quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Mais um romance sem remédio

Como deve estar acontecendo neste exato momento com milhões de pessoas pelo mundo, um romance sem remédio remediado está. Chega de paranóia, de esperar o fim de semana, de pular quando o telefone toca e o melhor, de se conter na balada. Afinal, tem que ter o lado bom.

O fim é um saco. Começa com o processo de tomar a decisão, a 1ª fase da fossa. Você ainda não terminou, mas já começa a chorar, a lembrar de um milhão de coisas legais e principalmente, começa a perceber o quanto aquele infeliz é burro.

Ai você tem que conversar com a pessoa e falar sobre sua decisão. Você está ótima, super segura, linda, no salto alto, maravilhosa. É só ver o infeliz e pronto. Você pensa: fudeu…. Não vou conseguir. Conselho? Lembre que ele é burro e fez um monte de merda que você muito fofa deixou pra lá. Essa é 2ª fase. Você vai lá, fala com o ser e ele pergunta porque? Porque? Como assim porque? Será que ele realmente acha que fez tudo certo? Deixa pra lá, isso não é mais problema seu. Bom, a 2ª fase acaba com mais choradeira. Essa normalmente é dividida com uma amiga e muitas xícaras de café. Vai por mim, não tome um porre, senão você vai cair na maldição do celular e ligar pra ele as 4 da manhã dizendo que não quer mais terminar.

Pronto, assinou o atestado de louca mais uma vez.

A 3ª fase é mais tranqüila. É hora de divulgar a informação, amigos, família e se possível outdoors na Av. Paulista. Isso é muito importante. Quando você conta pras pessoas vira quase obrigação não voltar atrás. E isso é ótimo.

Ainda dá vontade de chorar, mas passa logo. Chore um pouquinho e depois lembre porque você tomou a fatídica decisão.

Aí vem a 4ª e última fase. Delicia. O pior da fossa passou, você começa a se olhar mais, se arrumar mais, mil planos, baladas com todas as amigas, topa tudo por diversão. Agora ficou bom. Você lembra com saudade daquele cara, que já fez parte de sua vida. Coloque–o no passado. Esse é o lugar dele.

Como disse uma amiga linda, que também já passou por uma dessas: “Que saco se só existisse uma pessoa pra cada um. Imagina? Se a minha metade for Esquimó? Aborígene Australiano? Ou pior, e se ele for Nova-iorquino? Como vou encontrar esse cara? Não dá. O negócio é testar nega.

Saca saldão? Você vai lá acha uma panela linda, nesse caso a panela somos nós mesmas. Então você sai por aí, testa uma tampa de vidro, outra de inox, de barro, com respiro, de porcelana, mil possibilidades. Um milhão de tampas.

O Rei Roberto Carlos quer ter um milhão de amigos. Eu não. Quero minhas amigas lindas, amoras no pé que se Deus quiser nunca vão amadurecer totalmente e quero também um milhão de tampas para experimentar.

Ui. Fase 5ª. Você começa a se achar a mulher mais bela e poderosa do mundo. E na verdade é mesmo. Olha pro lado, pra cima, pra baixo. Conquiste o porteiro, o padeiro, o carinha no trânsito, todos e escolha a dedo quem vai comer. Se joga e na boa, vê se aprende a não enfeitar os homens.

3 comentários:

Anônimo disse...

é isso aí! muito bom! assino em baixo! se joga! só me segura pra eu não cair de cabeça... ahahaha

Anônimo disse...

Ai, que coisa doída é esse tal de amor, não?
Tá certo que o último é sempre o mais intenso e cabe a nós acreditar que vai passar. Sempre passa! A lucidez do texto aquilido é de se admirar. Retrato de uma menina-mulher que aprendeu rápido as regras do jogo. Mais que decidir, manter a decisão e comunicá-la ao mundo. O importante é se reerguer depois. É realmente se cuidar, se arruamr e conquista o peão da obra do lado. Somos lindas, somos interessantes, somos ótima companhia, somos divertidas, animadas e algumas até cantam e dançam por aí a fora. Então é isso aí. Deixar que a gente realce as qualidades que os babacas do passado não souberam enxergar. Disse tudo: BURROS!

Anônimo disse...

Burros, cegos e surdos!
O que vale mesmo é que somos DEMAIS pra qualquer um deles...