A vida da gente dá cada volta, não?
Tava aqui lendo essas doces Amoras e me senti saudosa.
Saudade besta, sem sentido.
Saudade de um tempo. Qualquer um.
Só mesmo por que ele (o tempo) passou.
Uma bobagem de assistir a vida passar e tudo acontecer.
De novo morri de amor. De novo amei esse pé de amoras.
De novo observei o quanto vivemos. No real sentido da palavra.
O quanto já mudamos de posição estando por vezes em cima da onda e por vezes, rodopiando lá de baixo junto com a areia.
Como esse mundo vira e revira tudo a toda hora não? Incrível…
Mais incrível é a nossa suprema capacidade de adaptação.
Mais incrível é o tamanho da nossa força.
Mais incrível é esse desejo que nos move para a felicidade.
Uma hora publicitária, uma hora costureira e artista do ramo da moda, outra hora num bazar e finalmente professora.
Oi?
Uma hora em resgate do príncipe fugido, numa hora na casa da família, outra hora dona de micro-empresa e na hora seguinte vizinha de prédio, dona de casa.
Oi?
Uma hora pronta para casar, outra hora pé na bunda, uma hora emprego ruim, outra hora emprego bom, uma hora no cimento, outra hora na areia e há muitas horas esperando o novo nêgo…
E que tal assim:
Uma hora filhota de mamãe, outra hora de trapos amarrados, uma hora companheira, outra hora borralheira, a toda hora uma guerreira e nesta hora uma esperança.
E eu?
Uma hora publicitária, uma hora de malas prontas, outra hora (mais) um pé na bunda e na última hora sereia do rio.
De novo eu vejo esta ferramenta online como um registro precioso de fases da nossa vida em que mil coisas acontecem o tempo todo. Fase que a gente vai lembrar com muito carinho.
Por enquanto, esse é o registro do quanto a gente pode encarar nessa vida. Do quanto a gente é forte juntas. E do quanto as nossas vidas NÃO estão definidas para sempre.
Sabem aquela música “Como uma onda no mar?”
Tipo isso.
Uma onda Tsunami.
PS:
To feliz de ver que nesse momento, depois de tandos rodopios no fundo, estamos todas por cima. Cada uma caminhando ao seu modo, em busca do que lhe é de direito. Estamos todas de pé e seguindo adiante na velocidade adequada para cada uma de nós.
domingo, 26 de abril de 2009
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