Como deve estar acontecendo neste exato momento com milhões de pessoas pelo mundo, um romance sem remédio remediado está. Chega de paranóia, de esperar o fim de semana, de pular quando o telefone toca e o melhor, de se conter na balada. Afinal, tem que ter o lado bom.
O fim é um saco. Começa com o processo de tomar a decisão, a 1ª fase da fossa. Você ainda não terminou, mas já começa a chorar, a lembrar de um milhão de coisas legais e principalmente, começa a perceber o quanto aquele infeliz é burro.
Ai você tem que conversar com a pessoa e falar sobre sua decisão. Você está ótima, super segura, linda, no salto alto, maravilhosa. É só ver o infeliz e pronto. Você pensa: fudeu…. Não vou conseguir. Conselho? Lembre que ele é burro e fez um monte de merda que você muito fofa deixou pra lá. Essa é 2ª fase. Você vai lá, fala com o ser e ele pergunta porque? Porque? Como assim porque? Será que ele realmente acha que fez tudo certo? Deixa pra lá, isso não é mais problema seu. Bom, a 2ª fase acaba com mais choradeira. Essa normalmente é dividida com uma amiga e muitas xícaras de café. Vai por mim, não tome um porre, senão você vai cair na maldição do celular e ligar pra ele as 4 da manhã dizendo que não quer mais terminar.
Pronto, assinou o atestado de louca mais uma vez.
A 3ª fase é mais tranqüila. É hora de divulgar a informação, amigos, família e se possível outdoors na Av. Paulista. Isso é muito importante. Quando você conta pras pessoas vira quase obrigação não voltar atrás. E isso é ótimo.
Ainda dá vontade de chorar, mas passa logo. Chore um pouquinho e depois lembre porque você tomou a fatídica decisão.
Aí vem a 4ª e última fase. Delicia. O pior da fossa passou, você começa a se olhar mais, se arrumar mais, mil planos, baladas com todas as amigas, topa tudo por diversão. Agora ficou bom. Você lembra com saudade daquele cara, que já fez parte de sua vida. Coloque–o no passado. Esse é o lugar dele.
Como disse uma amiga linda, que também já passou por uma dessas: “Que saco se só existisse uma pessoa pra cada um. Imagina? Se a minha metade for Esquimó? Aborígene Australiano? Ou pior, e se ele for Nova-iorquino? Como vou encontrar esse cara? Não dá. O negócio é testar nega.
Saca saldão? Você vai lá acha uma panela linda, nesse caso a panela somos nós mesmas. Então você sai por aí, testa uma tampa de vidro, outra de inox, de barro, com respiro, de porcelana, mil possibilidades. Um milhão de tampas.
O Rei Roberto Carlos quer ter um milhão de amigos. Eu não. Quero minhas amigas lindas, amoras no pé que se Deus quiser nunca vão amadurecer totalmente e quero também um milhão de tampas para experimentar.
Ui. Fase 5ª. Você começa a se achar a mulher mais bela e poderosa do mundo. E na verdade é mesmo. Olha pro lado, pra cima, pra baixo. Conquiste o porteiro, o padeiro, o carinha no trânsito, todos e escolha a dedo quem vai comer. Se joga e na boa, vê se aprende a não enfeitar os homens.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Fazer tudo errado. Fazer tudo outra vez.

(Pra ler ouvindo "Esotérico" do Gil)
Sabe a sensação de começar, seguir e terminar as coisas de forma errada pra recomeçar tudo errado outra vez?
Com ¼ de século me bateu a necessidade de uma maturidade que eu acredito ainda não ter.
A gente se faz em mil pedaços pra lançá-los na vida e em diversas situações acabamos deixando de lado esses tecos de nós, soltos ao léu pelos espaços vazios.
O tempo passa rápido, continuo na loucura, sempre de coração partido, muitas vezes frustrada e fazendo tudo errado.
É realmente desesperador querer mudar e não conseguir, persistindo nos mesmos erros!
Socorro!
Ser otimista e intensa dá muita dor de cabeça e a idéia de estar fazendo tudo errado.
Poderia escutar mais minha mãe e me entregar menos, confiar, desconfiando, mas não dá! Não esperar nada de mais quando o telefone toca, tomar mais atenção com minha conta bancária e não parar em semáforos de madrugada. Não acreditar que um rapaz pode ser apenas gentil na rua ou não me magoar quando algum filho da puta me fode! Mas a gente sabe que não dá. Não dá!!! Ahhhhhhhhhhhhhhhhh
Eu tento, mas acabo começando tudo errado de novo pelo fervor das emoções!
Quando fico pensando em quais atitudes tomar, como reagir, o que fazer ou falar, vem àquela necessidade de sentir o frio na barriga de ouvir o telefone chamando, de gastar o último cinqüentão do mês tomando uma cerveja com as amigas que ocupam seu tempo como ninguém. Acordar ao lado daquela pessoa e sorrir, mesmo depois de tê-la mandado tomar no cú na noite anterior. Quase se matar pra corrigir a cagada que o filha da puta que me fodeu fez.
Falar mais palavrão; tomar mais banho de chuva; na volta pra casa de madrugada, dar uma enrolada a mais com o carro no quarteirão pra esperar que a música acabe;
comer batata frita com catchup no almoço e jantar sopa; engolir três Engoves entre as dez garrafas de cerveja; dormir tarde e acordar cedo; arrotar; se dar de presente mais meia hora de cama... Essas pequenas coisas que te ferram ao longo da vida, mas que você tem que fazer de novo, só mais uma vez... e outra, e outra....
Aí bate a consciência, a tal idéia de maturidade, a necessidade de fazer sempre melhor pra se sentir melhor e nada!
Na hora do amor então, nem se fala! Sou a pessoa mais errada do mundo. O pior é que to sempre esperando algo a mais que não vem.
Mesmo assim, com tantos erros e essa consciência no momento de começar tudo de novo, sei que senti muito. Cada dor foi doída em mim como cada alegria encheu meu ser profundamente. Posso não ter aprendido muito em como agir, como mudar, mas posso ter a certeza de que cada minuto eu senti, eu vivi. Tudo tocou a minha pele e meu coração.
Mesmo tendo errado muito e continuar errando, sinto que o mais importante é a vontade de sentir, de seguir meus impulsos. E assim já perdi até a vontade de querer acertar desta vez. Talvez ser errada é a forma que eu encontre de ser feliz. Quem sabe eu ache que estou errada pelas regras da sociedade, por ouvir pessoas demais, por acreditar que eu seja tão normal quanto eu acredite ser. Já nem sei mais!
Agora já tenho vontade de pegar no telefone e nesta noite começar tudo errado de novo!
Ah! Que assim seja, se for pra ser, claro!
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Mil Coisas....
Já repararam que tem uma fase na vida da gente que ninguém conta? Todo mundo finge em coro que não existe, que não sabe, que nunca viu ou viveu.
Pensa só a gente nasce bebê, segue para a infância, depois dela a pré-adolescência para que a gente comece experimentar a neurose da adolescência que está por vir.
Logo ela chega para tormento de todos os pais e de repente...Meus parabéns vc agora é um ADULTO.
Fase não menos cheia de conflitos e neuroses e,ainda como agravante, agora estamos falando de assuntos muito mais sérios. Estamos falando da nossa casa, da luz a gente precisa ter, do carro imprescindível morando-se em sp, do supermercado, dos seus planos, da roupa....blá blá blá.
Muito bem, vc encara o desafio e dá as caras ao mundo cruel dos adultos responsáveis. Daí o quê? Se fode, né! Se fode muito e pira completamente com ataques de loucura esporádicos alternados com momentos de lucidez e maturidade plenas.
Um tremendo esforço mental, hormonal e sei lá mais o quê “al”.
Voltando, eu lhe pergunto: E o mundo faz o quê?
Te cobra, claro. Afinal, já és um adulto.
Vc já se formou, já possui um emprego, já tem o seu sustento. Então? Que desculpa tem vc para não se sair bem na tarefa de ser um adulto responsável?
(Um punk nunca deve ter se questionado sobre nada disso, né? Ô gente desprendida....)
É aí que vem a fase que todo mundo ignora. E só posso imaginar que ignorem porque não sou estudiosa do assunto e nem dona de uma genialidade ímpar tal que pudesse me levar a descobrir tal questão sozinha, de dentro da minha própria cabecinha.
Gente, existe o momento em que somos PRÉ-ADULTOS.
Não é ótimo saber disso?
Eu me sinto muito mais tranqüila, sabendo que os meus possíveis erros nesta transição para a fase adulta já sejam previstos.
Porque as bobagens da adolescência já nascem com seu perdão acoplado, pelo simples fato de sermos tolos adolescentes. Que lindo...
Eu to nessa fase. Sou pré-adulta. To quase lá, mas não ainda. Ou porque não é mesmo tempo, ou porque vivo numa realidade diferente, ou porque simplesmente talvez eu não queira.
O fato é que tenho pensado em tantas coisas ultimamente...
Devia mesmo era fazer terapia, mas ainda não quero. Tem um monte de coisas que eu não quero. Não por nada. Só por não querer mesmo. A terapia, não to afim de voltar lá mesmo sabendo que o momento é oportuno.
Tão vendo? Isso é coisa de pré-adulto! Um quê da infância que escapa pra fora de repente.
To muito disposta a criar a minha realidade. Disposta a sair do casulo de lagartinha para dar uma borboleteada por aí. Ir atrás das coisas que me fazem feliz.
Sabe por quê? Porque eu já não sei mais qual peso dar à opinião de outras pessoas. Na verdade queria não dar importância alguma ã elas, mas a gente é criado pra fazer pose.
Assim, se a sua chefe te diz que seu cabelo não lhe cai bem, foda-se essa mulher. Mas e quando for a sua mãe dizendo: Acho que esse emprego não vai te fazer feliz?
São pesos muito diferentes, ta certo?
Mas se a gente pensar bem, o objetivo da gente é buscar o que nos agrada.
Buscar, basicamente, o que nos faz feliz mesmo que momentaneamente.
Então será que a gente não deveria ter total liberdade de julgamento para fazer o que estiver afim ignorando os padrões que alguém te deu um dia?
E daí se quiser morar numa cabana? E daí se perseguir loucamente o sonho de ficar milionária?
E não é do julgamento dos outros que eu estou falando. É do julgamento que esses geram em nós, sobre nós mesmos.
Sou a pessoa que não segue nada do que dizem ou alertam...Oh que horror, como sou feia, feia, feia.
Isso acontece mesmo que não se queira. A cabeça trabalha e a gente pensa em todas essas coisas. (Exceto se vc for um punk, é claro).
Decidi uma coisas e percebi outras sobre mim e sobre a minha vida. Dizem que a gente vive ciclos de 7 anos. Eu tenho 28, estou saindo do meu quarto ciclo nesta vida. Talvez seja por isso que eu esteja me sentindo assim, uma metamorfose (ambulante).
A partir desse ano eu vou priorizar cada vez mais a minha felicidade.
Logo mais arrumo meu teto.
Não moraria, jamais, sozinha e eu preciso ter um cachorro.
Quero dizer mais e melhor o quanto eu amo e admiro algumas pessoas.
Sabe que frase eu gostei de ouvir? “Se joga, Mona!”
Quero arriscar mais, mais, muito mais. O pior que pode acontecer é a gente receber a ajuda pra começar de novo, seja lá o que for.
Quero morar num lugar com árvores e passarinhos, idealmente fora de sp.
Quero colecionar idéias de revistas de decoração para copiar em casa num estúdio de bricolagem, no fundo da garagem.
Quero freqüentar mais os meus amigos mais queridos. Quantas pessoas não freqüentamos porque não dá e nada fica diferente? Isso pra mim representa hoje ao mesmo tempo, a prova de que o amor é inabalável quando verdadeiro, e como a gente se anestesia facilmente. Somos macacos melhorados com a fantástica e fundamental capacidade de adaptação. A gente não se vê e pronto. Vamos tocando.
Porra, a gente se priva de uma fonte infinita de energia, Energia mesmo, no sentido de combustível, daquilo que nos move pra frente.
Bom gente, virada de ano é isso aí.
Muito goró, muita reflexão, muitas definições sobre o futuro e tal.
Quem sabe as águas de março levem esse tubilhão embora.
Quem sabe seja esse o ponto de partida para realizações incríveis.
Quem sabe seja só mais uma pegadinha da fase pré-adulta.
Sendo assim:
“Chega aí 2008!!! Vamos ver no que é que dá! Viva!!”
Pensa só a gente nasce bebê, segue para a infância, depois dela a pré-adolescência para que a gente comece experimentar a neurose da adolescência que está por vir.
Logo ela chega para tormento de todos os pais e de repente...Meus parabéns vc agora é um ADULTO.
Fase não menos cheia de conflitos e neuroses e,ainda como agravante, agora estamos falando de assuntos muito mais sérios. Estamos falando da nossa casa, da luz a gente precisa ter, do carro imprescindível morando-se em sp, do supermercado, dos seus planos, da roupa....blá blá blá.
Muito bem, vc encara o desafio e dá as caras ao mundo cruel dos adultos responsáveis. Daí o quê? Se fode, né! Se fode muito e pira completamente com ataques de loucura esporádicos alternados com momentos de lucidez e maturidade plenas.
Um tremendo esforço mental, hormonal e sei lá mais o quê “al”.
Voltando, eu lhe pergunto: E o mundo faz o quê?
Te cobra, claro. Afinal, já és um adulto.
Vc já se formou, já possui um emprego, já tem o seu sustento. Então? Que desculpa tem vc para não se sair bem na tarefa de ser um adulto responsável?
(Um punk nunca deve ter se questionado sobre nada disso, né? Ô gente desprendida....)
É aí que vem a fase que todo mundo ignora. E só posso imaginar que ignorem porque não sou estudiosa do assunto e nem dona de uma genialidade ímpar tal que pudesse me levar a descobrir tal questão sozinha, de dentro da minha própria cabecinha.
Gente, existe o momento em que somos PRÉ-ADULTOS.
Não é ótimo saber disso?
Eu me sinto muito mais tranqüila, sabendo que os meus possíveis erros nesta transição para a fase adulta já sejam previstos.
Porque as bobagens da adolescência já nascem com seu perdão acoplado, pelo simples fato de sermos tolos adolescentes. Que lindo...
Eu to nessa fase. Sou pré-adulta. To quase lá, mas não ainda. Ou porque não é mesmo tempo, ou porque vivo numa realidade diferente, ou porque simplesmente talvez eu não queira.
O fato é que tenho pensado em tantas coisas ultimamente...
Devia mesmo era fazer terapia, mas ainda não quero. Tem um monte de coisas que eu não quero. Não por nada. Só por não querer mesmo. A terapia, não to afim de voltar lá mesmo sabendo que o momento é oportuno.
Tão vendo? Isso é coisa de pré-adulto! Um quê da infância que escapa pra fora de repente.
To muito disposta a criar a minha realidade. Disposta a sair do casulo de lagartinha para dar uma borboleteada por aí. Ir atrás das coisas que me fazem feliz.
Sabe por quê? Porque eu já não sei mais qual peso dar à opinião de outras pessoas. Na verdade queria não dar importância alguma ã elas, mas a gente é criado pra fazer pose.
Assim, se a sua chefe te diz que seu cabelo não lhe cai bem, foda-se essa mulher. Mas e quando for a sua mãe dizendo: Acho que esse emprego não vai te fazer feliz?
São pesos muito diferentes, ta certo?
Mas se a gente pensar bem, o objetivo da gente é buscar o que nos agrada.
Buscar, basicamente, o que nos faz feliz mesmo que momentaneamente.
Então será que a gente não deveria ter total liberdade de julgamento para fazer o que estiver afim ignorando os padrões que alguém te deu um dia?
E daí se quiser morar numa cabana? E daí se perseguir loucamente o sonho de ficar milionária?
E não é do julgamento dos outros que eu estou falando. É do julgamento que esses geram em nós, sobre nós mesmos.
Sou a pessoa que não segue nada do que dizem ou alertam...Oh que horror, como sou feia, feia, feia.
Isso acontece mesmo que não se queira. A cabeça trabalha e a gente pensa em todas essas coisas. (Exceto se vc for um punk, é claro).
Decidi uma coisas e percebi outras sobre mim e sobre a minha vida. Dizem que a gente vive ciclos de 7 anos. Eu tenho 28, estou saindo do meu quarto ciclo nesta vida. Talvez seja por isso que eu esteja me sentindo assim, uma metamorfose (ambulante).
A partir desse ano eu vou priorizar cada vez mais a minha felicidade.
Logo mais arrumo meu teto.
Não moraria, jamais, sozinha e eu preciso ter um cachorro.
Quero dizer mais e melhor o quanto eu amo e admiro algumas pessoas.
Sabe que frase eu gostei de ouvir? “Se joga, Mona!”
Quero arriscar mais, mais, muito mais. O pior que pode acontecer é a gente receber a ajuda pra começar de novo, seja lá o que for.
Quero morar num lugar com árvores e passarinhos, idealmente fora de sp.
Quero colecionar idéias de revistas de decoração para copiar em casa num estúdio de bricolagem, no fundo da garagem.
Quero freqüentar mais os meus amigos mais queridos. Quantas pessoas não freqüentamos porque não dá e nada fica diferente? Isso pra mim representa hoje ao mesmo tempo, a prova de que o amor é inabalável quando verdadeiro, e como a gente se anestesia facilmente. Somos macacos melhorados com a fantástica e fundamental capacidade de adaptação. A gente não se vê e pronto. Vamos tocando.
Porra, a gente se priva de uma fonte infinita de energia, Energia mesmo, no sentido de combustível, daquilo que nos move pra frente.
Bom gente, virada de ano é isso aí.
Muito goró, muita reflexão, muitas definições sobre o futuro e tal.
Quem sabe as águas de março levem esse tubilhão embora.
Quem sabe seja esse o ponto de partida para realizações incríveis.
Quem sabe seja só mais uma pegadinha da fase pré-adulta.
Sendo assim:
“Chega aí 2008!!! Vamos ver no que é que dá! Viva!!”
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
MAIS UM ANIVERSARIO, E O ANO PASSA... RAPIDO.













Dessa vez o aniversário foi da Criança Feliz, mais conhecida como Luana. E, claro, eu tinha que registrar mais esse fato inusitado e deixar para a posteridade.
Primeiro os pais. Aqueles que, com todo amor e carinho, criam a prole para enfrentar essa vida, que não é nada fácil e depois de feito, quando a criança já completou a maioridade e eles, enfim, acreditam que possam descansar, descobrem que não. Isso mesmo, aquela criança crescida continua debaixo de suas asas e ainda carrega os amigos para compartilhar dessa ma-ra-vi-lho-sa família.
E os amigos, bem, esses são todos selecionadíssimos. Um casal super moderno donos de uma agência de Design, um outro dado à vida artística (isso justifica os "drads" e a cara "zen"), apesar da mulher ser uma publicitária de sucesso (e nada zen a não ser quando está sob efeito de alguma substância não identificada legalmente), um terceiro irmão do casal de Design que mais parece o irmão daquele outro casal onde o homem é mais conhecido pelo codinome de fofucho. Esses dois muito parecidos físicamente e "energeticamente" se assim o me permite, já que, logo de cara, identificaram uma vida passada semelhante onde "andavam pelados encima de uma cavalo" (claro que nenhum dos dois mencionou a opção sexual nesta citada vida passada, enfim, passado é passado, não é mesmo?). Ah, e os casais que estavam sem os pares, uma publicitária redatora de grande prestígio que vive com um jornalista também prestigiado no mercado e aquela que trabalha para a cultura do nosso país, e por isso mesmo conhecedora dos grandes fornecedores do mercado informal e aquele que é o amigo do amigo do amigo, famoso fulano de tal. Como podem ver a "mais fina flor da sociedade paulistana" reunida na Vila dos Remédios.
Não posso esquecer do irmão da aniversariante, esse sim um fenômeno, de deixar pai e mãe orgulhosos de sua cria.
ps. Deixei todas as fotos que me foram encaminhadas, mas..... COMO EU FAÇO PARA COLOCÁ-LAS TODAS RETAS? Aff, a minha vida continua não sendo bolinho.
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
A vida nao e bolinho

Enquanto o sol nasce TODOS OS DIAS, o programa da Ana Maria Braga acontece TODOS OS DIAS, eu continuo enlouquecendo TODOS OS DIAS.
Com essa onda de desemprego, publicitário que não é sindicalizado e não tem um parente em Agência Bacana, não vê nem luz, nem sol e, quiçá, a programação da Globo, pois cortaram a energia por falta de pagamento. Mamãe é que está certa, sempre falou para todos os meus parentes que eu era jornalista, por puro desconhecimento dessa tal profissão MODERNA chamada publicidade e eu, jovem e rebelde, não ouvi seus conselhos e acabei prestando o vestibular errado.
E como todo publicitário desempregado, a única coisa que ele consegue arranjar no mercado ou é freela ou é subemprego. E eu, claro, estou na segunda categoria.
Você chega no novo emprego, na área de marketing, claro, e se depara com um quadro surrealista: primeiro que o seu serviço não tem absolutamente nada a ver com a área dita "de marketing", segundo que todo mundo que te contrata, quando vê no currículo PUBLICITÁRIO, eles acham que você pertenceu a ala dos "criativos", mesmo que durante todo o seu breve período no mercado de agência você atuou em todos os outros departamentos menos, claro, o famigerado departamento de criação. Nesta altura do campeonato, o RH não se sente satisfeito, pois você não sabe CRIAR absolutamente nada (mesmo que eles instalem no seu micro computador - um PC de 3 anos atrás - um tal de Corel Draw que ninguém mais usa, nem os diretores de arte da "antiga") e você, por sua vez, se sente literalmente um "estranho no ninho" pois os seus parcos recursos da massa encefálica não conseguem acompanhar e nem tem mais paciência de esperar pela "maldita" ampulheta que aparece quando o programa - aquele mesmo, o Corel - demora quase duas horas para fazer um comando que no final não dá certo e você precisa esperar mais um ano até o quadro na tela voltar ao estado normal, ou seja, totalmente branco.
Nem vou contar na discriminação, já que empresa discrimina agência (e o inverso não deixa de ser verdadeiro), e todas aquelas pessoas quando sabem que você estudou e pagou por 4 anos uma faculdade de publicidade já te olham torto. E se você decide não mencionar esse item do currículo, eles acabam sabendo do mesmo jeito pois suas roupas, geralmente, não combinam com o departamento: o seu guarda roupa só consegue te mostrar jeans, camiseta e tênis, no máximo uma melissinha, quando há um evento. Salto alto, tailer, blusinha de seda e calça social, NUNCA.
OH, vida! Como é difícil a gente tentar ganhar um dinheirinho de vez em quando , nem posso falar "dinheirinho mensal" pois ninguém quer te registrar, e geralmente, você ouve a frase fatídica: Vamos fazer uma experiência de 3 meses, se depois disso você for bem, ai "damos entrada" na papelada.
E, como vocês já devem saber, essa experiência NUNCA ultrapassa os 90 dias.
A Ideologia do Regime

Gostaria de compartilhar com vocês "da onde" eu tiro tanto material "bacana" para os meus textos "inspiradores":
A IDEOLOGIA DO REGIME
Os mais desavisados devem pensar que nunca houve um tempo tão democrático quanto esse. Em Brasília a esquerda tomou o poder. Na TV impera a diversidade: não há comercial que não misture um branco, um preto, um japonês e um índio no elenco. A onda do politicamente correto deu dignidade ao deficiente. Todo dia surge uma nova ONG para defender os pobres, os bichos e as plantas. A liberdade religiosa é tamanha, que até os fundaentalistas árabes e os evangélicos fluminenses são tolerados.
Enganam-se, tolinhos. Ainda resta no mundo uma classe de oprimidos: nós, os dependentes químicos de comida. Os indivíduos acima do peso são os últimos cidadãos de terceira classe. Os novos párias da sociedade. Se você examinar nossa situação vai ver que não temos bancada no Congresso. Não somos representados nem em comerciais de margarina. As ONGs não nos consideram parte do ecossistema. Somos discriminados até pelos deficientes. E nossa religião, a gula, é vista como um pecado mortal por todas as outras.
Na moda, vale tudo: ser feio, ser esquisito, ser desengonçado. Só não vale aparentar uns quilinhos a mais. As roupas estão cada vez mais amorfas, mas seus ocupantes precisam estar definidíssimos. O design e a arquitetura voltram a valorizar as formas arredondadas - mas em seres humanos elas só são permitidas sob a forma de silicone e bomba. Relevos corporais naturais, ecológicos, acústicos e unplugged, como os nossos, estão terminantemente out.
Se, por um lado, o sistema nos oprime, por outro, não fazemos nada para impor nossos direitos. Nós, os dependentes quimicos de comida, formamos a minoria mais desorganizada que existe. Tanto assim, que não conseguimos sequer que fosse criado um trmo politicamente correto para a categoria. Quando você não quer chamar alguém de, sei lá, companheiro de classe, que palavra você usa? "Gordinho"? Parece eufemismo, mas, na verdade, é um insulto. Experimente dar uma volta pelas outras minorias chamando as pessoas de "ceguinho", 'surdinho" e "veadinho" para ver o que acontece.
Companheiros e companheiras: isso não pode continuar. Se queremos deixr de ser oprimidos pelo regime que está aí, temos que acabar com as divisões internas que fazem com que continuemos até hoje na clandestinidade. Precisamos de visibilidade. Vamos seguir o exemplo dos gays e lésbicas, e sair do armário - e também da dispensa, da geladeira, do freezer e das lojas de conveniência. Vamos demonstrar que a dependência química de comida é, sim, uma causa de esquerda. Pense bem: o presidente Lula é um dos nossos! Vamos fazer grupos de pressão para que as estatais não financiem filmes que contribuam para discriminar os dependentes químicos de comida. Vamos fazer um abaixo-assinado nacional para elevar a alíquota do imposto desse inimigo da sociedade, o Magro-de-Ruim. Vamos promover paradas e passeatas para mostrar à população que não somos uma minoria: todo mundo que precise perder meio quilinho pode aderir à nossa causa. Engrosse nosso coro: Hei!Hei!Hei! Tu é dependente químico de comida que eu sei!
Essa pérola foi escrita pelo Ricardo Freire - por sinal publicitário - que escreveu o livro " O Efeito Sanfona - confissões de um dependente químico de comida.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
MAIS UMA FLOR DESABROCHA







Eu não podia deixar de registrar aqui, neste "pseudo.diário.de.uma.maior.de.trinta" pagando de gatinha em um aniversário super, hiper, mega, blaster lá na Vila Madalena.
Sem falar nas pessoas que mal se conhecem, mas se entrosam rapidinho, embaladas, é claro, por muitas doses de cerveja. Quase me esqueci, que no meio dessa trupe esquisita, um se embriagava total de Coca Light.
E o que é um aniversário, se não, um meio de rever todos os amigos, os conhecidos, e aqueles que você nem reconhece mais pois só se falam por e-mail. E Deus salve a internet, o orkut, o MSN e todas as outras siglas que minha idade não permite mais lembrar, quiçá entender.
Ah, e a hora mais querida: os presentes! Como diz minha amiga ÓTEMO! São os mais bizarros e adoráveis possíveis, inclusive faço um " à parte" para um episódio sem precedentes que aconteceu em um dos meus aniversários: eu ganhei o mesmo presente que as mesmas pessoas haviam me dado no aniversário anterio. É mole? Adorei! Mas como eu ia dizendo, os presentes, estes são os melhores da festa, sempre um sacrifício para quem dá e uma surpresa adorável para quem ganha. Mas não me entendam mal, sacrifício no bom sentido. É simplesmente impagável as idas ao shopping para comprá-los, digo shopping, pois ninguém precisa ficar sabendo qual a origem dos mesmos, um camelô amigo meu que o diga. E se juntarmos a essa ida ao shoppping a companhia de outras amigas em comum que desejam "rachar" o presente. Isso, então, não tem preço, um cartão de crédito amigo meu que o diga.
São idas e vindas intermináveis a procura de algo original, mas que não assuste; moderno, mas que tenha um "quê" de romantismo; fashion mas que seja parecido com um "pretinho básico". Tarefa "hércúlea' (isso é demais, prometo não usar esse termo em demasia). Mas, como somos mulheres, a vida no shopping nos satisfaz, e paramos até para tomar um café, nada mais chic não é mesmo?
Final da história: as amigas sairam do café sem pagar e foram barradas pela mocinha do caixa, que fez uma "carinha fofa" e a frase: senhoras, (já pecou por essa frase) faltou pagar a conta? Nada mais "deprê".
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