quinta-feira, 11 de novembro de 2010

desconecte

Quantos amigos você tem no facebook? Ainda tem Orkut? E twiter? Msn? Quando chega no trabalho liga tudo? E quantos desses milhões de amigos virtuais você encontra por ano? Quantos deles te ligam no seu aniversário?

Outro dia, conversando com uma amiga do trabalho, lembrávamos de quando eramos crianças. Ficavamos o dia todo na rua, só voltava pra casa quando tava com fome ou tinha se machucado. A roupa vivia cheia de carrapichos, principalmente as meias. Guerrinha de mamona… acho que a molecada hoje nem imagina o que é carrapicho. E era muito bom. Podem me chamar de velha, de saudosista, do que quiser. Mas ainda acho muito mais legal brincar na rua do que jogar vídeo game.

Lembro que todo mundo achava legal assinar nos gessos dos mais ousados que se quebravam e no fundo, todo mundo queria quebrar alguma coisa, só pra ter o gesso todo assinado. No final do ano, a gente assinava camisetas, acho que não fazem mais isso. Agora tem Orkut, facebook, twitter, msn, me deixa um scrap, escreve no meu mural. Gente……. mural é de cortiça, pra colar foto com tachinha…. mas como vai ter foto se ninguém se encontra mais? Eita mundo virtual da peida….

Sou do tempo que a gente passava a manhã ou a tarde toda na escola e quando chegava em casa ainda ligava pra melhor amiga e ficava horas no telefone. No final do mês bronca… conta astronomica.

Quando alguém dava uma festa todos iam. Era um evento, bailinho, hehehehehehe… ok eu sei, to ficando velha e já falando daquele tempo.

Mas e daí? Imagina daqui a 40 anos, alguém falar: nossa quando era adolescente tinha 500 amigos virtuais… nossa!!!! E o que vocês faziam? Nada! A gente postava vídeos, músicas e conversava pela internet… a tá….. que legal hein!!!! Sou mais eu e meu saudosismo.

Por isso foda-se o FaceFuck e toda essa mesmice internética intergaláctica. É legal, claro! É muito legal. Mas é muito, muito melhor dar e receber um abraço. É muito melhor reunir os amigos de verdade, é muito melhor ser real do que virtual. Não quero virar um tamagotchi e ser alimentada por scraps. Não, isso não mata minha fome.

Todo dia perdemos mais de uma hora no trânsito, muito mais tempo que isso, perdemos vendo email, respondendo, conferindo o face motherfucker, seguindo o que e sei lá quem no twitter, contando 140 caracteres…. mas não conseguimos ter uma hora com os amigos reais. Será mesmo tão difícil? Não vale uma forcinha? Oi quero te ver… mas tá foda, to trabalhando pra caramba… que bom, isso é legal, essencial até, mas e daí? E o resto? A gente resolve pela internet?

Desculpa. Não dá. Eu to aqui falando, mas muitas vezes fiz isso. Deixei de encontrar amigos por cansaço, preguiça, desanimo. Mas a ficha caiu e me arrependi dos encontros que perdi. Agora tentarei ir a todos, quero abraçar, rir, quero fumar milhões de cigarros com minhas amoras, beber litros de cerveja, sem noção. Quero óleo Disney na veia, vitamina de abacate com creme rinse, vodega, inventar música com o nome dos outros. Cadê vocês?

Galera vamos desconectar? Será que o cansaço vai sempre vencer? Sei que é difícil, mas não dá pra fazer uma forcinha? Só uma horinha, um abraço de verdade.

To carente do mundo real, to carente de vocês, sou um tamagotchi dos anos 80, preciso ser alimentada com risadas que eu possa ouvir, e não (rs).

Desculpa o dasabafo, desculpa eu ser tão chata, mas gente real é assim. Sem máscaras, sem emoticons pra expressar o que tá sentindo.

Vamos marcar um encontrinho urgente?

Beijos amo vocês!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A gente muda e o mundo muda com a gente

Hoje fiz um jantarzinho bem gostos: frango ao curry com leite de coco, abobrinha com tomate cereja refogados e um arrozinho integral.
Cozinhei para mim, para meu bem e para um amigo dele que veio jogar "play" com ele.
Esquentando a barriga na beira do fogão, com a roupa que passei o dia todo trabalhando, fiquei analisando como as coisas mudam.
Há uns dois anos atrás nunca que eu iria me imaginar cozinhando até às 21h00, feliz da vida. Ainda mais para um amigo do fofo que veio jogar vídeo game. Imagina?
É aí que está a questão: as coisas mudam, as pessoas mudam e a gente começa a sentir prazer onde antes não havia algum.
Foi meu bem e eu nos entendermos que as coisas começaram a fluir. Ele mudou, eu mudei com ele e as pessoas em volta só tendem a ganhar conosco. Daí tudo fica mais fácil, mais gostos, mais prazeroso.
Mais ou menos como agora: eu realmente não curtia músicas em outras línguas que não fossem a potuguesa.
Depois que passei a ampliar meus horizontes, querer conhecer outras coisas, deixei a preguiça de lado e fico no maior rebolado para entender as letras dentro das capacidades de meu inglês guaranil.
Hoje tô aqui, sentada na cama, porque os meninos estão jogando game na sala. Quando dei boa noite aos dois, me agradeceram pelo delicioso jantar, o que me fez subir para o quarto com uma sensação muito gostosa. Dentre tudo isto estou ouvindo uma música linda e antiga do Ray Charles, que ele regravou com a Norah Jones (Here We Go Again) numa versão incrível de boa; algo do tipo "aqui vamos nós outra vez.. ela quebrará meu coração novamente e farei meu papel outra vez".
Éh, a gente muda e o mundo muda com a gente.
Vou dormir feliz!
Ótimos ventos de mudanças para todos neste começo de ano que promete ser maravilhoso.

PREVISÃO DO TEMPO 2010

O ano começa com muito sol e calor
A alegria é o que vai prevalecer durante o dia

As noites prometem ser amenas, com tempo bom
e temperaturas agradáveis

No decorrer do período, podem surgir algumas nuvens
Mas chuvas e tempestades estão descartadas

Em dias nublados leve um abraço ao sair de casa
Uma chuva de beijos pode te pegar no caminho

As marés estarão pra peixe o ano todo
Aproveite pra pescar, surfar, nadar e afogar os problemas

Segundo os metereologistas, nuvens carregadas se dissiparão
antes de alcançar o coração, que deve permanecer quente
nos próximos 365 dias

O céu tende a ficar aberto até a madrugada trazendo um clima temperado com carinho, desejo e diversão

O sol e o calor podem provocar desmaios de felicidade
Hidrate-se com os amigos, a família e uma boa dose de amor

Logo nos primeiros dias do ano, vamos perceber o aumento
de otimismo, propício ao crescimento e a passagem rápida de um tufão que levará as dificuldades pra bem longe

Algumas nuvens aparecerão no céu apenas pra refrescar e uma brisa leve vem esfriar a pele e dar aquela vontade de ficar grudado

A expectativa por dias melhores toma conta da maior parte do país. E o tempo promete colaborar com o crescimento, gerando enxuradas de realizações, conquistas e prosperidade que devem invadir as casas de norte a sul

Especialistas recomendam aproveitar o tempo
Permanecer aberto, levar sempre o sol na cabeça, carregar um guarda chuva de esperança e um leque de alegria para abanar o rosto

Faça chuva ou faça sol o que mais quero neste novo ano é estar com vocês, pra passar o tempo, pra vencer o tempo ou só pra matar o tempo

domingo, 17 de janeiro de 2010

MAGRA

Tô obcecada.

Magra
Lenine
Composição: Lenine/Ivan Santos


Moça
Pernas de pinça
Alta
Corpo de lança
Magra
Olhos de corça
Leve
Toda cortiça
Passa
Como que nua
Calma
Finge que voa
Brasa
Chama na areia
Bela
Como eu queria
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama
Segue
Enquanto suspiro
Toda
Cor de tempero
Cheira
Um cheiro tão raro
Clara
Cura o escuro
Ela
Braços de linha
Dengo
Cheio de manha
Durmo
E peço que venha
Acordo
E sonho que é minha
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama

Relembrar é viver

Domingão, sozinha em casa, cabeça vazia morada do Diabo, internet funcionando lindamente e um pote de Häagen-Dazs de macadâmia (meu favorito) para me dar o prazer que a semana cheia de dieta e academia não me dá (afinal, ser magra e torneada tem preço para quem descobriu uma genética que não é tão legal como pensava).
Bom, tudo isto para dizer que achei alguns textos meus de surtos amorosos que fiz há um bom tempo. S-U-R-T-O-S!!! Me achava a Quintana dos meus tempos alcóolicos.
Queria compartilhar com vocês. Quem quer? Tentem adivinhar os protagonistas.
Quem nao quiser pode parar por aqui.


Tiê

Todas as noites antes de dormir
Minha cabeça é povoada de lembranças
Tão poucas, escassas, tão boas
Que ainda sinto seu cheiro
Seu corpo molhado e salgado
A pimenta ardendo na língua
E a cachaça queimando a garganta
As pernas a se enroscarem
O sorriso bonito estampado no rosto
E a tristeza ao dizer adeus
O porque eu não sei
Só sei que ficou um vazio
Um espaço a ser preenchido
Com sua cuíca e violão
E a sua voz a soprar no meu ouvido
Indo embora como aquele tiê sangue
Que por um momento coloriu o meu olhar

Cair

Quando eu me entregar vou querer teus braços pra me sustentar e tirar de mim aquele vazio que mora aqui.
Cair nos teus braços será meu conforto, meu porto, meu delírio. Não me deixe cair como um copo vazio. Meu casco é fino e pode se quebrar. Quebrado não há concerto e será só o fim de um fim posto em mim.
Estou aqui de peito aberto, coração latente, cheia de desejo. Quando eu me jogar me pega pela cintura, tira minha blusa e encosta tua pele no meu peito.
Não me deixa cair. Me segura firme, nem que seja pelos cabelos. Fala no meu ouvido aquelas besteiras que eu adoro. Coloca na minha cabeça que já não preciso ser mais sozinha. Assim eu me enrosco nos teus pêlos, dobro os meus joelhos e te dou o melhor de mim.

Tempo

Desce esse tempo em cima de mim. Faz crescer as memórias que ainda andam vivas nos cantos dos quartos e das salas por onde ando. Deixa o fantasma da lembrança me assombrar, vindo-me visitar aqueles que não me amaram um dia junto com aqueles que me amaram demais.Faz vazar dos meus olhos as lágrimas temperadas de desassossego que caem sem serem evocadas e bebe de mim o desespero de quem se perde mais uma vez. Da voz só faço ecoar os gritos e lamentos que sempre mal disse com gemidos e sussurros de gozos de noites e madrugadas e tardes de lasciva euforia por aqueles que me tocavam.Que venha esse tempo que faz curar, apagando as idéias lúcidas e fazendo escorrer o ciúme entre os lábios temperados com cachaça. Que tome esse néctar da minha boca que entorpece e embriaga, mas não apaga as idas e vindas que faço em todas as histórias do mundo, todas aquelas que um dia vivi ou ouvi e peguei sem perceber pra mim.Abre esse livro e sem miséria leia todas as linhas. Conta essas anedotas pra quem puder, porque a felicidade existe no que se viveu, mas a tristeza é a certeza de que ninguém sai ileso e se machuca por sempre buscar as respostas no passado, vivendo atrás do presente.Quem sabe assim eu possa me conformar e me sentir mais leve, compartilhando com alguém meu dias solitários.Talvez desta maneira partiremos em busca da verdadeira liberdade.

Chega! Já me diverti o suficiente por hoje!
Agora vou escutar Norah Jones, pois baixei váááárias músicas legais!

terça-feira, 5 de maio de 2009

E o bolinho?

Amoras....a vida continua se mostrando enlouquecida ao meu redor.
Quero dividir.

Quando eu acho que eu to mesmo ficando maluca (e sabem que tem mesmo horas em que eu paro e me pergunto isso seriamente, né? Sim, porque afinal ainda me resta alguma consciência, rsrs.), olho em volta e vejo quão doida é a realidade.
Daí volto a achar que não é possível que eu tenha embasamento suficiente para ter essa visão macro e analítica do universo ao meu redor...e concluo de novo que eu é quem devo estar ficando louca.
Assim eu tenho passado meus últimos dias.

Outra manhã, eu to aqui tomando café com o "meu lôro" e a gente conversando um monte e tal.
Sei lá que diabo de assunto a gente puxou que quando eu vi....gentê.....eu tava com a cara retorcida daquela expressão de desespero falando sobre a minha relação com o meu pai (tipo nada haver) e a frase era assim (bem dramática com a mão no peito) "- Não fui eeeeu que pedi!" Falando do pouco que ele já fez como pai e do mesmo pouco com o qual ele exige retorno nas moedas respeito e obediência.
Tipo vomitando um negócio mega profundo, aproveitando um gancho da conversa, que certamente não tinha nada haver com esse tema. O pobre do lôro se virando como podia, com o cérebro acordando e o café em pleno andamento.
Neste momento eu pensei, "estou fora de controle". Uma enceradeira desgovernada, ligada a milhão sem ninguém para segurar o cabo.

Bom, daí eu prendi um choro daqueles em que a gente finalmente intui qual é o seu grande problema e na minha mente a seguinte frase se formou sozinha: -"To insegura com absolutamente tudo e eu nunca fui assim."
Sempre sambei o que quis de cima dos meus tamancos.
De repente tudo o que eu tenho que decidir me dá um puuuta medo de errar e me paralisa.
Me dei conta que eu to aqui há uma cára e não fiz um monte de coisas que eu gostaria de ter feito. Tipo cursos gratuitos no senai, sesc...sei lá.
Anestesiada pelo furacão.

Um lado de mim pensa que essa pausa é necessária, compõe o processo e vai garantir que tudo saia da melhor forma para mim. Sinto isso com uma força interior inexplicável, ao mesmo tempo que sei que pode ser mero artifício psicológico para eu me confortar e não sofrer os efeitos negativos da tal paralisia.

De tarde fui levar ele no centro. Pacientemente me explicou o caminho de volta, sabendo que entre eu e um jumento andando no centro, é capaz do jumento chegar antes no destino.
Segunda rua e eu já estava perdida. Sabem o que eu fiz? Chorei. (oi? melhor pedir informação?)
Chorei e pensei: "Tá aí. Perdida, burra (que não sabe andar no centro) e desempregada.

Próximo flash: Me pego quase aos gritos no cel com ele dizendo (com aquela mesma dramaticidade de antes) -"Meeeu, to perdida. Não reconheço nenhuma placa...não sei que lado seguir...vim parar na Praça da Sé.... Liberdade ou Braz? Fala rápido!"
Quando me dei conta da enceradeira que era eu (de novo) naquele momento pedi desculpas, admiti que não tinha nada que ligar para ele, que ele não ia poder ajudar muito naquelas condições e boa.
Neste momento outra frase se formou espontaneamente na minha mente: "Preciso de ajuda profissional."

Conversei com a vizinha de quarto, desbafei, verbalizei um monte de coisas, ri de mim mesma muitas vezes e tudo pareceu se acalmar.
Tempos depois a tal vizinha de quarto me pergunta como é que tinha sido aquele meu lance com o lenhador do sul, que ela soube por alto e tal. Contei e claro, temos agora mais uma mulher indignada com o ocorrido.
Na mesma noite eu sonho que o fulano está me ligando e eu sem atender ficava mostrando o visor com o identificador de chamada para ela, "olha! olha!"

Acordei melhor, o trampo do lôro enfim terminou e eu pude ficar juntinho, gostoso, um monte, tudo bem mais normal.
Um dia sem sobressaltos psicóticos.
Fomos jantar juntos, tinha acabado a luz do restaurante a gente ficou a luz de velas...tudo uma delícia.

E então, para terminar, eu deixo vocês com a mensagem que eu li (no meu e-mail) na volta para casa e a frase da nossa acadêmica homenageada que sempre nos lembra que "a vida não é bolinho, não."

Deleitem-se...


"Oi linda, eu disse que não ia mais te escrever mas não aguento, depois do último e-mail que vc me mandou eu achei melhor dar um tempo... faz tempo que eu quero te ver e não da certo
tudo bem que vc não faz questão de me ver mas nós poderiamos conversar um dia desses vc não acha!? O ultimo e-mail que eu te mandei, não era oque eu queria dizer,
eu fiquei triste quando vc escreveu tudo aquilo e acabei escrevendo oque não sentia realmante... A verdade é que eu nunca te esqueci e nunca vou esquecer, oque nós vivemos
não se pode esquecer, nem nessa vida nem em outra, quando eu escrevi que não queria voltar com vc eu menti, se eu pudesse, nem tinha terminado, mas não posso voltar no tempo...
Oque eu quero te dizer é que independente do que aconteça na minha vida, eu vou estar te esperando, hoje ou daqui dez anos, independente do que eu estiver fazendo e com quem
eu estiver, largo tudo e vou te encontrar, vc sempre vai ser a pessoa mais importante da minha vida, não importa oque aconteça...
Antes de começar a viagem que eu fiz para Belém eu fui na minha Tia pra tomar um passe... ela abriu o trabalho só pra mim... o primeiro guia que chegou foi Ogum e antes de eu falar qualquer coisa
ele olhou bem nos meus olhos e perguntou:
-Cade tua menina? achando que ele se referia à minha ex-namorada - eu disse que ela estava em casa - e ele me olha de novo e diz - não essa, a tua menina que vc trouxe aqui faz tempo...
Ai eu disse que fazia tempo que eu não te via, que vc tinha outro namorado... e ele me interrompeu e disse - não adianta vcs ficarem longe, isso só faz mal pra vcs e pra quem está em volta...
vc pensa nela aqui e ela pensa em vc lá...
Vcs têm uma missão juntos aqui nesse mundo e não tem força no universo que vá contra isso... mas vc não veio aqui pra falar disso né?... pra onde que tú tá indo filho? (eu chorei o trabalho inteiro...)
Eu nunca ia botar Ogum no meio da nossa estória se ele não tivesse se manifestado, independente disso linda, eu quero te dizer que eu te amo mais do que tudo no mundo e isso é pra sempre...
e que se um dia vc quiser falar comigo sobre qualquer coisa, eu largo oque eu estiver fazendo e vou te encontrar aonde quer que vc esteja...
A força que eu sentia ao seu lado não vou sentir nunca mais, a não ser do seu lado de novo...
AMO VC, SEMPRE."

domingo, 26 de abril de 2009

Tipo um Tsunami.

A vida da gente dá cada volta, não?
Tava aqui lendo essas doces Amoras e me senti saudosa.
Saudade besta, sem sentido.
Saudade de um tempo. Qualquer um.
Só mesmo por que ele (o tempo) passou.
Uma bobagem de assistir a vida passar e tudo acontecer.
De novo morri de amor. De novo amei esse pé de amoras.
De novo observei o quanto vivemos. No real sentido da palavra.
O quanto já mudamos de posição estando por vezes em cima da onda e por vezes, rodopiando lá de baixo junto com a areia.
Como esse mundo vira e revira tudo a toda hora não? Incrível…

Mais incrível é a nossa suprema capacidade de adaptação.
Mais incrível é o tamanho da nossa força.
Mais incrível é esse desejo que nos move para a felicidade.

Uma hora publicitária, uma hora costureira e artista do ramo da moda, outra hora num bazar e finalmente professora.
Oi?
Uma hora em resgate do príncipe fugido, numa hora na casa da família, outra hora dona de micro-empresa e na hora seguinte vizinha de prédio, dona de casa.
Oi?
Uma hora pronta para casar, outra hora pé na bunda, uma hora emprego ruim, outra hora emprego bom, uma hora no cimento, outra hora na areia e há muitas horas esperando o novo nêgo…
E que tal assim:
Uma hora filhota de mamãe, outra hora de trapos amarrados, uma hora companheira, outra hora borralheira, a toda hora uma guerreira e nesta hora uma esperança.
E eu?
Uma hora publicitária, uma hora de malas prontas, outra hora (mais) um pé na bunda e na última hora sereia do rio.

De novo eu vejo esta ferramenta online como um registro precioso de fases da nossa vida em que mil coisas acontecem o tempo todo. Fase que a gente vai lembrar com muito carinho.
Por enquanto, esse é o registro do quanto a gente pode encarar nessa vida. Do quanto a gente é forte juntas. E do quanto as nossas vidas NÃO estão definidas para sempre.


Sabem aquela música “Como uma onda no mar?”
Tipo isso.
Uma onda Tsunami.

PS:
To feliz de ver que nesse momento, depois de tandos rodopios no fundo, estamos todas por cima. Cada uma caminhando ao seu modo, em busca do que lhe é de direito. Estamos todas de pé e seguindo adiante na velocidade adequada para cada uma de nós.