quinta-feira, 11 de novembro de 2010

desconecte

Quantos amigos você tem no facebook? Ainda tem Orkut? E twiter? Msn? Quando chega no trabalho liga tudo? E quantos desses milhões de amigos virtuais você encontra por ano? Quantos deles te ligam no seu aniversário?

Outro dia, conversando com uma amiga do trabalho, lembrávamos de quando eramos crianças. Ficavamos o dia todo na rua, só voltava pra casa quando tava com fome ou tinha se machucado. A roupa vivia cheia de carrapichos, principalmente as meias. Guerrinha de mamona… acho que a molecada hoje nem imagina o que é carrapicho. E era muito bom. Podem me chamar de velha, de saudosista, do que quiser. Mas ainda acho muito mais legal brincar na rua do que jogar vídeo game.

Lembro que todo mundo achava legal assinar nos gessos dos mais ousados que se quebravam e no fundo, todo mundo queria quebrar alguma coisa, só pra ter o gesso todo assinado. No final do ano, a gente assinava camisetas, acho que não fazem mais isso. Agora tem Orkut, facebook, twitter, msn, me deixa um scrap, escreve no meu mural. Gente……. mural é de cortiça, pra colar foto com tachinha…. mas como vai ter foto se ninguém se encontra mais? Eita mundo virtual da peida….

Sou do tempo que a gente passava a manhã ou a tarde toda na escola e quando chegava em casa ainda ligava pra melhor amiga e ficava horas no telefone. No final do mês bronca… conta astronomica.

Quando alguém dava uma festa todos iam. Era um evento, bailinho, hehehehehehe… ok eu sei, to ficando velha e já falando daquele tempo.

Mas e daí? Imagina daqui a 40 anos, alguém falar: nossa quando era adolescente tinha 500 amigos virtuais… nossa!!!! E o que vocês faziam? Nada! A gente postava vídeos, músicas e conversava pela internet… a tá….. que legal hein!!!! Sou mais eu e meu saudosismo.

Por isso foda-se o FaceFuck e toda essa mesmice internética intergaláctica. É legal, claro! É muito legal. Mas é muito, muito melhor dar e receber um abraço. É muito melhor reunir os amigos de verdade, é muito melhor ser real do que virtual. Não quero virar um tamagotchi e ser alimentada por scraps. Não, isso não mata minha fome.

Todo dia perdemos mais de uma hora no trânsito, muito mais tempo que isso, perdemos vendo email, respondendo, conferindo o face motherfucker, seguindo o que e sei lá quem no twitter, contando 140 caracteres…. mas não conseguimos ter uma hora com os amigos reais. Será mesmo tão difícil? Não vale uma forcinha? Oi quero te ver… mas tá foda, to trabalhando pra caramba… que bom, isso é legal, essencial até, mas e daí? E o resto? A gente resolve pela internet?

Desculpa. Não dá. Eu to aqui falando, mas muitas vezes fiz isso. Deixei de encontrar amigos por cansaço, preguiça, desanimo. Mas a ficha caiu e me arrependi dos encontros que perdi. Agora tentarei ir a todos, quero abraçar, rir, quero fumar milhões de cigarros com minhas amoras, beber litros de cerveja, sem noção. Quero óleo Disney na veia, vitamina de abacate com creme rinse, vodega, inventar música com o nome dos outros. Cadê vocês?

Galera vamos desconectar? Será que o cansaço vai sempre vencer? Sei que é difícil, mas não dá pra fazer uma forcinha? Só uma horinha, um abraço de verdade.

To carente do mundo real, to carente de vocês, sou um tamagotchi dos anos 80, preciso ser alimentada com risadas que eu possa ouvir, e não (rs).

Desculpa o dasabafo, desculpa eu ser tão chata, mas gente real é assim. Sem máscaras, sem emoticons pra expressar o que tá sentindo.

Vamos marcar um encontrinho urgente?

Beijos amo vocês!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A gente muda e o mundo muda com a gente

Hoje fiz um jantarzinho bem gostos: frango ao curry com leite de coco, abobrinha com tomate cereja refogados e um arrozinho integral.
Cozinhei para mim, para meu bem e para um amigo dele que veio jogar "play" com ele.
Esquentando a barriga na beira do fogão, com a roupa que passei o dia todo trabalhando, fiquei analisando como as coisas mudam.
Há uns dois anos atrás nunca que eu iria me imaginar cozinhando até às 21h00, feliz da vida. Ainda mais para um amigo do fofo que veio jogar vídeo game. Imagina?
É aí que está a questão: as coisas mudam, as pessoas mudam e a gente começa a sentir prazer onde antes não havia algum.
Foi meu bem e eu nos entendermos que as coisas começaram a fluir. Ele mudou, eu mudei com ele e as pessoas em volta só tendem a ganhar conosco. Daí tudo fica mais fácil, mais gostos, mais prazeroso.
Mais ou menos como agora: eu realmente não curtia músicas em outras línguas que não fossem a potuguesa.
Depois que passei a ampliar meus horizontes, querer conhecer outras coisas, deixei a preguiça de lado e fico no maior rebolado para entender as letras dentro das capacidades de meu inglês guaranil.
Hoje tô aqui, sentada na cama, porque os meninos estão jogando game na sala. Quando dei boa noite aos dois, me agradeceram pelo delicioso jantar, o que me fez subir para o quarto com uma sensação muito gostosa. Dentre tudo isto estou ouvindo uma música linda e antiga do Ray Charles, que ele regravou com a Norah Jones (Here We Go Again) numa versão incrível de boa; algo do tipo "aqui vamos nós outra vez.. ela quebrará meu coração novamente e farei meu papel outra vez".
Éh, a gente muda e o mundo muda com a gente.
Vou dormir feliz!
Ótimos ventos de mudanças para todos neste começo de ano que promete ser maravilhoso.

PREVISÃO DO TEMPO 2010

O ano começa com muito sol e calor
A alegria é o que vai prevalecer durante o dia

As noites prometem ser amenas, com tempo bom
e temperaturas agradáveis

No decorrer do período, podem surgir algumas nuvens
Mas chuvas e tempestades estão descartadas

Em dias nublados leve um abraço ao sair de casa
Uma chuva de beijos pode te pegar no caminho

As marés estarão pra peixe o ano todo
Aproveite pra pescar, surfar, nadar e afogar os problemas

Segundo os metereologistas, nuvens carregadas se dissiparão
antes de alcançar o coração, que deve permanecer quente
nos próximos 365 dias

O céu tende a ficar aberto até a madrugada trazendo um clima temperado com carinho, desejo e diversão

O sol e o calor podem provocar desmaios de felicidade
Hidrate-se com os amigos, a família e uma boa dose de amor

Logo nos primeiros dias do ano, vamos perceber o aumento
de otimismo, propício ao crescimento e a passagem rápida de um tufão que levará as dificuldades pra bem longe

Algumas nuvens aparecerão no céu apenas pra refrescar e uma brisa leve vem esfriar a pele e dar aquela vontade de ficar grudado

A expectativa por dias melhores toma conta da maior parte do país. E o tempo promete colaborar com o crescimento, gerando enxuradas de realizações, conquistas e prosperidade que devem invadir as casas de norte a sul

Especialistas recomendam aproveitar o tempo
Permanecer aberto, levar sempre o sol na cabeça, carregar um guarda chuva de esperança e um leque de alegria para abanar o rosto

Faça chuva ou faça sol o que mais quero neste novo ano é estar com vocês, pra passar o tempo, pra vencer o tempo ou só pra matar o tempo

domingo, 17 de janeiro de 2010

MAGRA

Tô obcecada.

Magra
Lenine
Composição: Lenine/Ivan Santos


Moça
Pernas de pinça
Alta
Corpo de lança
Magra
Olhos de corça
Leve
Toda cortiça
Passa
Como que nua
Calma
Finge que voa
Brasa
Chama na areia
Bela
Como eu queria
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama
Segue
Enquanto suspiro
Toda
Cor de tempero
Cheira
Um cheiro tão raro
Clara
Cura o escuro
Ela
Braços de linha
Dengo
Cheio de manha
Durmo
E peço que venha
Acordo
E sonho que é minha
Magra, leve, calma
Toda ela bela
Tudo nela chama

Relembrar é viver

Domingão, sozinha em casa, cabeça vazia morada do Diabo, internet funcionando lindamente e um pote de Häagen-Dazs de macadâmia (meu favorito) para me dar o prazer que a semana cheia de dieta e academia não me dá (afinal, ser magra e torneada tem preço para quem descobriu uma genética que não é tão legal como pensava).
Bom, tudo isto para dizer que achei alguns textos meus de surtos amorosos que fiz há um bom tempo. S-U-R-T-O-S!!! Me achava a Quintana dos meus tempos alcóolicos.
Queria compartilhar com vocês. Quem quer? Tentem adivinhar os protagonistas.
Quem nao quiser pode parar por aqui.


Tiê

Todas as noites antes de dormir
Minha cabeça é povoada de lembranças
Tão poucas, escassas, tão boas
Que ainda sinto seu cheiro
Seu corpo molhado e salgado
A pimenta ardendo na língua
E a cachaça queimando a garganta
As pernas a se enroscarem
O sorriso bonito estampado no rosto
E a tristeza ao dizer adeus
O porque eu não sei
Só sei que ficou um vazio
Um espaço a ser preenchido
Com sua cuíca e violão
E a sua voz a soprar no meu ouvido
Indo embora como aquele tiê sangue
Que por um momento coloriu o meu olhar

Cair

Quando eu me entregar vou querer teus braços pra me sustentar e tirar de mim aquele vazio que mora aqui.
Cair nos teus braços será meu conforto, meu porto, meu delírio. Não me deixe cair como um copo vazio. Meu casco é fino e pode se quebrar. Quebrado não há concerto e será só o fim de um fim posto em mim.
Estou aqui de peito aberto, coração latente, cheia de desejo. Quando eu me jogar me pega pela cintura, tira minha blusa e encosta tua pele no meu peito.
Não me deixa cair. Me segura firme, nem que seja pelos cabelos. Fala no meu ouvido aquelas besteiras que eu adoro. Coloca na minha cabeça que já não preciso ser mais sozinha. Assim eu me enrosco nos teus pêlos, dobro os meus joelhos e te dou o melhor de mim.

Tempo

Desce esse tempo em cima de mim. Faz crescer as memórias que ainda andam vivas nos cantos dos quartos e das salas por onde ando. Deixa o fantasma da lembrança me assombrar, vindo-me visitar aqueles que não me amaram um dia junto com aqueles que me amaram demais.Faz vazar dos meus olhos as lágrimas temperadas de desassossego que caem sem serem evocadas e bebe de mim o desespero de quem se perde mais uma vez. Da voz só faço ecoar os gritos e lamentos que sempre mal disse com gemidos e sussurros de gozos de noites e madrugadas e tardes de lasciva euforia por aqueles que me tocavam.Que venha esse tempo que faz curar, apagando as idéias lúcidas e fazendo escorrer o ciúme entre os lábios temperados com cachaça. Que tome esse néctar da minha boca que entorpece e embriaga, mas não apaga as idas e vindas que faço em todas as histórias do mundo, todas aquelas que um dia vivi ou ouvi e peguei sem perceber pra mim.Abre esse livro e sem miséria leia todas as linhas. Conta essas anedotas pra quem puder, porque a felicidade existe no que se viveu, mas a tristeza é a certeza de que ninguém sai ileso e se machuca por sempre buscar as respostas no passado, vivendo atrás do presente.Quem sabe assim eu possa me conformar e me sentir mais leve, compartilhando com alguém meu dias solitários.Talvez desta maneira partiremos em busca da verdadeira liberdade.

Chega! Já me diverti o suficiente por hoje!
Agora vou escutar Norah Jones, pois baixei váááárias músicas legais!

terça-feira, 5 de maio de 2009

E o bolinho?

Amoras....a vida continua se mostrando enlouquecida ao meu redor.
Quero dividir.

Quando eu acho que eu to mesmo ficando maluca (e sabem que tem mesmo horas em que eu paro e me pergunto isso seriamente, né? Sim, porque afinal ainda me resta alguma consciência, rsrs.), olho em volta e vejo quão doida é a realidade.
Daí volto a achar que não é possível que eu tenha embasamento suficiente para ter essa visão macro e analítica do universo ao meu redor...e concluo de novo que eu é quem devo estar ficando louca.
Assim eu tenho passado meus últimos dias.

Outra manhã, eu to aqui tomando café com o "meu lôro" e a gente conversando um monte e tal.
Sei lá que diabo de assunto a gente puxou que quando eu vi....gentê.....eu tava com a cara retorcida daquela expressão de desespero falando sobre a minha relação com o meu pai (tipo nada haver) e a frase era assim (bem dramática com a mão no peito) "- Não fui eeeeu que pedi!" Falando do pouco que ele já fez como pai e do mesmo pouco com o qual ele exige retorno nas moedas respeito e obediência.
Tipo vomitando um negócio mega profundo, aproveitando um gancho da conversa, que certamente não tinha nada haver com esse tema. O pobre do lôro se virando como podia, com o cérebro acordando e o café em pleno andamento.
Neste momento eu pensei, "estou fora de controle". Uma enceradeira desgovernada, ligada a milhão sem ninguém para segurar o cabo.

Bom, daí eu prendi um choro daqueles em que a gente finalmente intui qual é o seu grande problema e na minha mente a seguinte frase se formou sozinha: -"To insegura com absolutamente tudo e eu nunca fui assim."
Sempre sambei o que quis de cima dos meus tamancos.
De repente tudo o que eu tenho que decidir me dá um puuuta medo de errar e me paralisa.
Me dei conta que eu to aqui há uma cára e não fiz um monte de coisas que eu gostaria de ter feito. Tipo cursos gratuitos no senai, sesc...sei lá.
Anestesiada pelo furacão.

Um lado de mim pensa que essa pausa é necessária, compõe o processo e vai garantir que tudo saia da melhor forma para mim. Sinto isso com uma força interior inexplicável, ao mesmo tempo que sei que pode ser mero artifício psicológico para eu me confortar e não sofrer os efeitos negativos da tal paralisia.

De tarde fui levar ele no centro. Pacientemente me explicou o caminho de volta, sabendo que entre eu e um jumento andando no centro, é capaz do jumento chegar antes no destino.
Segunda rua e eu já estava perdida. Sabem o que eu fiz? Chorei. (oi? melhor pedir informação?)
Chorei e pensei: "Tá aí. Perdida, burra (que não sabe andar no centro) e desempregada.

Próximo flash: Me pego quase aos gritos no cel com ele dizendo (com aquela mesma dramaticidade de antes) -"Meeeu, to perdida. Não reconheço nenhuma placa...não sei que lado seguir...vim parar na Praça da Sé.... Liberdade ou Braz? Fala rápido!"
Quando me dei conta da enceradeira que era eu (de novo) naquele momento pedi desculpas, admiti que não tinha nada que ligar para ele, que ele não ia poder ajudar muito naquelas condições e boa.
Neste momento outra frase se formou espontaneamente na minha mente: "Preciso de ajuda profissional."

Conversei com a vizinha de quarto, desbafei, verbalizei um monte de coisas, ri de mim mesma muitas vezes e tudo pareceu se acalmar.
Tempos depois a tal vizinha de quarto me pergunta como é que tinha sido aquele meu lance com o lenhador do sul, que ela soube por alto e tal. Contei e claro, temos agora mais uma mulher indignada com o ocorrido.
Na mesma noite eu sonho que o fulano está me ligando e eu sem atender ficava mostrando o visor com o identificador de chamada para ela, "olha! olha!"

Acordei melhor, o trampo do lôro enfim terminou e eu pude ficar juntinho, gostoso, um monte, tudo bem mais normal.
Um dia sem sobressaltos psicóticos.
Fomos jantar juntos, tinha acabado a luz do restaurante a gente ficou a luz de velas...tudo uma delícia.

E então, para terminar, eu deixo vocês com a mensagem que eu li (no meu e-mail) na volta para casa e a frase da nossa acadêmica homenageada que sempre nos lembra que "a vida não é bolinho, não."

Deleitem-se...


"Oi linda, eu disse que não ia mais te escrever mas não aguento, depois do último e-mail que vc me mandou eu achei melhor dar um tempo... faz tempo que eu quero te ver e não da certo
tudo bem que vc não faz questão de me ver mas nós poderiamos conversar um dia desses vc não acha!? O ultimo e-mail que eu te mandei, não era oque eu queria dizer,
eu fiquei triste quando vc escreveu tudo aquilo e acabei escrevendo oque não sentia realmante... A verdade é que eu nunca te esqueci e nunca vou esquecer, oque nós vivemos
não se pode esquecer, nem nessa vida nem em outra, quando eu escrevi que não queria voltar com vc eu menti, se eu pudesse, nem tinha terminado, mas não posso voltar no tempo...
Oque eu quero te dizer é que independente do que aconteça na minha vida, eu vou estar te esperando, hoje ou daqui dez anos, independente do que eu estiver fazendo e com quem
eu estiver, largo tudo e vou te encontrar, vc sempre vai ser a pessoa mais importante da minha vida, não importa oque aconteça...
Antes de começar a viagem que eu fiz para Belém eu fui na minha Tia pra tomar um passe... ela abriu o trabalho só pra mim... o primeiro guia que chegou foi Ogum e antes de eu falar qualquer coisa
ele olhou bem nos meus olhos e perguntou:
-Cade tua menina? achando que ele se referia à minha ex-namorada - eu disse que ela estava em casa - e ele me olha de novo e diz - não essa, a tua menina que vc trouxe aqui faz tempo...
Ai eu disse que fazia tempo que eu não te via, que vc tinha outro namorado... e ele me interrompeu e disse - não adianta vcs ficarem longe, isso só faz mal pra vcs e pra quem está em volta...
vc pensa nela aqui e ela pensa em vc lá...
Vcs têm uma missão juntos aqui nesse mundo e não tem força no universo que vá contra isso... mas vc não veio aqui pra falar disso né?... pra onde que tú tá indo filho? (eu chorei o trabalho inteiro...)
Eu nunca ia botar Ogum no meio da nossa estória se ele não tivesse se manifestado, independente disso linda, eu quero te dizer que eu te amo mais do que tudo no mundo e isso é pra sempre...
e que se um dia vc quiser falar comigo sobre qualquer coisa, eu largo oque eu estiver fazendo e vou te encontrar aonde quer que vc esteja...
A força que eu sentia ao seu lado não vou sentir nunca mais, a não ser do seu lado de novo...
AMO VC, SEMPRE."

domingo, 26 de abril de 2009

Tipo um Tsunami.

A vida da gente dá cada volta, não?
Tava aqui lendo essas doces Amoras e me senti saudosa.
Saudade besta, sem sentido.
Saudade de um tempo. Qualquer um.
Só mesmo por que ele (o tempo) passou.
Uma bobagem de assistir a vida passar e tudo acontecer.
De novo morri de amor. De novo amei esse pé de amoras.
De novo observei o quanto vivemos. No real sentido da palavra.
O quanto já mudamos de posição estando por vezes em cima da onda e por vezes, rodopiando lá de baixo junto com a areia.
Como esse mundo vira e revira tudo a toda hora não? Incrível…

Mais incrível é a nossa suprema capacidade de adaptação.
Mais incrível é o tamanho da nossa força.
Mais incrível é esse desejo que nos move para a felicidade.

Uma hora publicitária, uma hora costureira e artista do ramo da moda, outra hora num bazar e finalmente professora.
Oi?
Uma hora em resgate do príncipe fugido, numa hora na casa da família, outra hora dona de micro-empresa e na hora seguinte vizinha de prédio, dona de casa.
Oi?
Uma hora pronta para casar, outra hora pé na bunda, uma hora emprego ruim, outra hora emprego bom, uma hora no cimento, outra hora na areia e há muitas horas esperando o novo nêgo…
E que tal assim:
Uma hora filhota de mamãe, outra hora de trapos amarrados, uma hora companheira, outra hora borralheira, a toda hora uma guerreira e nesta hora uma esperança.
E eu?
Uma hora publicitária, uma hora de malas prontas, outra hora (mais) um pé na bunda e na última hora sereia do rio.

De novo eu vejo esta ferramenta online como um registro precioso de fases da nossa vida em que mil coisas acontecem o tempo todo. Fase que a gente vai lembrar com muito carinho.
Por enquanto, esse é o registro do quanto a gente pode encarar nessa vida. Do quanto a gente é forte juntas. E do quanto as nossas vidas NÃO estão definidas para sempre.


Sabem aquela música “Como uma onda no mar?”
Tipo isso.
Uma onda Tsunami.

PS:
To feliz de ver que nesse momento, depois de tandos rodopios no fundo, estamos todas por cima. Cada uma caminhando ao seu modo, em busca do que lhe é de direito. Estamos todas de pé e seguindo adiante na velocidade adequada para cada uma de nós.

terça-feira, 10 de março de 2009

Amora é pra brilhar

Da série coisas que só acontecem com a gente, nossa estrela amora foi párar na Amazônia. Naqueles meses tudo pareceu de propósito. Os anjos, os céus e os deuses deixaram a humanidade pra lá e decidiram se concentrar no destino daquela menina.

Claro que nada foi por acaso. Talvez por sonhar, por acreditar ou simplesmente por sua gragalhada ser tao alta e contagiante que chegou lá em cima e fez Deus prestar atenção.

Dona Lindinha virou, ficou amiga do macaco, da arara, dos vizinhos e até disse que uma tal cabra era bonitnha. Menos gata, esse ar puro tá de fazendo mal… no começo ela ficou com medo, não tinha assim 100% do apoio que precisava, mas nós fizemos nossa parte. Lógico… largar o que alguns chamam de tudo e ir para Alenquer viver com o cara que você adora e que ama você? Peraí… vamos pensar 2 segundos…. SIM VAI…. Lógico que vai!

Ai que saudade… faz falta demais. Mas como é bom receber seus emails, suas fotos, seu sorriso. Como é gostoso saber que logo a gente vai te abraçar e recarregar as baterias com aquela gargalhada que despertou o amor dos deuses.

Vamos falar, falar, falar, falar, até perder o ar. Ouvir sobre os bichos, rir dos causos e oferecer o que temos de melhor. Essas amoras são fogo… pode acontecer qualquer coisa, podemos estar longe ou grudadas é um círculo inviolável. A energia fica ali girando em nós mesmas.

Agora ela veio dizer que o i-na-cre-di-tá-vel aconteceu. O apoio que faltava chegou por telefone… num papo repentino que a fez se sentir a pessoa mais feliz do mundo.

EHHHHHH! Que máximo! Comemoramos daqui e ao mesmo tempo falamos é… ela vai ficar mesmo… uma pontinha de tristeza só porque é longe, só porque sentimos muito a sua falta. Mas sabemos que estrela tá cada dia num lugar e mesmo assim, toda vez que olhamos pro céu ela tá ali, bem pertinho da gente.

É mais ou menos assim… aqui dentro de cada amora vc sempre vai ficar… todo email a gente comenta juntas, ai que saudade, ela tá tão bem, tão feliz… que coisa boa sentir isso e melhor é o orgulho de ver essa estrela brilhando, distribuindo sua risada, sendo feliz como merece, construindo sonhos, descobrindo que galinha voa, que macaco ri e que Amoras são pra sempre, esteja onde estiver…

sexta-feira, 6 de março de 2009

Tanta coisa pra juntar
Cacos que não dão pra colar
Restos de todo sentimentou que se foi
A manhã se fez feia
Cinza, nublada
Com a cidade eu choro
E todo meu peito dói
Uma dor constante, que não passa
E não tem remédio, não tem jeito
Hoje sou somente mais uma paulistana solitária

O plano era dar certo

Lembro no reveillon, nós naquele lugar encantado, tempo agradável. Na virada, à meia noite, você parafraseou algum autor famoso, do qual não me lembrarei nunca: "que a gente possa fugir de tudo, menos de nós mesmo".
Depois de tudo o que passamos ainda existia um amor difícil de explicar. Você admirava minha força, minha personalidade, meus desafios; eu admirava seu talento, seu bom humor, o jeito que fazia para nos entendermos. Naquele momento, pela primeira vez, apagamos a luz para todos os nossos problemas, desavenças, brigas e agressões. Éramos então nós dois, no meio de estranhos, com o plano futuro de fazer dar certo, mais uma vez.
Pouco tempo depois vimos o restante da flor aberta murchar, e alguma coisa importante se quebrou naquele momento. Pela primeira vez eu o olhei como um passado distante, o erro em que, durante três anos, trabalhei para não acontecer.
Hoje sei que passou e parte disto foi lindo, mas não quero mais nada, nenhuma reprise, nada de nós dois; renego até as lembranças que teimam em aparecer durante a hora mais escura da noite.
O plano era dar certo, só que a única coisa que conseguimos fazer direito é fugir de nós mesmo, causando muita dor.

Todo dia ela faz tudo sempre igual

Assobio… don't worry be happy… 7:30

Ai… já, que saco….

Levanta, poe água na chaleira, café, pão com o que tiver… sala, sofá, ana maria…. Puta coisa estúpida, vou assinar tv a cabo.

Lava a louça, toma banho, que roupa vou por… espelho, não, espelho, não, ai… tô atrasada de novo.. vai assim mesmo.

Celular, cigarro, bolsa, elevador, desce. Bom dia Seu Zé… carro.. nossa que calor…. Som… cigarro… trânsito…

Bom dia galera. E ai, tem job? Ah, tá. Deixa ver, iiiiiii coisa chata. Quem é o atendimento… vixi… já vi tudo. Beleza, vamô faze.

Rafa, dá uma olhada no texto por favor. Ah tá, eu altero. Bob, joguei o texto ai no seu desktop, qualquer coisa me chama.

Internet, uol, blogs, piauí, rolling stone, quiroga, msn, ccsp… o tempo não passa. iTtunes…

Meio dia. Carro, túnel, cachorros, oi mãe… blá, blá, blá, blá….. soneca…

13:40. Droga já tá na hora. Tchau mãe, até amanhã.

Derretendo, trânsito. Oi gente. E aí? Algo novo? Beleza… alteração…

Internet, uol, blogs, piauí, rolling stone… Não Renan, me solta… quiroga, msn, ccsp, etc… o tempo não passa. iTtunes… vou fumar. Alguém quer ir?

Blá, blá, blá, blá…… o tempo não passa…. iTtunes

18:30. Rafa vou nessa, beleza? Precisa de ajuda?

Não Lis, pode ir… alguém quer carona? Pra Vila, vamo ai….

Blá, blá, blá…..

Túnel, marginal, trânsito. Tchau, até amanhã…

Estacionamento, oi meninos, boa noite.

Elevador, casa….

Tira o sapato, liga o som… banho…

O que vou comer? Salada… tô sem fome… vinho, livro, cigarro, janela, internet, água, filme…

3 da manhã… caralho.. vou acordar atrasada de novo.

Vou dormir, boa noite.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Esperando

To esperando o dia, esperando a noite chegar, esperando o fim de semana, esperando as férias, esperando você chegar, esperando pra ver no que vai dar. Esperando a rotina passar, esperando o sol, o vento, o mar. Esperando o silêncio quebrar. Esperando o cabelo crescer, o prazer voltar. Esperando um cotidiano que não sei como será. Esperando sair, esperando dormir, esperando acordar. Esperando os olhos parar de arder, esperando o choro guardado, o silêncio falado. Esperando ouvir, esperando ganhar, esperando um milagre na esperança de mudar.

Fôlego

Quero correr, não tenho fôlego
Vinhos baratos, amores roubados, desejos falidos
Não tenho fôlego

Um cigarro aceso no outro
Abre a cortina de fumaça
Assopra meu ouvido com palavras doces
Me diz o que quer, senão, perco o fôlego

Cansada de procurar, pede a conta vamos pra outro lugar
Espera, preciso respirar me falta ar
Me faz boca a boca me tira pra dançar

Ao invés de correr vou caminhar
Pra qualquer lugar longe daqui
Sumir de mim mesma
Respirar

online

Esse virtual tá me tirando do sério. Fico esperando você entrar numa janela, chamo escrever de falar. Nick, name, status, appear offline, reloginho pra almoçar, tracinho tá ocupado. Nova nomenclatura.. mas a saudade é o que mais se fala. Que loucura é essa? Gosto mesmo de vc? Vc gosta mesmo de mim? Ou é só distância.. efeito contrário que provoca a saudade do estar.

Sou das antigas, quero pegar, cheirar, abraçar.... esse negócio de internet não vale. Não tem graça, nem dá pra tocar! E o olhar? Como queria ver, mesmo que fosse de longe. Conversar cara a cara, ver você dançar, andar de mãos dadas, brincar de namorar. Liberdade é um troço esquisito, quanto mais solto, mais quero pregar. Fico olhando seu nome na janela, já são 11 horas, ainda apagado. Hoje já era... não tem mais bem me quer.

Espero amanhã... só faço esperar

Coisa chata esse negócio. Daqui a pouco ao invés de eletrocardiograma vão instalar um chip na gente e na testa vai aparecer on e offline. Pelo menos vai ser fácil saber quem é vivo, quem é morto, quem tá mais pra lá do que pra cá. O msn caiu... peraí vou pegar. E os bonequinhos? Emotions... agora tenho que escolher uma figura pra você saber o que sinto. Vê se pode! O que mais vão inventar pra aumentar a distância?

Esse negócio é mesmo esquisito, um embuste. Você pode aprontar o que quiser daí, eu faço o que quiser daqui.. e dai? Só vamos saber o que um ao outro falar aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa vou pirar... quero pele, calor, cheiro, voz, real.

Nada aqui é de verdade. Mundo virtual... ai, coisa mais besta. Posso falar com o outro lado do mundo em segundos. Preferia esperar dias, mas ter certeza de que você vai chegar, ao vivo, a cores.

Neguinha? Quando vou te ouvir me chamar? Um mês, dois, três... quanto mais vou ter que esperar pra saber se isso é real? Se você já sabe, por favor me fala, me escreve na janelinha do nosso caso. Assim, a qualquer instante posso te bloquear... na pior das hipóteses até deletar... pelo menos assim você não vai me ver chorar.

Neguinho? Onde você tá? Safado, aposto que tá aprontando... mas não importa, santa não sou... isso é real e mesmo assim faço meu mantra diário: conecta, conecta, conecta. Será que alguém de verdade vai me fazer te esquecer? Talvez sim, talvez. A vida ainda não dá pra programar.

O que sei é que você faz falta e o que eu mais queria agora era poder te abraçar.

Aluguel

Você disse que seu coração é um condomínio e que eu to morando lá
Quantos moram em cada andar?
Qual é o aluguel?

Em que patamar estou?
Tenho vista privilegiada?
Primeiro ou último andar?

Que condomínio é esse onde vc me pos pra morar?
Não li o contrato, se eu fizer festa? Vai me expulsar?
Multar, xingar?

Chame a policia, eu fui seqüestrada
Roubaram meu juízo
Levaram minha razão

Meu bem mais precioso está perdido
Esse é meu coração
Que ainda não sabe onde vai morar

FERIR AS AMORAS É PECADO MORTAL

Ontem caiu o queixo, ouvi, duvidei, te abracei. Não sabia o que dizer, ainda não sei… Distraídas falamos de assuntos mais leves, trabalho, futuro, sonhos, desejos, o que será de nós?

Agora há pouco caiu a ficha. Talvez por eu ser meio lenta, talvez por não acreditar em tamanho absurdo. Sei que veio uma vontade de chorar que não segurei… perguntei: Quem ele pensa que é? Como pode? Machucou uma e feriu meia dúzia de amoras. E isso, é pecado mortal. Será julgado, condenado, arrasado. E nós não faremos isso. Ele mesmo fará.

Toda vez que olhar pra sua casa vazia, pra sua porta rasgada, pro seu espelho quebrado. Tome um porre meu amigo, vá se encontrar. Esmurre a sua cara, se encha de tapa até perceber a burrada que fez. No fim, mais machucado está você.

Não se preocupe! Nossa Lua tem pra onde ir. Amigos? Sim ela tem muitos. Beleza? Imensa, indiscutível, inabalável. Alegria? Sua risada está ainda mais alta. Força? Tem demais e se faltar a gente tá aqui.

Mais uma vez descobri que Amoras são reais. Estamos sujeitas a tudo, a merce da vida e nada assusta. Haja o que houver, a hora que for, estejamos todas juntas ou distantes. Nada mete medo. Nossa união é muito maior, é muito mais forte, muito mais bonita. Percebi que temos uma fortaleza, construída meio por acaso, mas agora intransponível.

Por isso pode vir. Venha a vida que a gente encara. Sozinha aqui, nenhuma nunca está. O inimaginável aconteceu. E daí? No melhor estilo amora, encontrinho urgente, porre coletivo e um FODA-SE GIGANTE. Shit happens…

Virar a página. Encerrar essa história e começar muitas outras. Mais alegres, mais divertidas, mais reais, mais, mais, mais, mais, mais…. Pode vir que a gente segura a bronca. Essa Lua sempre foi muito pra você meu bem e agora eu quero ver…

Quero ver se você tem atitude e se vai encarar… Quero ver se você tem atitude pra encarar a sua dor. Porque a nossa dor, já não é tão grande. E sabe porque? Porque ela não sente sozinha, cada amora pegou um pouquinho e dividiu. Tudo pra nossa Lua voltar a BRILHAR.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A criação da Xoxota

Hoje recebi do meu amado um poema da criação nossa amada "perseguida" e não achei nada melhor do que compartilhar esse momento mágico com vocês:

A CRIAÇÃO DA XOXOTA


Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro.
Com faca afiada deu talho certeiro
Um bom marceneiro, com dedicação.
Fez furo no centro com malho e formão
Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno.
Forrou com veludo o lado interno
Um bom caçador, chegando na hora.
Forrou com raposa, a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador.
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: 'É só pra xixi!'.
Por fim o marujo, zarolho e perneta.
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a... Buceta!

Mario Quintana

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Você está satisfeito com sua vida sexual?

Isso mais parece pergunta de propaganda de viagra, né? Mas não é!
Esse foi o tema do meu almoço, já que esqueci o casaco em casa e fui buscá-lo pra aguentar durante o resto do dia, a baixa temperatura da cidade.
Num desses jornais da Globo da hora do almoço, uma matéria mostrava que 80% dos brasileiros está satisfeito com a qualidade do sexo.
O mais engraçado é que eu estava com o digníssimo no sofá e as risadas foram incontroláveis... de ambas as partes...
Ontem à noite, antes de dormir, digamos que rolou aquela vucu- vucu...
Meio que perdemos o sono e começamos a falar as maiores asneiras sobre o sexo, claro!
_ Sabe que você devia se dar por satisfeito, né?

- Por que?

- Porque conversando com algumas amigas descobri que elas não fazem o sexo oral até o fim do ato.

- (risadas) Por que?

- Porque vocês são foda e, após o gozo, vocês são completamente inúteis...

- (risadas) Nada! É só esperar alguns minutinhos...

- Pra que vocês levantem o pinto à gritos e "termine" o que foi feito pra mulher ficar quieta?

- Não, não é assim...

- É isso... "Meu bem, aguenta uma horinha aí pra que me recompor".

- Eu nunca disse isso...

- Nem precisa dizer, sei ler os sinais.

- Olha o que você anda dizendo pras suas amigas, hein?

- Cuidado com o que você faz porque nesse caso posso ser muito vingativa.

- (risadas) Ah t[á! Falou!

- Falou nada... Acho melhor você começar a dar graças a Deus... ainda mais porque fui zuada nessa conversa...

- Por que?

- Porque eu sou a única que vai até o final e fica engolindo porra - arrotando filho dos outros!

- (gargalhadas) Cala a boca! Sua negole porra!

- Cala a bocaseu brocha! Olha isso aí... imprestável...

- Imprestável? Quer ver uma coisa?

- (risadas) Eu quero...

- Vira pro lado e dorme, que amanhã a gente levanta cedo...

Voltando para o almoço de hoje, em resposta à pergunta da matéria jornalística, sua resposta foi:

- Claro, minha namorada chupa até o final...

Sem muito a pensar, como uma epifania, pensei: papo de blog.

E cá estou!!!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

A vida fica chata quando se cresce

Vocês se lembram das nossas preocupações quando éramos criança?
As minhas era esperar quase sem dormir a viagem de feriado com meus pais; tinha a ansiedade da chegada das férias e da volta as aulas, principalmente pra poder estrear minha lancheira da Hello Kity!
Lembram como as coisas nos surpreendiam? Quando eu ia ao Parque do Ibirapuera era tudo tão enorme! Eu não largava por nada a mão do meu pai com medo de mer perder e nunca mais encontrar a saída e o caminho de volta pra casa.
O dinheiro valia, e qualquer R$ 1,00 de gorgejata valia, por ter cuidado do carro do seu tio enquanto ele entrava na padaria pra comprar mais cerveja. Fazia tantos planos com esse dinheiro... um montão de bala, um montão de chiclete.
Hoje eu vejo que as coisas perderam esse valor todo, a surpresa, as emoções. Olho da janela do escritório em que estou e vejo um monte de prédios me cercado, com seus vidros espelhados, sua imponência, me asfixiando, enquanto eu, simples mortal, perco meus dias trancafiada aqui dentro, sendo neutralizada por esse brilho que não é mais novidade.
Por este motivo que ainda mantenho um certo ânimo, uma certa euforia sobre pequenos momentos e detalhes. Criança feliz, moleca, infantil. Que seja! Quero sentir mais o frio na barriga de segurar a mão pela primeira vez ou de simplesmente sentar no cinema e assistir um filme que me faça rir sem parar, sem a intenção de me fazer pensar e me mostrar cool ou cult!
Quero me emocionar mais, e desejo do fundo do meu coração que a gente não caia nessa neura que estou agora: "oh vidinha de merda!".
Eu sei que o dia ainda serám longo, apesar de estar no meio da tarde de quinta, mas amanhã é sexta e quero chegar em casa e comer um balde de pipoca assistindo um enlatado qualquer...
A vida é assim! Nós somos bobos, sempre decepcionados... mas aprendendo a viver com o que temos nas mãos.

(Caso exista algum erro de português, digitação ou concordância, quero que me desculpem, pois não vou revisar merda nenhuma... quero simplesmente esvaziar a cachola, só isso...)

Por hoje, só uma questão.

Há quanto tempo ninguém passa por aqui, não?
Tenho sentido falta de novos desabafos e reflexões.
Passo por aqui de vez em quando atrás de novas leituras e faz tempo que não encontro nada.

Sei que conflitos não nos faltam.
O que deve estar faltando é tempo ou entusiasmo para sentar a bunda e escrever.
Normal.
Nada de cobranças.

Este é um espaço de liberdade!
Viva a liberdade!

Por hoje, só uma questão anda em voga na minha mente e eu sinto a necessidade de dividir:

- É melhor permitir e sempre saber. Ou reprimir e fazerem escondido de você?


Ando nesse dilema.
Não tenho coragem nem de assumir a mim mesma do que se trata, por isso não vai dar para confessar essa parte para vcs.

Melhor agir como uma mulher moderna e livre de bobos dogmas, aceitando tudo que parece esquisito aos olhos alheios?

Nada de concreto para caracterizar um problema, só mesmo uma sensação esquisita de permissividade talvez excessiva. Just feelings.

Prefiro mesmo é ter o controle na mão e estar sempre informada de tudo.

Por outro lado, se a permissão me incomodar não acho que a solução seja reprimir. Isso só geraria obscuridade e segredos indesejados.

AI QUE SACO!!
Não sei como lidar com este novo questionamento.

De escrever já me sinto melhor. Confortada para aguardar o tempo passar. Afinal esse é o melhor método de solucionar dilemas que muitas vezes mais parecem enigmas daquelas esfinges do Egito.

Amo esse espaço de Liberdade!