
Vida de publicitário é assim, uma loucura sem horários fixos, sem regras nem direção, mas quando você vive e convive com um outro publicitário é pior ainda, o relacionamento fica pontuado por esses desencontros devido a um job de última hora, uma viagem para participar de uma reunião chata que não levará a nada pois o cliente "nunca está satisfeito" ou melhor, "sempre tem razão". Porém, entretanto, todavia o tempo livre é uma maravilha, você consegue fazer todas aqueles coisas "cabeças" que tem vontade, mas que o seu par (ops. aquele homem que dorme ao seu lado com cueca furada e meia puida) não gosta e prefere assistir televisão. A parte ruim é que você, invariavelmente, sairá sozinha, mas o que significa isso diante do fato de você se reafirmar como mulher independente, ora essa.
Foi assim que eu, neste domingo chuvoso e cinza, depois de almoçar com meus pais, queridos, isso porque minha geladeira está mais vazia do que bolso de pobre e minha preguiça cresce vertiginosamente, resolvi desviar o caminho e tomar um café. Perto do café uma banca de revistas, comprei um cigarro, e perto deste, dei uma espiada no cinema. Tudo pertinho, logo ali, por que não? Fui, peguei a sessão com horário mais próximo, pois se demorasse muito eu acabaria desistindo, lembra da preguiça?, pois é. Assisti o filme "Antes de Partir", com Jack Nicholson e Morgan Freeman (é assim mesmo que se escreve?), sessão da tarde total, uma comédia dramática sem muita pretensão, mas que vale pela atuação dessas duas figuras raras. Basicamente conta a história de dois caras, um pobre e outro rico, que estão com câncer e a beira da morte. Já que não há remédio, remediado está, então resolvem fazer uma lista do que gostariam de fazer antes de morrer. O final vocês já podem imaginar. Não, não estou falando do filme, estou falando de mim, CHOREI tanto que sai de lá parecendo a "rena do nariz vermelho".
Fica ai a dica.
2 comentários:
Assisti esse.
É lindo e faz a gente para para pensar seriamente sobre o que andamos fazendo com os nossos sonhos.
Dos mais bobos aos mais complexos.
Cenas finais bastante emotivas e eu na poltrona aos prantos mesmo enquanto os créditos subiam e as luzes se acendiam...
Valeu a pena.
Eu assisti esse também, e dá uma vontade de fazer tudo agora, porque tudo passa tão rápido... 6 meses não dão pra nada!
Postar um comentário