Chegou o momento do ponto final.
Tirei todas as minhas coisas que estavam visísveis e à mão da casa dele. Claro, algumas coisas a gente esquece, outras se perdem e outras só Freud explica. Deixei as chaves cuidadosamente em cima do balcão da cozinha.
Há meia hora atrás recebo uma sacola gigante toda grampeada aqui, na mesa do escritório.
Dentro dela uma parte de cima de biquini, um cereal integral, uma calcinha, dois roupões, uma cartela de Neosaldinha com um comprimido ainda e uma bata. Tinha também um bilhete grampeado na parte de cima do meu biquinhi, super sutil, com letra garrancho: não encontrei a parte de baixo do biquini, tomei o chá verde e se tiver faltando alguma coisa dou um jeito de te entregar depois.
Uma semana sem se falar, sem comunicação, nenhum sinal de fumaça e um pacotão apressado em cima da minha mesa.
Todos da sala olhando pra mim com uma cara de óoooohhhhh e eu querendo comer o roupão de seda que ganhei neste Natal. Aliás, um roupão que eu odeio, pois marca todos os sinais defeituosos que cultivei no meu corpinho!
Por quê meu Deus do céu! Eu não consigo ter uma relação sensata, madura e consistente!
Sofrimento? Nisso nem vamos falar, pois acho que virou um assunto batido.
Agora é ponto final. Cabeceio a bola no último minuto da prorrogação e ela bate na trave.
É hora de encerrar a partida, tirar o time de campo, correr pro vestiário, pendurar as chuteiras, vestir o roupão de seda e ponto final.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
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2 comentários:
Oi!
Estou acompanhando tuas historinhas, tá?! Há pouco tempo descobri o "maravilhoso mundo dos blog's", estou me divertindo!!
E, à propósito, espero que não se incomode mas coloquei o endereço do teu blog lá no meu, assim posso vir rapidinho pra cá! rs...
Te desejo sorte aí, hein! Segura firme a onda, mona!
Bjo.
Daniela.
Valeu neguinha!
Também passeia lá pelo meu espaço quando quiser, ou melhor, quiserem!!
Saudações femininas para as moças!
Bjos.
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