quinta-feira, 8 de novembro de 2007

MAIS UM ANIVERSARIO, E O ANO PASSA... RAPIDO.














Dessa vez o aniversário foi da Criança Feliz, mais conhecida como Luana. E, claro, eu tinha que registrar mais esse fato inusitado e deixar para a posteridade.

Primeiro os pais. Aqueles que, com todo amor e carinho, criam a prole para enfrentar essa vida, que não é nada fácil e depois de feito, quando a criança já completou a maioridade e eles, enfim, acreditam que possam descansar, descobrem que não. Isso mesmo, aquela criança crescida continua debaixo de suas asas e ainda carrega os amigos para compartilhar dessa ma-ra-vi-lho-sa família.

E os amigos, bem, esses são todos selecionadíssimos. Um casal super moderno donos de uma agência de Design, um outro dado à vida artística (isso justifica os "drads" e a cara "zen"), apesar da mulher ser uma publicitária de sucesso (e nada zen a não ser quando está sob efeito de alguma substância não identificada legalmente), um terceiro irmão do casal de Design que mais parece o irmão daquele outro casal onde o homem é mais conhecido pelo codinome de fofucho. Esses dois muito parecidos físicamente e "energeticamente" se assim o me permite, já que, logo de cara, identificaram uma vida passada semelhante onde "andavam pelados encima de uma cavalo" (claro que nenhum dos dois mencionou a opção sexual nesta citada vida passada, enfim, passado é passado, não é mesmo?). Ah, e os casais que estavam sem os pares, uma publicitária redatora de grande prestígio que vive com um jornalista também prestigiado no mercado e aquela que trabalha para a cultura do nosso país, e por isso mesmo conhecedora dos grandes fornecedores do mercado informal e aquele que é o amigo do amigo do amigo, famoso fulano de tal. Como podem ver a "mais fina flor da sociedade paulistana" reunida na Vila dos Remédios.

Não posso esquecer do irmão da aniversariante, esse sim um fenômeno, de deixar pai e mãe orgulhosos de sua cria.

ps. Deixei todas as fotos que me foram encaminhadas, mas..... COMO EU FAÇO PARA COLOCÁ-LAS TODAS RETAS? Aff, a minha vida continua não sendo bolinho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A vida nao e bolinho



Enquanto o sol nasce TODOS OS DIAS, o programa da Ana Maria Braga acontece TODOS OS DIAS, eu continuo enlouquecendo TODOS OS DIAS.

Com essa onda de desemprego, publicitário que não é sindicalizado e não tem um parente em Agência Bacana, não vê nem luz, nem sol e, quiçá, a programação da Globo, pois cortaram a energia por falta de pagamento. Mamãe é que está certa, sempre falou para todos os meus parentes que eu era jornalista, por puro desconhecimento dessa tal profissão MODERNA chamada publicidade e eu, jovem e rebelde, não ouvi seus conselhos e acabei prestando o vestibular errado.

E como todo publicitário desempregado, a única coisa que ele consegue arranjar no mercado ou é freela ou é subemprego. E eu, claro, estou na segunda categoria.

Você chega no novo emprego, na área de marketing, claro, e se depara com um quadro surrealista: primeiro que o seu serviço não tem absolutamente nada a ver com a área dita "de marketing", segundo que todo mundo que te contrata, quando vê no currículo PUBLICITÁRIO, eles acham que você pertenceu a ala dos "criativos", mesmo que durante todo o seu breve período no mercado de agência você atuou em todos os outros departamentos menos, claro, o famigerado departamento de criação. Nesta altura do campeonato, o RH não se sente satisfeito, pois você não sabe CRIAR absolutamente nada (mesmo que eles instalem no seu micro computador - um PC de 3 anos atrás - um tal de Corel Draw que ninguém mais usa, nem os diretores de arte da "antiga") e você, por sua vez, se sente literalmente um "estranho no ninho" pois os seus parcos recursos da massa encefálica não conseguem acompanhar e nem tem mais paciência de esperar pela "maldita" ampulheta que aparece quando o programa - aquele mesmo, o Corel - demora quase duas horas para fazer um comando que no final não dá certo e você precisa esperar mais um ano até o quadro na tela voltar ao estado normal, ou seja, totalmente branco.

Nem vou contar na discriminação, já que empresa discrimina agência (e o inverso não deixa de ser verdadeiro), e todas aquelas pessoas quando sabem que você estudou e pagou por 4 anos uma faculdade de publicidade já te olham torto. E se você decide não mencionar esse item do currículo, eles acabam sabendo do mesmo jeito pois suas roupas, geralmente, não combinam com o departamento: o seu guarda roupa só consegue te mostrar jeans, camiseta e tênis, no máximo uma melissinha, quando há um evento. Salto alto, tailer, blusinha de seda e calça social, NUNCA.

OH, vida! Como é difícil a gente tentar ganhar um dinheirinho de vez em quando , nem posso falar "dinheirinho mensal" pois ninguém quer te registrar, e geralmente, você ouve a frase fatídica: Vamos fazer uma experiência de 3 meses, se depois disso você for bem, ai "damos entrada" na papelada.

E, como vocês já devem saber, essa experiência NUNCA ultrapassa os 90 dias.

A Ideologia do Regime



Gostaria de compartilhar com vocês "da onde" eu tiro tanto material "bacana" para os meus textos "inspiradores":

A IDEOLOGIA DO REGIME

Os mais desavisados devem pensar que nunca houve um tempo tão democrático quanto esse. Em Brasília a esquerda tomou o poder. Na TV impera a diversidade: não há comercial que não misture um branco, um preto, um japonês e um índio no elenco. A onda do politicamente correto deu dignidade ao deficiente. Todo dia surge uma nova ONG para defender os pobres, os bichos e as plantas. A liberdade religiosa é tamanha, que até os fundaentalistas árabes e os evangélicos fluminenses são tolerados.
Enganam-se, tolinhos. Ainda resta no mundo uma classe de oprimidos: nós, os dependentes químicos de comida. Os indivíduos acima do peso são os últimos cidadãos de terceira classe. Os novos párias da sociedade. Se você examinar nossa situação vai ver que não temos bancada no Congresso. Não somos representados nem em comerciais de margarina. As ONGs não nos consideram parte do ecossistema. Somos discriminados até pelos deficientes. E nossa religião, a gula, é vista como um pecado mortal por todas as outras.
Na moda, vale tudo: ser feio, ser esquisito, ser desengonçado. Só não vale aparentar uns quilinhos a mais. As roupas estão cada vez mais amorfas, mas seus ocupantes precisam estar definidíssimos. O design e a arquitetura voltram a valorizar as formas arredondadas - mas em seres humanos elas só são permitidas sob a forma de silicone e bomba. Relevos corporais naturais, ecológicos, acústicos e unplugged, como os nossos, estão terminantemente out.
Se, por um lado, o sistema nos oprime, por outro, não fazemos nada para impor nossos direitos. Nós, os dependentes quimicos de comida, formamos a minoria mais desorganizada que existe. Tanto assim, que não conseguimos sequer que fosse criado um trmo politicamente correto para a categoria. Quando você não quer chamar alguém de, sei lá, companheiro de classe, que palavra você usa? "Gordinho"? Parece eufemismo, mas, na verdade, é um insulto. Experimente dar uma volta pelas outras minorias chamando as pessoas de "ceguinho", 'surdinho" e "veadinho" para ver o que acontece.
Companheiros e companheiras: isso não pode continuar. Se queremos deixr de ser oprimidos pelo regime que está aí, temos que acabar com as divisões internas que fazem com que continuemos até hoje na clandestinidade. Precisamos de visibilidade. Vamos seguir o exemplo dos gays e lésbicas, e sair do armário - e também da dispensa, da geladeira, do freezer e das lojas de conveniência. Vamos demonstrar que a dependência química de comida é, sim, uma causa de esquerda. Pense bem: o presidente Lula é um dos nossos! Vamos fazer grupos de pressão para que as estatais não financiem filmes que contribuam para discriminar os dependentes químicos de comida. Vamos fazer um abaixo-assinado nacional para elevar a alíquota do imposto desse inimigo da sociedade, o Magro-de-Ruim. Vamos promover paradas e passeatas para mostrar à população que não somos uma minoria: todo mundo que precise perder meio quilinho pode aderir à nossa causa. Engrosse nosso coro: Hei!Hei!Hei! Tu é dependente químico de comida que eu sei!

Essa pérola foi escrita pelo Ricardo Freire - por sinal publicitário - que escreveu o livro " O Efeito Sanfona - confissões de um dependente químico de comida.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

MAIS UMA FLOR DESABROCHA








Eu não podia deixar de registrar aqui, neste "pseudo.diário.de.uma.maior.de.trinta" pagando de gatinha em um aniversário super, hiper, mega, blaster lá na Vila Madalena.
Sem falar nas pessoas que mal se conhecem, mas se entrosam rapidinho, embaladas, é claro, por muitas doses de cerveja. Quase me esqueci, que no meio dessa trupe esquisita, um se embriagava total de Coca Light.
E o que é um aniversário, se não, um meio de rever todos os amigos, os conhecidos, e aqueles que você nem reconhece mais pois só se falam por e-mail. E Deus salve a internet, o orkut, o MSN e todas as outras siglas que minha idade não permite mais lembrar, quiçá entender.
Ah, e a hora mais querida: os presentes! Como diz minha amiga ÓTEMO! São os mais bizarros e adoráveis possíveis, inclusive faço um " à parte" para um episódio sem precedentes que aconteceu em um dos meus aniversários: eu ganhei o mesmo presente que as mesmas pessoas haviam me dado no aniversário anterio. É mole? Adorei! Mas como eu ia dizendo, os presentes, estes são os melhores da festa, sempre um sacrifício para quem dá e uma surpresa adorável para quem ganha. Mas não me entendam mal, sacrifício no bom sentido. É simplesmente impagável as idas ao shopping para comprá-los, digo shopping, pois ninguém precisa ficar sabendo qual a origem dos mesmos, um camelô amigo meu que o diga. E se juntarmos a essa ida ao shoppping a companhia de outras amigas em comum que desejam "rachar" o presente. Isso, então, não tem preço, um cartão de crédito amigo meu que o diga.
São idas e vindas intermináveis a procura de algo original, mas que não assuste; moderno, mas que tenha um "quê" de romantismo; fashion mas que seja parecido com um "pretinho básico". Tarefa "hércúlea' (isso é demais, prometo não usar esse termo em demasia). Mas, como somos mulheres, a vida no shopping nos satisfaz, e paramos até para tomar um café, nada mais chic não é mesmo?
Final da história: as amigas sairam do café sem pagar e foram barradas pela mocinha do caixa, que fez uma "carinha fofa" e a frase: senhoras, (já pecou por essa frase) faltou pagar a conta? Nada mais "deprê".

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sofrendo numa quinta-feira


Se você mora em Sampa sabe que o trânsito é o inferno criado para que o ser humano descubra o poder da paciência, se não, pelo menos ganhe uma dor na perna absurda de tanto ficar trocando a marcha de primeira para segunda, e desta para o ponto morto.
O atraso, mãe de todas as horas diz que você só será aceita na sociedade se chegar no horário, por isso a culpa te arrasa pois você nunca, jamais, em tempo algum consegue chegar na hora marcada morando em São Paulo. Sempre acontece alguma coisa no e com o trânsito que a faz perder, no mínimo, uma hora em um trajeto que deveria durar, no máximo, 20 minutos. E você não mais acredita que haja um resquício de bom humor nesta personalidade meiga quando chega ao destino.
Você tenta, em vão, ligar para as pessoas que poderão te salvar e quando, depois de muito tempo, enfim, você consegue, a voz do outro lado da linha, nada amigável, te diz que a reunião acabou e acha melhor você dar meia volta e ir para a casa.
Não, não, não, você ainda tem um almoço que, aliás, não foi confirmado até agora, mas ainda não está perdido. E quando você decide pegar os recados no celular, descobre que um sms perdido foi enviado para cancelar o compromisso com a comida, mas não, sem antes, um pedido de desculpas.
Que bom, então você decide ir para o shopping, um paraíso para a impulsividade financeira feminina. Mas quando desce do carro, depois de horas procurando incansavelmente uma vaga, afinal ainda estamos no horário do almoço, e as pessoas insistem em almoçar no shopping, você descobre que seu sapatinho (novo) lhe fez bolhas nos pés: será que foi de tanto dirigir em primeira, segunda e ponto morto?
O melhor é passar na farmácia, já que terá que pagar o estacionamento do shopping (demorou mais de 20 minutos a procura pela vaga) e comprar um band-aid.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Versos Íntimos




Óh bela flor
Rodeada de lábios em pentelhos
És flor da vida
Quando não deixas juntar os joelhos

Mãe da felicidade
De quem habitar seu interior
Sua caverna escurecida
Não pode ter fungos nem odor

Alguns momentos vagina
Outros xoxota
Certas vezes boceta
Simples perseguida

Destemida, querida
Não temas a guerra
Porque quando você menos espera
Arrancam-nos as pregas...

Matilde

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Lincença para matar



Eu sei que o assunto é batido, mas mulheres unidas do meu Brasil Guaranil, vamos falar de TPM.
Outro dia, no trabalho, escutei a melhor frase da minha vida: "mulher de TPM tem licença para matar". Jesus! Já pensou? Você rasgando o buxo de alguém porque a sábia mãe natureza está rasgando o seu buxo?
No mês passado eu chorei. Entrei em crise no trabalho, em casa, com o namorado, com o carro e com a vida. Nesse mês tô com sangue no zóio e entrei em crise no trabalho, em casa, com o namorado, com o carro e com a vida. Tudo é motivo pra querer matar alguém e depois se matar!
Aí chega aos meus ovuidinhos que a TPM hoje vale como desculpa para crimes e ações femininas.
Que a gente as vezes usa a TPM pra se safar de algumas culpas, isso é verdade, mas pra mim, normalmente, descubro que estou no período quando nem eu mesma me suporto!
Sabe aquela coisa de alguém te dizer "bom dia" e você ser a maior grossa, ríspida e estúpida da cavalaria, que não reponde, mas grunhe como resposta? Sabe aquela businadinha que alguém te dá, no trânsito da grande metrópole, virar o estopim pra você botar berros, dentes, garras, saliva e dedos pra fora do carro? São nessas horas que percebo que estou à beira de um ataque de nervos e devo ir brevemente à uma famrácia comprar nossos queridos absorventes.
E essa hora sempre chega, e a gente quase morre de raiva, terror, ódio e cólica, além de muitas crises de choro e dor no coração. Tudo nos abala. E com aquela cara de assassina chorosa, você vira e diz com o hálibi na ponta da língua: estou de TPM! Sai de perto, corra se puder, porque hoje tenho licença para matar!
E ai de quem disser o contrário.

Matilde

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

SMURFET






Estou ficando velha.
Ai, meu Deus, terei que chamar novamente a revendedora da Avon para me indicar aqueles produtinhos todos para mulheres 30+ que prometem revitalizar a sua "cutis" em menos de uma semana, eita!
Bom, mas o foco não é esse, o fato é que, estando eu, enlouquecida, sem ter o que fazer em um dia de semana à tarde, e vasculhando a internet, descobri nada mais nada menos que o velho SMURF.
Você lembra que o Gargamel odiava o velhinho azul, ora veja. Se você lembra e porque tem 30+, então estou falando com meu público-alvo.
E já que passei da idade de assistir Sex and City, afinal eu só gostava daquela loira ( que era a vadia da história, e por isso mesmo a mais engraçada, o restante era muito chato ), eu deixarei aqui algumas dicas de desenhos e séries.

E viva a TV a cabo, desde que eu saí lá de Barbacena e descobri que o domingo era muito mais meu que do Faustão, minha vida mudou completamente, e vamos às dicas:

1. Dr. House - já assistiu esse médico politicamente incorreto? Tolerância Zero. Ma-ra-vi-lho-so!
(parece alguém que conheco)
2. Simpsons - ah, francamente, nem dá para comentar, seria o óbvio.
3. Família Soprano - o melhor dessa série é que o chefão da máfia faz análise.
4. Two and a Half Man - imperdível a atuação do Jake (o half da série).

Agora vou assistir Malhação, só para variar um pouquinho.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Sobre a mudança do nome da Tribo...

Gentem...
Só mesmo esse homens, masculinos, de sexo frágil pra se constrangerem com um nome tão natural quanto ao da nossa tribo!
Após muita tristeza de ver o Wilson voltando pro seu povo, tenho a notícia de que esses machos do caralho frouxo (uns literalmente, outros não) não gostam do nosso nome!!!
Bom, eu acredito que ele seja super natural. Não vejo problemas pois, afinal, quem de nós (literalmente ou não) nunca tomou um taco no cú?
Essa é pra se pensar...
Mas, se o motivo da mudança for para ficarmos rica com essa ferramenta, eu concordo...
Agora a votação deve começar com esses homens, sim, esses constragidos pelo nosso nome!
Façam uma enquete com eles, mas vale lembrar que o tempo da inocência da "Pantera cor-de-rosa" e "Clube da Luluzinha" acabou e os tempos mudaram!
Somos mulheres de taco na mão e muito amor no coração.
Abrimos aqui oficialmente, além de todos os assuntos que temos, a discussão para nosso novo nome! Todas de acordo?

Bjos no CUração...

P.S.: ai, só uma deixa pra música que veio agora na minha cabeça... Viva Pepeu...
"Ser um homem feminino
Não fere meu lado masculino
Se Deus é menina e menino
Sou masculino e feminino"


Matilde

sexta-feira, 13 de julho de 2007

MUDANÇA

Gostaria de fazer um comunicado à comunidade TACONOCU:

- recebi alguns comentários acerca do nome do blog. Isso mesmo! Um nome tão singelo não deveria causar constrangimento, no entanto algumas pessoas do sexo masculino ficaram um pouco inibidas quando avisadas que existia um blog com esse nome onde a maioria dos integrantes eram mulheres.

Sendo assim, gostaria de levar isso ao conselho da comunidade TACONOCU para votação:

O nome do blog deve mudar? Sim ou não?

Por quê?

Se sua resposta for sim, qual nome vc sugere?

Por quê?

Se sua resposta for não.

Por quê?



Obrigada

Atenciosamente

ps. ainda não escolhi meu pseudônimo, posso fazer uma votação?

WILSON

Eu bem sei que a história do Wilson foi marcante para todos que acompanham a saga deste blog, mas devo dizer que por motivo de força maior ele não se encontra mais com a gente.

Não, ele não morreu!

Aquela pele negra, aqueles olhinhos esbugalhados e aquela "beiçolinha" se juntou aos seus em outro continente e manda um abraço a todas (os) aqueles que nunca o esquecerão.

Adeus, Wilson.


O MAIS NOVO CASAL DE SPRINGFIELD

Eiiii laia
agora que descobri como se escreve neste negócio de blog não vou parar mais, vixe maria!

Matilde, depois que eu li o "Segredo" minha querida, ninguém me segura, quero ficar rica logo logo por isso estou direcionando minha "mente' (fértil, claro!) para que esse blog renda muitos lucros, é só uma questão de tempo.

Bom, na verdade o motivo da minha visitinha foi para responder aos váriossssss e-mails dizendo que depois da festança do "Fondue" (escrevi certo dessa vez?) os únicos que não apareceram nas fotos foram os anfitriões, estou aqui para mostrar a cara. Foi só uma questão de timidez, mas já que todos insistem, aqui estamos nós.

criado-mudo

Criado-mudo

Em outubro faz um ano que moro sozinha e confesso que quando mudei não pensava em ter um criado-mudo, não que não quisesse, simplesmente não lembrava que essa peça existia. Meses passaram, cama, sofá, cozinha, banheiro, sala, banquinhos, cadeiras, som, dvd, tv, cortinas, vasos, plantas, quase tudo ali. E nada do criado-mudo.

Até que meu namorado sugeriu: você não quer levar um dos criados-mudos pra sua casa? Queria ter visto minha cara de interrogação… Aceitei pra não fazer desfeita. Já que certa vez disse que os criados-mudos em questão eram feios. Ouvi uma dissertação sobre eles, lindos móveis da década de 50, em Madeira xyz, design chambers e sei lá mais o que. OK. Feio ou não foi parar lá em casa. Esse fica do lado da cama dele…. Nada pessoal.

O meu lado não podia ficar desfalcado. Fui a casa de mamãe, peguei meu querido criado-mudo, criado comigo desde a infância. Já foi branco, verde, preto, creminho…. Em uma de minhas alucinações, achei que sozinha poderia remover todas aquelas camadas de tinta e história e começar uma nova fase ao lado dele. Ótimo companheiro. Nunca reclama e tá sempre me esperando no quarto, não importa o horário ou o estado que eu chegue.

Ele é simples, retangular, sem design, puxadores ou rococós. É o que é. Queria pintar de branco e colorir as duas gavetas. O branco ficou ótimo. Depois, misturei umas tintas que estavam na oficina de garagem do meu pai, no potinho parecia um vermelho meio envelhecido, fosco. Uhu! Gostei. Pintei as gavetas… ficaram cor de rosa… a última cor que eu queria na minha casa. Rosa é coisa de menininha…. Não posso mais ser menininha, eu troco até o gás…

Como tinha pressa em igualar o meu lado da cama levei pra casa assim mesmo. Quando estava chegando com aquela bela peça, encontrei uma vizinha, a de baixo. Não tardou em começar a conversa de elevador e ela logo perguntou: Foi você que pintou? Acabou comigo…. Quem ela pensa que é? Nem me conhece e não ficou assim tão ruim. Me vinguei dela, com uma festa lá em casa….

Vizinhas a parte, coloquei ali, do meu lado da cama. Pra ficar mais importante que o outro a luminária fica sobre ele. Do outro lado tem uma foto, um incenssário com umas pulseiras em cima. Nem gaveta tem, só uma portinha pra empilhar alguns livros, bloquinho, caneta e minha pílula. O outro não. Ah… o meu. No meu lado está a luz, cartões e bilhetes do dono do outro criado. Nas gavetas, mais bilhetes, cartões, um chiquérrimo saca rolhas e camisinha. Sim além da luz eu também tenho as camisinhas em meu poder. Na gaveta de baixo, os próximos livros da fila, pilhas, cigarro, uma foto minha que ficou terrível mas nem tanto, por isso tenho dô de jogar fora. Uma latinha que meu irmão pintou pra mim, uma escova dessas de sapato, um leque, um disfarce daqueles com óculos e bigode de plástico, tem também uma espécie de pastinha com santinhos e orações. O meu criado-mudo é muito mais consistente, importante e imponente. Naquele branco com cor de rosa, que não orna com nada. Mas é o meu. Eu que fiz.

Ao alcance da mão está o livro atual: Risíveis Amores – Milan Kundera. Ganhei no dia dos namorados depois de terminar com meu atual e futuro namorado. Um ótimo livro pra quem quer rir de si mesmo, se reconhecer em contos e perceber esses jogos criados inconscientemente pra se divertir.

De qualquer forma a casa é minha e o criado-mudo dele não pode ser mais importante, maior ou imponente que o meu. Por enquanto tá resolvido, mas logo, logo ele vai pra lá… aí eu quero ver. O criado-mudo da casa dele é praticamente uma cômoda anã. Vai ficar maior que o meu e ele vai querer dominar a luz e as camisinhas. Eu, com plena consciência de estar sendo manipulada, vou esquecer minha louca disputa, puxar a cama mais pra cá pro criado dele entrar, talvez o meu vá para o pé da cama e o outro, menorzinho, só com a portinha, vire meu e fique bem ali a meu lado. Graças ao Kundera vou adorar e um dia ainda conto essa história pro namorado, bem ali entre todos esses criados-mudos.

bjo, creunice

Passada a ressaca

É incrível a facilidade e o dom que temos de falar... É absurdamente incrível como numa pequena reunião regada a muito vinho, temos aquela diarréia verbal. Inivitável, linda, fantástica e brilhante... Daquelas diarréias que quando alguém relembra algum dos seus comentários, a sua cara se tranforma na boca do cano do desarranjo: um cú!
E passada a ressaca, vêm as grandes idéias. Por exemplo, o Wilson. O melhor representante afro-sulamericano mirim pode virar um daqueles bichinhos feios e caríssimos. Já pensaram nisso? Entraríamos no mercado da toy art e venderíamos muito. Ficaríamos ricas as custas do belo menino assutado.
Outra idéia brilhante foi esse blog, que pós-ressaca de muita cerveja, resolvemos por no ar. Vamos escrever muito, e muito bem, até lançarmos um livro, termos a crise do segundo e ganharmos dinheiro, além de fama, com um site com espaços publicitários e entrevista no Jô! Oh God!
Meninas, precisamos beber mais e ter mais diarréias verbais para colocarmos nossas grandes idéias criativas em ação após a ressaca, porque além do prazer dos nossos encontros e enlouquecimento dos nossos machos, ficaremos ricas e famosas...
Todo caminho leva ao dinheiro, ao estrelato, às bebedeiras e à nossa bela amizade.
Matilde

quinta-feira, 12 de julho de 2007

SUPER FANTÁSTICAS AMIGAS

Quero dizer que essas meninas, que carregam alguns de seus meninos mundo afora, são simplesmente fantásticas.

A companhia deste grupo é algo ímpar e que somente assim seria capaz de gerar um ataque de riso coletivo e virtual à distância.
Sim, amigos isso aconteceu. E foi durante a combinação dos preparativos para o citado Fondue, que como já sabem não aconteceu.

A alteração do cardápio sem prévio aviso por parte dos convidados foi mera e inconsciente armação para desencadear a série de pesadelos que assola a mente da anfitriã em questão, gerando assim uma inevitável necessidade de nos encontrarmos novamente a fim de concretizar a profecia do creme caindo na cabeça.

Algo fácil de coordenar considerando que já temos um casal de anfitriões, 4 banquinhos e 5 taças de vinho. Tudo vindo diretamente do "mais barato, mais barato Extraaaa".

Assim fica mole mole, é só a gente ver quem tem as panelinhas de fondue, o richô, quem leva o fondue, os pães, quem sabe fazer o fondue de chocolate e levar umas frutas e claro os vinhos...ufa!
Nada que uma semana inteira de e-mails não resolva.

Ia me atrever a sugerir o tal cardápio para este final de semana, mas não ouso, pois não teríamos os míseros 7 dias para organizar as marmitas. Quem sabe para o evento de amigo-secreto?

Enfim, o tal queijo e vinho trouxe mesmo uma série de surpresas, a começar pelos queijos e vinhos.
Quando menos percebemos tudo virou arte. Arte do termo bagunça, arte do termo fotografia, arte do termo travessura, arte do termo fumaça, arte do termo expressão livre de todo e qualquer sentimento ou sensação momentâneos.

Disse fumaça?
Claro, não se pode deixar de citar o inacreditável fumacê naquele hospitaleiro apartamento. Fomos capazes de gerar fumaça o suficiente para dar inveja às mais modernas máquininhas de gelo seco para boates. O perfume inebriante de nicotina deve estar cravado no fundo das fibras dos tecidos das roupas de cada um até o presente momento. Mesmo após qualquer número de lavagens em casa, a seco ou em lavanderias especializadas.

Voltando as surpresas, o que mais poderia surpreender aquela trupe de malucos? Engana-se quem respondeu "nada". A surpresa mais grata de todas apareceu num pequeno visor de cristal líquido, bem no meio de uma máquina fotográfica.
Heis que surge: Wilson.
O pequeno, simpático, esbugalhado e sentadinho....Wilson.

E aqui fica um recadinho para ele:
_ "Wilson querido, apesar de não nos conhecermos pessoalmente é importante para cada uma de nós dividir com você a importante participação da sua imagem em nosso encontro. Num estalar de tecnologia, em fração de segundos, logo estavam todos os rostos carimbados do mais ingênuo e puro sorriso. E é por isso, Wilson, que vc será sempre bem-vindo no clã das SUPER FANTÁSTICAS AMIGAS"

Voilá
Morgana

quarta-feira, 11 de julho de 2007

FONDUE - PARTE II: A brincadeira do Cuspi








Como eu não consegui falar de todos os pontos que cercaram o dia D em casa, resolvi escrever em tópicos, assim fica mais fácil compreender esse complicado mecanismo que envolve uma grande amizade.

Isso, porque só por muita amizade a gente paga "micos' e mais "micos" nesta tão árdua vida.

E aqui está um deles: a "brincadeira do cuspe". Trata-se de uma brincadeira muito peculiar, destinada a interação entre as pessoa envolvidas e uma boa dose de, como eu poderia dizer, coragem, isso coragem, para passar por cima de algumas "coisas' que ao longo da sua vida você acaba considerando de uma certa forma "nojentas" como lidar com o "cuspe alheio", por exemplo.

Serei mais didática: a amiga (que se intitula como tal) escreve um nome (de um amigo, pessoa famoso, bicho, o que vier em sua cabeça) e gruda esse papelzinho escrito com coisas geralmente absurdas em sua testa. E ai que se encontra o "cuspe', ou como vc acha que esse singelo papelzinho irá "grudar" na sua testa?. Não, não podemos usar "super bonder" nesta brincadeira, é proibido!

E aqui está a prova.

FONDUE














Enfim, eu que sou uma pessoa simples, criada totalmente sem "luxos", me deparei com um cardápio novo: um tal de founde. A idéia não foi minha, claro! Foi de umas amigas bacanas que eu tenho e que de vez em quando vão me visitar em casa. Não, não estou doente, isso tudo é apego! Elas vão porque gostam de mim e do meu marido, que apesar de não beber e não falar (só um palavrãozinho aqui, outro ali de vez em quando, com a calma de um tibetano) faz o maior sucesso e é presença sempre bem vinda.
Bom, onde eu estava mesmo, ai no "fondue", pois bem chegou o grande dia: todos vieram trazendo suas sacolinhas do supermercado, da padaria, muitos vinhos, muitos queijos. Mas, e o fondue?

Isso mesmo, não houve fondue, simplesmente levaram um monte de queijos e ficamos comendo e bebericando vinhos e mais vinhos. E eu, desde então, tenho sonhos avassaladores com um um creme de queijo gigante caindo na minha cabeça, mas isso fica para uma outra história, aqui estão algumas fotinhos das pessoas más que não fizeram o famigerado FONDUE no dia do encontro lá em casa.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Sempre a mesma novela

Por Matilde
É complicado. Por isso que venho aqui com toda a cara lavada do mundo compartilhar a sensação de idiota que nós, mulheres de todos os tipos, temos quando caímos na lábia de nossos atuais, ex e prospects.
É incrível como pensamos tanto em criar forças e mandar o cretino pra pqp. Ele vai. Mas como bom bumerangue, ele volta, mas volta com aquela cara de cachorro que caiu da mudança, abatido e com voz mansa.
Não, não. Ele não sofreu horrores como você imagina, mas caiu forte na balada. Bebeu até álcool Zulu e depois de fraco e cansado, ele resolve te procurar. Óbvio! Quem tem o colo mais aconhegante que o seu, disposto a desbravar mundos e enfrentar dragões por ele?
Também não significa que ele não gosta de você. Ele te ama, mas é safado, como bom seguidor de sua raça.
Te diz coisas lindas, coisas belas, outras não tão boas assim, só pra você poder dizer "tá vendo como é errado!" e ele concordar.
E como boa sem-vergonha-na-cara-de-nescença-sim-senhora, ele vai te consuzindo ao fucker, e você finge não saber. A noite é linda e ótima com uma Lua prateada no céu. Pode ser que esteja chovendo e o tempo bem fechado, mas é desta forma que você vai se lembrar. Você acorda com aquele sorriso de quem teve a cara rasgada pelo Capitão Gancho de ponta ponta. Ele cozinha, te leva pra jantar... e tudo pra quê? Por que ele sabe o quanto você é tonta, imbécil, o quanto você morde o travesseiro na falta dele e como tem vontade de quebrar a cozinha inteira no melhor estilo "soy loca psicótica".
Quando dá por si, você já tá lá na cama dele quase todos os dias, escutando seus roncos e olhando pro teto, esperando a próxima crise, tentando escrever o manual "como agir quando ele banca o macho".
Nada disso funciona, porque vocês se merecem...
E assim seguimos a nossa vida, sempre com o pé atrás e a piriquita comandando tudo na frente.
Uma desgraça!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Conversa de Casal em Boteco - I

Por Matilde

Ele: - Você nunca saiu pra dar?
Eu: - Já.
- Mas assim, tipo, sem compromisso, se arruma toda e sai pra dar, pra pegar um carinha durante a noite.
- Não.
- Mentira.
- Se sabe, porque perguntou?
- Pra ver se você era sincera, mas você não é.
- Olha, eu já saí pra encontrar alguém e como via de regra, dar na seqüência, mas sair assim, louca e desgovernada pra dar pra qualquer por uma decisão, não, nunca.
- Verdade?
- Sério!
- Toda vez que eu te encontrava, antes da gente ficar juntos, eu sempre achei que você saía procurando alguém pra dar.
- Com sua mãe...
- Não, sério. Você toda "dada", vaporosa, maquiada, bêbada, gritante, dançante... Tão "ante"...
- Não confunda diversão com libertinagem. As duas podem andar juntas, como também não podem. No meu caso, eu saía pra espantar os demônios...
- Mas os caras que você saía mais pareciam demônios...
- Como assim?
- Ué? Presenciei alguns... Erámos amigos, você não me dava bola... Eu observava.
- Cala a boca! Você não era o melhor de todos. Nem chega perto também.
- Ah, só tô dizendo que você não tinha critérios antes de mim...
- Critérios??? Olha, eu ainda devo não ter critérios... E você, que já pegou aquela peluda, que tem pizza debaixo do braço, aquele cabelo cheirando a guarda-roupas embolorado? Ela é critério? A nega é o Ó... E se acha. Aposto que tem bafo!
- Ah! Mas foram só uns beijinhos...
- Foi onde nós devíamos ter ficado, desde o começo.
- Ah vai! Diz que me ama, diz?
- Você me irrita!!!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Parmeggiana

Por Matilde

Hoje eu me peguei em uma cena ridícula: dava pulinhos e berrava no meio da sala onde trabalho. Um xilique qualquer por mais um motivo imbecil qualquer dos estresses cotidianos do meu ganha pão.
O pior de tudo é que todos os prazeres da gula adquiridos em um agradável almoço de sexta-feira pularam comigo.
Conclusão: além de prestar o papel de ridícula no meio de todos os companheiros de jornada, quase gorfei no carpete.
Onde eu quero chegar com essa história? Que se eu continuar assim, não terei vida longa, pelo contrário, minha passagem nesse plano será breve! Nada vale a pena nessa vida!
Eu fico aqui, nos meus surtos insanos, acrobáticos e caóticos enquanto outro alguém aproveita a vida por mim...
Tudo vai continuar... e eu queria ser o parmeggiana do meu almoço, que tem a vida mais longa de uma refeição que eu conheço. 20h00 e ele ainda não digeriu...