ele for Nova-iorquino? Como vou encontrar esse cara? Não dá. O negócio é testar nega.
Saca saldão? Você vai lá acha uma panela linda, nesse caso a panela somos nós mesmas. Então você sai por aí, testa uma tampa de vidro, outra de inox, de barro, com respiro, de porcelana, mil possibilidades. Um milhão de tampas.
O Rei Roberto Carlos quer ter um milhão de amigos. Eu não. Quero minhas amigas lindas, amoras no pé que se Deus quiser nunca vão amadurecer totalmente e quero também um milhão de tampas para experimentar.
Ui. Fase 5ª. Você começa a se achar a mulher mais bela e poderosa do mundo. E na verdade é mesmo. Olha pro lado, pra cima, pra baixo. Conquiste o porteiro, o padeiro, o carinha no trânsito, todos e escolha a dedo quem vai comer. Se joga e na boa, vê se aprende a não enfeitar os homens.
O fim é um saco. Começa com o processo de tomar a decisão, a 1ª fase da fossa. Você ainda não terminou, mas já começa a chorar, a lembrar de um milhão de coisas legais e principalmente, começa a perceber o quanto aquele infeliz é burro.
Ai você tem que conversar com a pessoa e falar sobre sua decisão. Você está ótima, super segura, linda, no salto alto, maravilhosa. É só ver o infeliz e pronto. Você pensa: fudeu…. Não vou conseguir. Conselho? Lembre que ele é burro e fez um monte de merda que você muito fofa deixou pra lá. Essa é 2ª fase. Você vai lá, fala com o ser e ele pergunta porque? Porque? Como assim porque? Será que ele realmente acha que fez tudo certo? Deixa pra lá, isso não é mais problema seu. Bom, a 2ª fase acaba com mais choradeira. Essa normalmente é dividida com uma amiga e muitas xícaras de café. Vai por mim, não tome um porre, senão você vai cair na maldição do celular e ligar pra ele as 4 da manhã dizendo que não quer mais terminar.
Pronto, assinou o atestado de louca mais uma vez.
A 3ª fase é mais tranqüila. É hora de divulgar a informação, amigos, família e se possível outdoors na Av. Paulista. Isso é muito importante. Quando você conta pras pessoas vira quase obrigação não voltar atrás. E isso é ótimo.
Ainda dá vontade de chorar, mas passa logo. Chore um pouquinho e depois lembre porque você tomou a fatídica decisão.
Aí vem a 4ª e última fase. Delicia. O pior da fossa passou, você começa a se olhar mais, se arrumar mais, mil planos, baladas com todas as amigas, topa tudo por diversão. Agora ficou bom. Você lembra com saudade daquele cara, que já fez parte de sua vida. Coloque–o no passado. Esse é o lugar dele.
Como disse uma amiga linda, que também já passou por uma dessas: “Que saco se só existisse uma pessoa pra cada um. Imagina? Se a minha metade for Esquimó? Aborígene Australiano? Ou pior, e se ele for Nova-iorquino? Como vou encontrar esse cara? Não dá. O negócio é testar nega.
Saca saldão? Você vai lá acha uma panela linda, nesse caso a panela somos nós mesmas. Então você sai por aí, testa uma tampa de vidro, outra de inox, de barro, com respiro, de porcelana, mil possibilidades. Um milhão de tampas.
O Rei Roberto Carlos quer ter um milhão de amigos. Eu não. Quero minhas amigas lindas, amoras no pé que se Deus quiser nunca vão amadurecer totalmente e quero também um milhão de tampas para experimentar.
Ui. Fase 5ª. Você começa a se achar a mulher mais bela e poderosa do mundo. E na verdade é mesmo. Olha pro lado, pra cima, pra baixo. Conquiste o porteiro, o padeiro, o carinha no trânsito, todos e escolha a dedo quem vai comer. Se joga e na boa, vê se aprende a não enfeitar os homens.
Fazer tudo errado. Fazer tudo outra vez.

(Pra ler ouvindo "Esotérico" do Gil)
Sabe a sensação de começar, seguir e terminar as coisas de forma errada pra recomeçar tudo errado outra vez?
Com ¼ de século me bateu a necessidade de uma maturidade que eu acredito ainda não ter.
A gente se faz em mil pedaços pra lançá-los na vida e em diversas situações acabamos deixando de lado esses tecos de nós, soltos ao léu pelos espaços vazios.
O tempo passa rápido, continuo na loucura, sempre de coração partido, muitas vezes frustrada e fazendo tudo errado.
É realmente desesperador querer mudar e não conseguir, persistindo nos mesmos erros!
Socorro!
Ser otimista e intensa dá muita dor de cabeça e a idéia de estar fazendo tudo errado.
Poderia escutar mais minha mãe e me entregar menos, confiar, desconfiando, mas não dá! Não esperar nada de mais quando o telefone toca, tomar mais atenção com minha conta bancária e não parar em semáforos de madrugada. Não acreditar que um rapaz pode ser apenas gentil na rua ou não me magoar quando algum filho da puta me fode! Mas a gente sabe que não dá. Não dá!!! Ahhhhhhhhhhhhhhhhh
Eu tento, mas acabo começando tudo errado de novo pelo fervor das emoções!
Quando fico pensando em quais atitudes tomar, como reagir, o que fazer ou falar, vem àquela necessidade de sentir o frio na barriga de ouvir o telefone chamando, de gastar o último cinqüentão do mês tomando uma cerveja com as amigas que ocupam seu tempo como ninguém. Acordar ao lado daquela pessoa e sorrir, mesmo depois de tê-la mandado tomar no cú na noite anterior. Quase se matar pra corrigir a cagada que o filha da puta que me fodeu fez.
Falar mais palavrão; tomar mais banho de chuva; na volta pra casa de madrugada, dar uma enrolada a mais com o carro no quarteirão pra esperar que a música acabe;
comer batata frita com catchup no almoço e jantar sopa; engolir três Engoves entre as dez garrafas de cerveja; dormir tarde e acordar cedo; arrotar; se dar de presente mais meia hora de cama... Essas pequenas coisas que te ferram ao longo da vida, mas que você tem que fazer de novo, só mais uma vez... e outra, e outra....
Aí bate a consciência, a tal idéia de maturidade, a necessidade de fazer sempre melhor pra se sentir melhor e nada!
Na hora do amor então, nem se fala! Sou a pessoa mais errada do mundo. O pior é que to sempre esperando algo a mais que não vem.
Mesmo assim, com tantos erros e essa consciência no momento de começar tudo de novo, sei que senti muito. Cada dor foi doída em mim como cada alegria encheu meu ser profundamente. Posso não ter aprendido muito em como agir, como mudar, mas posso ter a certeza de que cada minuto eu senti, eu vivi. Tudo tocou a minha pele e meu coração.
Mesmo tendo errado muito e continuar errando, sinto que o mais importante é a vontade de sentir, de seguir meus impulsos. E assim já perdi até a vontade de querer acertar desta vez. Talvez ser errada é a forma que eu encontre de ser feliz. Quem sabe eu ache que estou errada pelas regras da sociedade, por ouvir pessoas demais, por acreditar que eu seja tão normal quanto eu acredite ser. Já nem sei mais!
Agora já tenho vontade de pegar no telefone e nesta noite começar tudo errado de novo!
Ah! Que assim seja, se for pra ser, claro!
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Mil Coisas....
Já repararam que tem uma fase na vida da gente que ninguém conta? Todo mundo finge em coro que não existe, que não sabe, que nunca viu ou viveu.
Pensa só a gente nasce bebê, segue para a infância, depois dela a pré-adolescência para que a gente comece experimentar a neurose da adolescência que está por vir.
Logo ela chega para tormento de todos os pais e de repente...Meus parabéns vc agora é um ADULTO.
Fase não menos cheia de conflitos e neuroses e,ainda como agravante, agora estamos falando de assuntos muito mais sérios. Estamos falando da nossa casa, da luz a gente precisa ter, do carro imprescindível morando-se em sp, do supermercado, dos seus planos, da roupa....blá blá blá.
Muito bem, vc encara o desafio e dá as caras ao mundo cruel dos adultos responsáveis. Daí o quê? Se fode, né! Se fode muito e pira completamente com ataques de loucura esporádicos alternados com momentos de lucidez e maturidade plenas.
Um tremendo esforço mental, hormonal e sei lá mais o quê “al”.
Voltando, eu lhe pergunto: E o mundo faz o quê?
Te cobra, claro. Afinal, já és um adulto.
Vc já se formou, já possui um emprego, já tem o seu sustento. Então? Que desculpa tem vc para não se sair bem na tarefa de ser um adulto responsável?
(Um punk nunca deve ter se questionado sobre nada disso, né? Ô gente desprendida....)
É aí que vem a fase que todo mundo ignora. E só posso imaginar que ignorem porque não sou estudiosa do assunto e nem dona de uma genialidade ímpar tal que pudesse me levar a descobrir tal questão sozinha, de dentro da minha própria cabecinha.
Gente, existe o momento em que somos PRÉ-ADULTOS.
Não é ótimo saber disso?
Eu me sinto muito mais tranqüila, sabendo que os meus possíveis erros nesta transição para a fase adulta já sejam previstos.
Porque as bobagens da adolescência já nascem com seu perdão acoplado, pelo simples fato de sermos tolos adolescentes. Que lindo...
Eu to nessa fase. Sou pré-adulta. To quase lá, mas não ainda. Ou porque não é mesmo tempo, ou porque vivo numa realidade diferente, ou porque simplesmente talvez eu não queira.
O fato é que tenho pensado em tantas coisas ultimamente...
Devia mesmo era fazer terapia, mas ainda não quero. Tem um monte de coisas que eu não quero. Não por nada. Só por não querer mesmo. A terapia, não to afim de voltar lá mesmo sabendo que o momento é oportuno.
Tão vendo? Isso é coisa de pré-adulto! Um quê da infância que escapa pra fora de repente.
To muito disposta a criar a minha realidade. Disposta a sair do casulo de lagartinha para dar uma borboleteada por aí. Ir atrás das coisas que me fazem feliz.
Sabe por quê? Porque eu já não sei mais qual peso dar à opinião de outras pessoas. Na verdade queria não dar importância alguma ã elas, mas a gente é criado pra fazer pose.
Assim, se a sua chefe te diz que seu cabelo não lhe cai bem, foda-se essa mulher. Mas e quando for a sua mãe dizendo: Acho que esse emprego não vai te fazer feliz?
São pesos muito diferentes, ta certo?
Mas se a gente pensar bem, o objetivo da gente é buscar o que nos agrada.
Buscar, basicamente, o que nos faz feliz mesmo que momentaneamente.
Então será que a gente não deveria ter total liberdade de julgamento para fazer o que estiver afim ignorando os padrões que alguém te deu um dia?
E daí se quiser morar numa cabana? E daí se perseguir loucamente o sonho de ficar milionária?
E não é do julgamento dos outros que eu estou falando. É do julgamento que esses geram em nós, sobre nós mesmos.
Sou a pessoa que não segue nada do que dizem ou alertam...Oh que horror, como sou feia, feia, feia.
Isso acontece mesmo que não se queira. A cabeça trabalha e a gente pensa em todas essas coisas. (Exceto se vc for um punk, é claro).
Decidi uma coisas e percebi outras sobre mim e sobre a minha vida. Dizem que a gente vive ciclos de 7 anos. Eu tenho 28, estou saindo do meu quarto ciclo nesta vida. Talvez seja por isso que eu esteja me sentindo assim, uma metamorfose (ambulante).
A partir desse ano eu vou priorizar cada vez mais a minha felicidade.
Logo mais arrumo meu teto.
Não moraria, jamais, sozinha e eu preciso ter um cachorro.
Quero dizer mais e melhor o quanto eu amo e admiro algumas pessoas.
Sabe que frase eu gostei de ouvir? “Se joga, Mona!”
Quero arriscar mais, mais, muito mais. O pior que pode acontecer é a gente receber a ajuda pra começar de novo, seja lá o que for.
Quero morar num lugar com árvores e passarinhos, idealmente fora de sp.
Quero colecionar idéias de revistas de decoração para copiar em casa num estúdio de bricolagem, no fundo da garagem.
Quero freqüentar mais os meus amigos mais queridos. Quantas pessoas não freqüentamos porque não dá e nada fica diferente? Isso pra mim representa hoje ao mesmo tempo, a prova de que o amor é inabalável quando verdadeiro, e como a gente se anestesia facilmente. Somos macacos melhorados com a fantástica e fundamental capacidade de adaptação. A gente não se vê e pronto. Vamos tocando.
Porra, a gente se priva de uma fonte infinita de energia, Energia mesmo, no sentido de combustível, daquilo que nos move pra frente.
Bom gente, virada de ano é isso aí.
Muito goró, muita reflexão, muitas definições sobre o futuro e tal.
Quem sabe as águas de março levem esse tubilhão embora.
Quem sabe seja esse o ponto de partida para realizações incríveis.
Quem sabe seja só mais uma pegadinha da fase pré-adulta.
Sendo assim:
“Chega aí 2008!!! Vamos ver no que é que dá! Viva!!”
Pensa só a gente nasce bebê, segue para a infância, depois dela a pré-adolescência para que a gente comece experimentar a neurose da adolescência que está por vir.
Logo ela chega para tormento de todos os pais e de repente...Meus parabéns vc agora é um ADULTO.
Fase não menos cheia de conflitos e neuroses e,ainda como agravante, agora estamos falando de assuntos muito mais sérios. Estamos falando da nossa casa, da luz a gente precisa ter, do carro imprescindível morando-se em sp, do supermercado, dos seus planos, da roupa....blá blá blá.
Muito bem, vc encara o desafio e dá as caras ao mundo cruel dos adultos responsáveis. Daí o quê? Se fode, né! Se fode muito e pira completamente com ataques de loucura esporádicos alternados com momentos de lucidez e maturidade plenas.
Um tremendo esforço mental, hormonal e sei lá mais o quê “al”.
Voltando, eu lhe pergunto: E o mundo faz o quê?
Te cobra, claro. Afinal, já és um adulto.
Vc já se formou, já possui um emprego, já tem o seu sustento. Então? Que desculpa tem vc para não se sair bem na tarefa de ser um adulto responsável?
(Um punk nunca deve ter se questionado sobre nada disso, né? Ô gente desprendida....)
É aí que vem a fase que todo mundo ignora. E só posso imaginar que ignorem porque não sou estudiosa do assunto e nem dona de uma genialidade ímpar tal que pudesse me levar a descobrir tal questão sozinha, de dentro da minha própria cabecinha.
Gente, existe o momento em que somos PRÉ-ADULTOS.
Não é ótimo saber disso?
Eu me sinto muito mais tranqüila, sabendo que os meus possíveis erros nesta transição para a fase adulta já sejam previstos.
Porque as bobagens da adolescência já nascem com seu perdão acoplado, pelo simples fato de sermos tolos adolescentes. Que lindo...
Eu to nessa fase. Sou pré-adulta. To quase lá, mas não ainda. Ou porque não é mesmo tempo, ou porque vivo numa realidade diferente, ou porque simplesmente talvez eu não queira.
O fato é que tenho pensado em tantas coisas ultimamente...
Devia mesmo era fazer terapia, mas ainda não quero. Tem um monte de coisas que eu não quero. Não por nada. Só por não querer mesmo. A terapia, não to afim de voltar lá mesmo sabendo que o momento é oportuno.
Tão vendo? Isso é coisa de pré-adulto! Um quê da infância que escapa pra fora de repente.
To muito disposta a criar a minha realidade. Disposta a sair do casulo de lagartinha para dar uma borboleteada por aí. Ir atrás das coisas que me fazem feliz.
Sabe por quê? Porque eu já não sei mais qual peso dar à opinião de outras pessoas. Na verdade queria não dar importância alguma ã elas, mas a gente é criado pra fazer pose.
Assim, se a sua chefe te diz que seu cabelo não lhe cai bem, foda-se essa mulher. Mas e quando for a sua mãe dizendo: Acho que esse emprego não vai te fazer feliz?
São pesos muito diferentes, ta certo?
Mas se a gente pensar bem, o objetivo da gente é buscar o que nos agrada.
Buscar, basicamente, o que nos faz feliz mesmo que momentaneamente.
Então será que a gente não deveria ter total liberdade de julgamento para fazer o que estiver afim ignorando os padrões que alguém te deu um dia?
E daí se quiser morar numa cabana? E daí se perseguir loucamente o sonho de ficar milionária?
E não é do julgamento dos outros que eu estou falando. É do julgamento que esses geram em nós, sobre nós mesmos.
Sou a pessoa que não segue nada do que dizem ou alertam...Oh que horror, como sou feia, feia, feia.
Isso acontece mesmo que não se queira. A cabeça trabalha e a gente pensa em todas essas coisas. (Exceto se vc for um punk, é claro).
Decidi uma coisas e percebi outras sobre mim e sobre a minha vida. Dizem que a gente vive ciclos de 7 anos. Eu tenho 28, estou saindo do meu quarto ciclo nesta vida. Talvez seja por isso que eu esteja me sentindo assim, uma metamorfose (ambulante).
A partir desse ano eu vou priorizar cada vez mais a minha felicidade.
Logo mais arrumo meu teto.
Não moraria, jamais, sozinha e eu preciso ter um cachorro.
Quero dizer mais e melhor o quanto eu amo e admiro algumas pessoas.
Sabe que frase eu gostei de ouvir? “Se joga, Mona!”
Quero arriscar mais, mais, muito mais. O pior que pode acontecer é a gente receber a ajuda pra começar de novo, seja lá o que for.
Quero morar num lugar com árvores e passarinhos, idealmente fora de sp.
Quero colecionar idéias de revistas de decoração para copiar em casa num estúdio de bricolagem, no fundo da garagem.
Quero freqüentar mais os meus amigos mais queridos. Quantas pessoas não freqüentamos porque não dá e nada fica diferente? Isso pra mim representa hoje ao mesmo tempo, a prova de que o amor é inabalável quando verdadeiro, e como a gente se anestesia facilmente. Somos macacos melhorados com a fantástica e fundamental capacidade de adaptação. A gente não se vê e pronto. Vamos tocando.
Porra, a gente se priva de uma fonte infinita de energia, Energia mesmo, no sentido de combustível, daquilo que nos move pra frente.
Bom gente, virada de ano é isso aí.
Muito goró, muita reflexão, muitas definições sobre o futuro e tal.
Quem sabe as águas de março levem esse tubilhão embora.
Quem sabe seja esse o ponto de partida para realizações incríveis.
Quem sabe seja só mais uma pegadinha da fase pré-adulta.
Sendo assim:
“Chega aí 2008!!! Vamos ver no que é que dá! Viva!!”
Assinar:
Postagens (Atom)