Outro dia fui buscar um exame para minha mãe, entrei no hospital e sai rapidinho, em menos de 10 minutos, e esse dia reservava uma daquelas histórias da série, coisas que só acontecem comigo. Pois bem, estava no estacionamento esperando meu carro, quando um homem que aparentava uns 45 anos, meio triste, chegou perto de mim e falou: Minha amiga morreu. Tão novinha… e começou a chorar. Não saiba se eu abraçava aquele desconhecido, se dividia um calmante com ele, ou se saia andando fingindo não me importar.
Acabei fazendo a pergunta mais idiota do mundo: como ela morreu? Que coisa mais estúpida… ele disse que estavam na faculdade, quando ela o chamou e disse que estava passando mal, desmaiou, ele correu com ela para o hospital mais próximo, mas não deu tempo, ela morreu. Foi simples assim, ele me contou isso com uma certa serenidade peculiar aos homens que nunca desabam. Ainda dividiu comigo outra preocupação: como ele iria sozinho avisar a família da amiga? Nessa hora perguntei senão tinha um outro colega da faculdade que pudesse ir com ele, a resposta foi não. A irmã de sua amiga estava no hospital e claro estava nervosa, passando mal. É, esse cara tava num dia péssimo.
Essa conversa foi bem rápida. O tempo de esperar os carros, perguntei se podia ajudá-lo e ele disse que não, me agradeceu pela breve conversa e a única coisa que consegui dizer foi força, mantenha sua fé. Lhe dei um abraço meio sem jeito, entrei no carro e fui embora.
No caminho pensei nos meus irmãos, nos meus país, nas minhas amigas. Acho que morro junto se acontecer alguma coisa com eles.
Como a vida é frágil. Balela, auto-ajuda, é verdade. Um dia a gente acorda, vai pra faculdade, sente um mal estar e pronto… acabou. Como assim, acabou? Como pode? É só isso acabou…. É inacreditável.
Por isso vivamos! Mais uma vez cai no popular, mas quer saber acho que é simples assim. Pra que vou pagar um analista? Entender o que? Porque nos preocupamos tanto com o que os outros pensam? Porque sofremos por alguém que nos faz mal? Porque deixamos chegar ao ponto de alguém conseguir nos fazer mal? Porque se preocupar tanto com o cabelo, o corpo, as unhas?
Claro que não precisamos nos transformar em ogros desleixados. Mas galera… sem exageros. “A vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância.”
Sejamos felizes, bobos, idiotas.
O que vale é tomar banho de chuva, entrar no mar de dia, de noite, de madrugada, andar descalço na grama, tomar sol, sentir cheiro de chuva, de barro, brincar, gritar, bater palmas, dançar, rir, rir, rir. Rir de si mesmo, dos amigos, dos desconhecidos. Mexer com a areia da praia até arrepiar, mexer com a terra, cozinhar pra alguém especial, dançar, dormir abraçado, beijar, dividir as contas, os cigarros, as conquistas. Não ligue tanto pra dinheiro, precisamos dele, mas na última hora tenho certeza que ninguém lamenta ter sido pobre ou rico. Sei lá o que acontece no último instante, mas duvido que alguém deixe de lembrar dos mais próximos, dos mais amados pra lembrar de grana sobrando ou faltando.
Sim, essa é uma análise muito rasa, mas na boa de que adianta filosofia, estudos, falar 10 línguas, ler um milhão de livros. O que você vai lembrar? De páginas e letras ou de sorrisos, abraços, amores e gargalhadas?
Traz uma porção de pastel, cerveja e muitos copos. Depois de brindarmos, traz a conta.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Saudade
Fui dormir com saudade e acordei com fome.
Saudade nada mais é do que a fome da alma, como li dia desses.
A falta de notícia de quem se ama e quer bem.
Saudade é a pontada no peito quando pensamos em quem já não podemos mais ter do nosso lado.
Enquanto a fome, aquele pãozinho nada resolveu a minha vida!
Saudade nada mais é do que a fome da alma, como li dia desses.
A falta de notícia de quem se ama e quer bem.
Saudade é a pontada no peito quando pensamos em quem já não podemos mais ter do nosso lado.
Enquanto a fome, aquele pãozinho nada resolveu a minha vida!
Hoje cedo, eu chorei.
Hoje cedo eu chorei.
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. No melhor estilo tudo-ao-mesmo-tempo-agora.
Menina no meio do seu período mais feminino do mês, tendo passado por uma tpm ímpar. Diferente de todos os ciclos, este teve desequilíbrio hormonal desmedido.
Foram momentos de irritação de vários níveis, sensibilidade a flor da pele, regiões circulares do corpo infladas como bexigas e por fim a cólica.
Isso acho ter sido resultado de uma semana agitada emocionalmente. A coisa do parco dinheiro acumulado, do medo de não ter a segurança para abandonar qualquer coisa que me encha o saco nessa vida de todo dia.
Tem também a idéia do outro ciclo. Um que eu acredito terminar e reiniciar nas nossas vidas a cada 7 anos. Estando a pessoa que vos fala na sua 28ª primavera...coisa de pensar.
Um milhão de conflitos na minha cabeça. E só pode ser esse raio de ciclo se, e me, transformando.
Penso cada dia mais que a vida que eu levo todo santo dia é um tanto diferente daquela que combina mais comigo. Daquela que eu imaginei em que não era triste sair da cama para encarar a lida. Lida que tivesse mais a minha cara. Coisa que me desse mais prazer. Que me proporcionasse os horários mais adequados ao funcionamento do meu relógio biológico. Que me deixasse morar numa cidadezinha mais tranqüila, com som de vento, com tudo mais perto, com o tempo que rende muito mais que esse nosso.
Até sonhei no fds. Uma casa linda com umas 12 camas para abrigar todos os que eu mais amo por quanto tempo fosse desejado. Quarto com capacidade para 4 ou 5 pessoas. Pessoas não...meninas. Nós. Vocês. Meninas com suas fofocas, com suas ironias sobre as mais difíceis questões da alma, meninas com amor e brigadeiro.
Também tinha um cachorro grande com pêlo de labrador. E devia mesmo ser um.
Dava pra ver o bairro sossegado, pouco movimentado e com casa de amigos queridos espalhadas nas esquinas mais próximas.
Hoje de manhã eu chorei.
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a louca infantilidade de negar o término do final de semana. A discreta manifestação de que não queria também sair de perto daquele que me adora. Adora no real significado da palavra, no sentido da raiz adoração.
Mais um conflito para pensar no trânsito enquanto o rádio se prontifica a me informar que o horário de verão que eu tanto curto terminou, e assim me levando a conclusão de que toda essa agonia matinal poderia ter sido minimizada com a grata notícia de mais uma hora disponível para ficar ali. Na cama, no edredom, no abraço, na adoração.
Vejam que descuido da razão... Deixar que lágrimas rolem admitindo que parte desse expurgo está amarrado ao moço, ou à “fotografia” que o moço está neste momento.
O querer viver a vida que não é minha. Arte, não ter que acordar cedo, casa e não apartamento, a melhor amiga em vez de uma família que tanto amamos como queremos distância de vez em quando.
Mais que isso tudo (e que a coragem não me falte para continuar esta escrita), o querer viver aquela companhia, aquela cumplicidade, o jogo de assuntos e piadas das mais infantis e deliciosas, as aulas de violão, os momento só cantando em Trio-se, as receitas na cozinha, a total disponibilidade, enfim a entrega que eu queria tanto e agora a tendo não sei bem como lidar.
Foi!
Finalmente essas palavras saíram da clausura dentro da minha mente e vieram, num ato de desabafo, parar nessa tela que logo quem quiser terá acesso.
Ainda não tomei o passo em direção ao retorno a terapia, mesmo sabendo que tantos conflitos, quando juntos, se tornam razão digna de busca por ajuda.
Preciso de liberdade. Liberdade para tomar minhas próprias decisões. Para buscar o meu mundo ideal. Para criar o meu melhor ambiente. Para deixar de dizer que não devo nada a ninguém e me apropriar efetivamente deste direito. Cortar o cordão umbilical que escoa tanto julgamento e pressão sobre a minha cabeça para loucamente viver feliz e leve como uma borboleta que não mais derramará lágrimas de manhã.
Vi pela janela dois passarinhos na árvore do quintal. Foi ontem e pensei como eram felizes por nem saber se era domingo ou segunda. Por ignorar essa métrica dura para viver com a mesma alegria qualquer um dos dias naquela árvore.
Em mim batia a agonia de saber que ao ver o mesmo casal cheio de penas na árvore em frente, um dia depois, seria o meu momento de fechar a porta do que adoro fazer para embarcar na viagem rumo ao mundinho corporativo que nos consome por mais 5 dias seguidos.
Hoje cedo eu chorei.
As poucas lágrimas que senti ferver antes de caírem dos meus olhos me serviram de alerta. Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a consciência de que é preciso buscar.
É preciso sair da zona de conforto e se movimentar em direção ao sonho.
Serão dois passos: Libertar esta alma gigante e cheia de miragens para em seguida deixar para trás toda essa inércia que me cansa.
Ufa, que segunda-feira....
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. No melhor estilo tudo-ao-mesmo-tempo-agora.
Menina no meio do seu período mais feminino do mês, tendo passado por uma tpm ímpar. Diferente de todos os ciclos, este teve desequilíbrio hormonal desmedido.
Foram momentos de irritação de vários níveis, sensibilidade a flor da pele, regiões circulares do corpo infladas como bexigas e por fim a cólica.
Isso acho ter sido resultado de uma semana agitada emocionalmente. A coisa do parco dinheiro acumulado, do medo de não ter a segurança para abandonar qualquer coisa que me encha o saco nessa vida de todo dia.
Tem também a idéia do outro ciclo. Um que eu acredito terminar e reiniciar nas nossas vidas a cada 7 anos. Estando a pessoa que vos fala na sua 28ª primavera...coisa de pensar.
Um milhão de conflitos na minha cabeça. E só pode ser esse raio de ciclo se, e me, transformando.
Penso cada dia mais que a vida que eu levo todo santo dia é um tanto diferente daquela que combina mais comigo. Daquela que eu imaginei em que não era triste sair da cama para encarar a lida. Lida que tivesse mais a minha cara. Coisa que me desse mais prazer. Que me proporcionasse os horários mais adequados ao funcionamento do meu relógio biológico. Que me deixasse morar numa cidadezinha mais tranqüila, com som de vento, com tudo mais perto, com o tempo que rende muito mais que esse nosso.
Até sonhei no fds. Uma casa linda com umas 12 camas para abrigar todos os que eu mais amo por quanto tempo fosse desejado. Quarto com capacidade para 4 ou 5 pessoas. Pessoas não...meninas. Nós. Vocês. Meninas com suas fofocas, com suas ironias sobre as mais difíceis questões da alma, meninas com amor e brigadeiro.
Também tinha um cachorro grande com pêlo de labrador. E devia mesmo ser um.
Dava pra ver o bairro sossegado, pouco movimentado e com casa de amigos queridos espalhadas nas esquinas mais próximas.
Hoje de manhã eu chorei.
Foram poucas lágrimas, mas senti cada uma ferver antes de cair dos meus olhos.
Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a louca infantilidade de negar o término do final de semana. A discreta manifestação de que não queria também sair de perto daquele que me adora. Adora no real significado da palavra, no sentido da raiz adoração.
Mais um conflito para pensar no trânsito enquanto o rádio se prontifica a me informar que o horário de verão que eu tanto curto terminou, e assim me levando a conclusão de que toda essa agonia matinal poderia ter sido minimizada com a grata notícia de mais uma hora disponível para ficar ali. Na cama, no edredom, no abraço, na adoração.
Vejam que descuido da razão... Deixar que lágrimas rolem admitindo que parte desse expurgo está amarrado ao moço, ou à “fotografia” que o moço está neste momento.
O querer viver a vida que não é minha. Arte, não ter que acordar cedo, casa e não apartamento, a melhor amiga em vez de uma família que tanto amamos como queremos distância de vez em quando.
Mais que isso tudo (e que a coragem não me falte para continuar esta escrita), o querer viver aquela companhia, aquela cumplicidade, o jogo de assuntos e piadas das mais infantis e deliciosas, as aulas de violão, os momento só cantando em Trio-se, as receitas na cozinha, a total disponibilidade, enfim a entrega que eu queria tanto e agora a tendo não sei bem como lidar.
Foi!
Finalmente essas palavras saíram da clausura dentro da minha mente e vieram, num ato de desabafo, parar nessa tela que logo quem quiser terá acesso.
Ainda não tomei o passo em direção ao retorno a terapia, mesmo sabendo que tantos conflitos, quando juntos, se tornam razão digna de busca por ajuda.
Preciso de liberdade. Liberdade para tomar minhas próprias decisões. Para buscar o meu mundo ideal. Para criar o meu melhor ambiente. Para deixar de dizer que não devo nada a ninguém e me apropriar efetivamente deste direito. Cortar o cordão umbilical que escoa tanto julgamento e pressão sobre a minha cabeça para loucamente viver feliz e leve como uma borboleta que não mais derramará lágrimas de manhã.
Vi pela janela dois passarinhos na árvore do quintal. Foi ontem e pensei como eram felizes por nem saber se era domingo ou segunda. Por ignorar essa métrica dura para viver com a mesma alegria qualquer um dos dias naquela árvore.
Em mim batia a agonia de saber que ao ver o mesmo casal cheio de penas na árvore em frente, um dia depois, seria o meu momento de fechar a porta do que adoro fazer para embarcar na viagem rumo ao mundinho corporativo que nos consome por mais 5 dias seguidos.
Hoje cedo eu chorei.
As poucas lágrimas que senti ferver antes de caírem dos meus olhos me serviram de alerta. Uma mistura de muitas coisas. Entre elas a consciência de que é preciso buscar.
É preciso sair da zona de conforto e se movimentar em direção ao sonho.
Serão dois passos: Libertar esta alma gigante e cheia de miragens para em seguida deixar para trás toda essa inércia que me cansa.
Ufa, que segunda-feira....
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ser ou não ser você mesma?
Já fui chamada várias vezes de estranha, louca sob olhares reprovadores e assustados.
Sempre retruquei que era espontaneidade, meu jeito ser, livre de alguns conceitos da sociedade, apesar de sempre ter andado na linha com as pessoas e com a lei.
Então, qual é a idéia do “ser estranho”, em ser eu mesma?
Cheguei à conclusão de que as pessoas realmente se sentem incomodadas com a felicidade alheia, com o poder que alguns de nós temos de encontrar a felicidade em uma gargalhada estridente, ou em um copo quebrado. Sorrir simplesmente em cantar uma música ou se sentir bem andando meio na contramão das coisas.
Derrubei meu copo de cerveja, paciência. Ou to bêbada ou to vesga! E daí? Não posso rir em ser desastrada? Não posso me sentir a vontade com uma roupa diferente ou com o cabelo despenteado? Não posso ser feliz simplesmente da forma que sou? Criança feliz? A gente tem que parar de querer crescer. Crescer é chato!
Uma música nos alegra e a gente tem vontade de cantá-la, seja em um show, seja na padaria. Essa facilidade de enxergar as coisas boas em pequenos momentos do cotidiano, nas nossas desventuras ou durante o domingo à tarde, com um balde de pipoca no colo, é que faz a diferença. Assim encontramos nossos talentos, aptidões, o que nos agrada e o que realmente nos tira do sério.
Sim, eu falo sozinha no banheiro e no carro, mas foi falando sozinha que descobri que eu realmente poderia cantar. E ainda mais, foi cantando em um boteco ou outro, ao lembrar-se de algum momento, que resolvi cantar (vou colocar em prática esse ano, é uma promessa que fiz a mim mesma).
Será isso o que incomoda as pessoas? Não se descobrir nessas horas, e ficar pensando demais nos demais?
Veja Elis Regina, uma louca varrida sim, que levou a vida da forma que achou melhor. Depressiva ou não, boa mãe ou não, o que nos restou dela foi sua obra. Um monstro que não será esquecido tão cedo. O que ela fez de bom pra gente, nós conhecemos, mas do que ela mais tirava proveito? Era o que ela sentia quando estava nos palcos, mostrando tudo o que sabia fazer, de um jeito particularmente seu, tornando-se referência pra todas as cantoras nacionais de hoje. E o legal disso é a gente perceber que ela se divertia.
É isso! A mensagem é essa! Cuida da sua vida e descubra na sua rotina, no seu dia a dia, o que você faz que te diverte, que pode prosperar. A gente se encontra e se desencontra, e é tão confuso. A graça tá aí, porque se fosse muito fácil se achar, seria chato demais, e não riríamos de nós mesmas.
Agora, se você não sabe o que fazer pra se divertir, o que realmente é importante pra ser feliz, sorry! Tá na hora de começar a correr atrás dos seus sonhos!
Fico com Elis na cabeça, no coração e uma vontade enorme de tomar um sorvete nesse dia quente.
P.S.: Fica calma que o mau humor existe, ninguém é de ferro e a vida não é bolinho, mas temos que aprender a separar as coisas.
Sempre retruquei que era espontaneidade, meu jeito ser, livre de alguns conceitos da sociedade, apesar de sempre ter andado na linha com as pessoas e com a lei.
Então, qual é a idéia do “ser estranho”, em ser eu mesma?
Cheguei à conclusão de que as pessoas realmente se sentem incomodadas com a felicidade alheia, com o poder que alguns de nós temos de encontrar a felicidade em uma gargalhada estridente, ou em um copo quebrado. Sorrir simplesmente em cantar uma música ou se sentir bem andando meio na contramão das coisas.
Derrubei meu copo de cerveja, paciência. Ou to bêbada ou to vesga! E daí? Não posso rir em ser desastrada? Não posso me sentir a vontade com uma roupa diferente ou com o cabelo despenteado? Não posso ser feliz simplesmente da forma que sou? Criança feliz? A gente tem que parar de querer crescer. Crescer é chato!
Uma música nos alegra e a gente tem vontade de cantá-la, seja em um show, seja na padaria. Essa facilidade de enxergar as coisas boas em pequenos momentos do cotidiano, nas nossas desventuras ou durante o domingo à tarde, com um balde de pipoca no colo, é que faz a diferença. Assim encontramos nossos talentos, aptidões, o que nos agrada e o que realmente nos tira do sério.
Sim, eu falo sozinha no banheiro e no carro, mas foi falando sozinha que descobri que eu realmente poderia cantar. E ainda mais, foi cantando em um boteco ou outro, ao lembrar-se de algum momento, que resolvi cantar (vou colocar em prática esse ano, é uma promessa que fiz a mim mesma).
Será isso o que incomoda as pessoas? Não se descobrir nessas horas, e ficar pensando demais nos demais?
Veja Elis Regina, uma louca varrida sim, que levou a vida da forma que achou melhor. Depressiva ou não, boa mãe ou não, o que nos restou dela foi sua obra. Um monstro que não será esquecido tão cedo. O que ela fez de bom pra gente, nós conhecemos, mas do que ela mais tirava proveito? Era o que ela sentia quando estava nos palcos, mostrando tudo o que sabia fazer, de um jeito particularmente seu, tornando-se referência pra todas as cantoras nacionais de hoje. E o legal disso é a gente perceber que ela se divertia.
É isso! A mensagem é essa! Cuida da sua vida e descubra na sua rotina, no seu dia a dia, o que você faz que te diverte, que pode prosperar. A gente se encontra e se desencontra, e é tão confuso. A graça tá aí, porque se fosse muito fácil se achar, seria chato demais, e não riríamos de nós mesmas.
Agora, se você não sabe o que fazer pra se divertir, o que realmente é importante pra ser feliz, sorry! Tá na hora de começar a correr atrás dos seus sonhos!
Fico com Elis na cabeça, no coração e uma vontade enorme de tomar um sorvete nesse dia quente.
P.S.: Fica calma que o mau humor existe, ninguém é de ferro e a vida não é bolinho, mas temos que aprender a separar as coisas.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
E eu comprei um carro!
Seguindo o movimento de registro das nossas vidinhas, incluindo as evoluções filosóficas, amadurecimentos afetivos e acontecimentos marcantes que nossas mães teriam orgulho de conhecer....cá estou para tecer mais um rendado de fatos.
A vida não é bolinho para ninguém, o meu dinheiro não dá em árvore, papai é rico mas eu não, e ainda assim: eu comprei um carro.
Se eu to feliz?
Sei lá, viu? Rapei todo dinheiro da minha vida para quitar tudo à vista.
Por conta disso, assinei o contrato de compra e meia hora depois estava aos prantos sem saber bem por quê.
Para mim, pior que andar a pé é ter parcelas para pagar.
Parcela significa que o dinheiro que eu suei para ganhar naquele mês não é exatamente meu. Um dinheiro que não vem com o meu nome, mesmo sendo fruto da minha entrega maluca.
Na verdade o caos dessa cidade me obrigou a trocar de carro. E aproveito para dizer: Não comprem um Gol. Never! A não ser que pretenda ir morar no interior...
Vende rápido, todo mundo quer, inteiro ou em pedaços e é aí que mora o pepino.
Ter um Gol é carregar um pepino para cima e para baixo.
Rapando a poupança, abri mão de uma zona de conforto que só mesmo o dinheiro é capaz de proporcionar. Agora não posso mais mandar o chefe à merda, não posso querer passar 3 meses viajando pelo Nordeste, não posso dar entrada numa casinha no interior mais próximo ou longínquo.
Isso me tirou a fimeza de baixo dos pés e agora me sinto refém do carro novo.
Ainda não chegou e por isso eu não senti ainda a leveza da direção hidáulica, o ventinho fresco do ar-condicionado sacudindo o cabelo, o batidão grave do som novinho e o conforto/ segurança de andar com os vidros fechados.
Assim, tenho só o residual negativo neste momento. É por isso que eu choro.
Hoje de manhã senti vontade de chorar de novo, mas dessa vez foi a idéia de achar a minha vida muito chata que me purgou as lágrimas. Uma sucessão de acontecimentos. Foi sair da caminha gostosa, com direito a cobertor de orelha, ver o café da manhã preparado e não poder curti-lo por falta de tempo, me lançar ao trânsito da volta às aulas, alguns dias para o período menstrual e pronto! Buá...quero chorar.
E agora? E se eu quiser ir embora daqui?
Não posso! Não agora. Tenho uma dívida enorme com a minha poupança que não pode viver oca. Então, silêncio, ombros para trás e vamos à luta.
Tenho hoje aquela sensação de que a vida dá com uma mão e tira com a outra.
Tenho um carro lindinho, completo e não tenho um puto no banco.
Pobre e de carro novo....dá para entender?
Voltando ao cobertor de orelha antes citado, devo aqui prestar minha sincera e pública homenagem à este que com toda paciência do mundo colaborou imensamente para a consumação do ato de compra.
Pessoa calma, informada e paciente....muito paciente.
No calor do cão, em pleno fds, num carro ainda sem ar-condicionado, pulando de loja em loja, perguntando tudo e mais um pouco para ajudar na avaliação do negócio que nem dele era.
Pessoa fofa, encantada, anjinho de luz ...que ainda levou o carro velho para uma tal de vistoria, comprou um tal de estepe que fora roubado e por isso estopim na decisão de troca do automóvel e acordou bem mais cedo para levar a trabalhadora até o local da labuta diária.
Moço fofo, carro novo, um charme irresistível e nem um puto no banco.
Ai, ai....ser RICA tem dessas.
A vida não é bolinho para ninguém, o meu dinheiro não dá em árvore, papai é rico mas eu não, e ainda assim: eu comprei um carro.
Se eu to feliz?
Sei lá, viu? Rapei todo dinheiro da minha vida para quitar tudo à vista.
Por conta disso, assinei o contrato de compra e meia hora depois estava aos prantos sem saber bem por quê.
Para mim, pior que andar a pé é ter parcelas para pagar.
Parcela significa que o dinheiro que eu suei para ganhar naquele mês não é exatamente meu. Um dinheiro que não vem com o meu nome, mesmo sendo fruto da minha entrega maluca.
Na verdade o caos dessa cidade me obrigou a trocar de carro. E aproveito para dizer: Não comprem um Gol. Never! A não ser que pretenda ir morar no interior...
Vende rápido, todo mundo quer, inteiro ou em pedaços e é aí que mora o pepino.
Ter um Gol é carregar um pepino para cima e para baixo.
Rapando a poupança, abri mão de uma zona de conforto que só mesmo o dinheiro é capaz de proporcionar. Agora não posso mais mandar o chefe à merda, não posso querer passar 3 meses viajando pelo Nordeste, não posso dar entrada numa casinha no interior mais próximo ou longínquo.
Isso me tirou a fimeza de baixo dos pés e agora me sinto refém do carro novo.
Ainda não chegou e por isso eu não senti ainda a leveza da direção hidáulica, o ventinho fresco do ar-condicionado sacudindo o cabelo, o batidão grave do som novinho e o conforto/ segurança de andar com os vidros fechados.
Assim, tenho só o residual negativo neste momento. É por isso que eu choro.
Hoje de manhã senti vontade de chorar de novo, mas dessa vez foi a idéia de achar a minha vida muito chata que me purgou as lágrimas. Uma sucessão de acontecimentos. Foi sair da caminha gostosa, com direito a cobertor de orelha, ver o café da manhã preparado e não poder curti-lo por falta de tempo, me lançar ao trânsito da volta às aulas, alguns dias para o período menstrual e pronto! Buá...quero chorar.
E agora? E se eu quiser ir embora daqui?
Não posso! Não agora. Tenho uma dívida enorme com a minha poupança que não pode viver oca. Então, silêncio, ombros para trás e vamos à luta.
Tenho hoje aquela sensação de que a vida dá com uma mão e tira com a outra.
Tenho um carro lindinho, completo e não tenho um puto no banco.
Pobre e de carro novo....dá para entender?
Voltando ao cobertor de orelha antes citado, devo aqui prestar minha sincera e pública homenagem à este que com toda paciência do mundo colaborou imensamente para a consumação do ato de compra.
Pessoa calma, informada e paciente....muito paciente.
No calor do cão, em pleno fds, num carro ainda sem ar-condicionado, pulando de loja em loja, perguntando tudo e mais um pouco para ajudar na avaliação do negócio que nem dele era.
Pessoa fofa, encantada, anjinho de luz ...que ainda levou o carro velho para uma tal de vistoria, comprou um tal de estepe que fora roubado e por isso estopim na decisão de troca do automóvel e acordou bem mais cedo para levar a trabalhadora até o local da labuta diária.
Moço fofo, carro novo, um charme irresistível e nem um puto no banco.
Ai, ai....ser RICA tem dessas.
O que tem de bom no dia?
- Bom dia!
- Não sei o que você viu de bom nele! - respondo com rápida rispidez e cara de cú.
Não, o dia não começou nada bem! Nada bem mesmo, porque além de ser segunda-feira, só consegui dormir às 6h00 da manhã. Sabe quando a cabeça começa a funcionar e você não quer ter o menor esforço mental? Ainda fiz tudo pra que isso não acontecesse: assiti umas duas horas seguidas de Friends, uma hora de Simpsons, na falta de calmante e bolinhas ansiolíticas, tomei dois Dorflex - dizem que faz milagre no quesito apagar peão, cortei as unhas dos pés, chá de camomila. Nada deu certo. Fracassei na arte de dormir muito esta noite.
Às 7h00 quando o celular despertou, eu o arremessei pra longe. Ok, fui acordar mesmo 8h00, meio atrasada.
Um trânsito que as aulas colocam de volta nas ruas, um calor de embaçar a lente dos óculos, motoristas burros e policiais em cada esquina, prontos a dar qualquer canetada, mas tenho certeza que posso ser assaltada em algum semáforo no caminho do trabalho.
É isso! Nem vou continuar porque não quero deprimir ninguém... nem a mim mesma, vendo-me escrever desta forma cinzenta!
- Não sei o que você viu de bom nele! - respondo com rápida rispidez e cara de cú.
Não, o dia não começou nada bem! Nada bem mesmo, porque além de ser segunda-feira, só consegui dormir às 6h00 da manhã. Sabe quando a cabeça começa a funcionar e você não quer ter o menor esforço mental? Ainda fiz tudo pra que isso não acontecesse: assiti umas duas horas seguidas de Friends, uma hora de Simpsons, na falta de calmante e bolinhas ansiolíticas, tomei dois Dorflex - dizem que faz milagre no quesito apagar peão, cortei as unhas dos pés, chá de camomila. Nada deu certo. Fracassei na arte de dormir muito esta noite.
Às 7h00 quando o celular despertou, eu o arremessei pra longe. Ok, fui acordar mesmo 8h00, meio atrasada.
Um trânsito que as aulas colocam de volta nas ruas, um calor de embaçar a lente dos óculos, motoristas burros e policiais em cada esquina, prontos a dar qualquer canetada, mas tenho certeza que posso ser assaltada em algum semáforo no caminho do trabalho.
É isso! Nem vou continuar porque não quero deprimir ninguém... nem a mim mesma, vendo-me escrever desta forma cinzenta!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Os homens da minha vida

Eu não tenho namorado. Namorado pra quê?
O que importa é ter vários homens na sua vida. Quer ver?
Tenho meu pai: pau pra toda obra, colo, carinho e é ótimo em resolver pepinos no carro e em casa.
Meu irmão: quando não posso voltar dirigindo, ele vai me buscar.
Danilo: meu super assistente, master, que aprendeu rapidinho e tira uns jobs da minha frente, fazendo com que eu possa escrever este texto que você lê agora, bem no meio do expediente.
Regis: amigo rico, bonito e burro. Esse serve pra várias coisas, só não dá pra conversar muito.
Bob: o executivo comercial de uma grande rede de comunicação do Brasil, que arranja vários ingressos pra espetáculos legais.
Demian: namorado da amiga que faz um peixe como ninguém nos churrasco.
Vancerlei: o cara do estacionamento que ajuda a carregar pacotes, abre a porta e desentope um o buraco de vasão d aporta do carro.
Danton: frentista que toda vez coloca água no meu carro sem pedir e troca o óleo.
Norton: dono de pousada na Bahia.
Rafa: amigo da amiga que toca violão.
Peão de obra: que levanta a moral.
Brad Pitt: pra povoar meus sonhos.
Namorado pra quê?
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