terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Mil Coisas....

Já repararam que tem uma fase na vida da gente que ninguém conta? Todo mundo finge em coro que não existe, que não sabe, que nunca viu ou viveu.
Pensa só a gente nasce bebê, segue para a infância, depois dela a pré-adolescência para que a gente comece experimentar a neurose da adolescência que está por vir.
Logo ela chega para tormento de todos os pais e de repente...Meus parabéns vc agora é um ADULTO.
Fase não menos cheia de conflitos e neuroses e,ainda como agravante, agora estamos falando de assuntos muito mais sérios. Estamos falando da nossa casa, da luz a gente precisa ter, do carro imprescindível morando-se em sp, do supermercado, dos seus planos, da roupa....blá blá blá.

Muito bem, vc encara o desafio e dá as caras ao mundo cruel dos adultos responsáveis. Daí o quê? Se fode, né! Se fode muito e pira completamente com ataques de loucura esporádicos alternados com momentos de lucidez e maturidade plenas.
Um tremendo esforço mental, hormonal e sei lá mais o quê “al”.

Voltando, eu lhe pergunto: E o mundo faz o quê?
Te cobra, claro. Afinal, já és um adulto.
Vc já se formou, já possui um emprego, já tem o seu sustento. Então? Que desculpa tem vc para não se sair bem na tarefa de ser um adulto responsável?
(Um punk nunca deve ter se questionado sobre nada disso, né? Ô gente desprendida....)

É aí que vem a fase que todo mundo ignora. E só posso imaginar que ignorem porque não sou estudiosa do assunto e nem dona de uma genialidade ímpar tal que pudesse me levar a descobrir tal questão sozinha, de dentro da minha própria cabecinha.
Gente, existe o momento em que somos PRÉ-ADULTOS.

Não é ótimo saber disso?
Eu me sinto muito mais tranqüila, sabendo que os meus possíveis erros nesta transição para a fase adulta já sejam previstos.
Porque as bobagens da adolescência já nascem com seu perdão acoplado, pelo simples fato de sermos tolos adolescentes. Que lindo...

Eu to nessa fase. Sou pré-adulta. To quase lá, mas não ainda. Ou porque não é mesmo tempo, ou porque vivo numa realidade diferente, ou porque simplesmente talvez eu não queira.

O fato é que tenho pensado em tantas coisas ultimamente...
Devia mesmo era fazer terapia, mas ainda não quero. Tem um monte de coisas que eu não quero. Não por nada. Só por não querer mesmo. A terapia, não to afim de voltar lá mesmo sabendo que o momento é oportuno.
Tão vendo? Isso é coisa de pré-adulto! Um quê da infância que escapa pra fora de repente.
To muito disposta a criar a minha realidade. Disposta a sair do casulo de lagartinha para dar uma borboleteada por aí. Ir atrás das coisas que me fazem feliz.

Sabe por quê? Porque eu já não sei mais qual peso dar à opinião de outras pessoas. Na verdade queria não dar importância alguma ã elas, mas a gente é criado pra fazer pose.
Assim, se a sua chefe te diz que seu cabelo não lhe cai bem, foda-se essa mulher. Mas e quando for a sua mãe dizendo: Acho que esse emprego não vai te fazer feliz?
São pesos muito diferentes, ta certo?
Mas se a gente pensar bem, o objetivo da gente é buscar o que nos agrada.
Buscar, basicamente, o que nos faz feliz mesmo que momentaneamente.
Então será que a gente não deveria ter total liberdade de julgamento para fazer o que estiver afim ignorando os padrões que alguém te deu um dia?
E daí se quiser morar numa cabana? E daí se perseguir loucamente o sonho de ficar milionária?
E não é do julgamento dos outros que eu estou falando. É do julgamento que esses geram em nós, sobre nós mesmos.
Sou a pessoa que não segue nada do que dizem ou alertam...Oh que horror, como sou feia, feia, feia.

Isso acontece mesmo que não se queira. A cabeça trabalha e a gente pensa em todas essas coisas. (Exceto se vc for um punk, é claro).

Decidi uma coisas e percebi outras sobre mim e sobre a minha vida. Dizem que a gente vive ciclos de 7 anos. Eu tenho 28, estou saindo do meu quarto ciclo nesta vida. Talvez seja por isso que eu esteja me sentindo assim, uma metamorfose (ambulante).

A partir desse ano eu vou priorizar cada vez mais a minha felicidade.
Logo mais arrumo meu teto.
Não moraria, jamais, sozinha e eu preciso ter um cachorro.
Quero dizer mais e melhor o quanto eu amo e admiro algumas pessoas.

Sabe que frase eu gostei de ouvir? “Se joga, Mona!”
Quero arriscar mais, mais, muito mais. O pior que pode acontecer é a gente receber a ajuda pra começar de novo, seja lá o que for.

Quero morar num lugar com árvores e passarinhos, idealmente fora de sp.
Quero colecionar idéias de revistas de decoração para copiar em casa num estúdio de bricolagem, no fundo da garagem.
Quero freqüentar mais os meus amigos mais queridos. Quantas pessoas não freqüentamos porque não dá e nada fica diferente? Isso pra mim representa hoje ao mesmo tempo, a prova de que o amor é inabalável quando verdadeiro, e como a gente se anestesia facilmente. Somos macacos melhorados com a fantástica e fundamental capacidade de adaptação. A gente não se vê e pronto. Vamos tocando.
Porra, a gente se priva de uma fonte infinita de energia, Energia mesmo, no sentido de combustível, daquilo que nos move pra frente.


Bom gente, virada de ano é isso aí.
Muito goró, muita reflexão, muitas definições sobre o futuro e tal.
Quem sabe as águas de março levem esse tubilhão embora.
Quem sabe seja esse o ponto de partida para realizações incríveis.
Quem sabe seja só mais uma pegadinha da fase pré-adulta.
Sendo assim:
“Chega aí 2008!!! Vamos ver no que é que dá! Viva!!”

Um comentário:

Anônimo disse...

Que máximo isso!!!