quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A vida nao e bolinho



Enquanto o sol nasce TODOS OS DIAS, o programa da Ana Maria Braga acontece TODOS OS DIAS, eu continuo enlouquecendo TODOS OS DIAS.

Com essa onda de desemprego, publicitário que não é sindicalizado e não tem um parente em Agência Bacana, não vê nem luz, nem sol e, quiçá, a programação da Globo, pois cortaram a energia por falta de pagamento. Mamãe é que está certa, sempre falou para todos os meus parentes que eu era jornalista, por puro desconhecimento dessa tal profissão MODERNA chamada publicidade e eu, jovem e rebelde, não ouvi seus conselhos e acabei prestando o vestibular errado.

E como todo publicitário desempregado, a única coisa que ele consegue arranjar no mercado ou é freela ou é subemprego. E eu, claro, estou na segunda categoria.

Você chega no novo emprego, na área de marketing, claro, e se depara com um quadro surrealista: primeiro que o seu serviço não tem absolutamente nada a ver com a área dita "de marketing", segundo que todo mundo que te contrata, quando vê no currículo PUBLICITÁRIO, eles acham que você pertenceu a ala dos "criativos", mesmo que durante todo o seu breve período no mercado de agência você atuou em todos os outros departamentos menos, claro, o famigerado departamento de criação. Nesta altura do campeonato, o RH não se sente satisfeito, pois você não sabe CRIAR absolutamente nada (mesmo que eles instalem no seu micro computador - um PC de 3 anos atrás - um tal de Corel Draw que ninguém mais usa, nem os diretores de arte da "antiga") e você, por sua vez, se sente literalmente um "estranho no ninho" pois os seus parcos recursos da massa encefálica não conseguem acompanhar e nem tem mais paciência de esperar pela "maldita" ampulheta que aparece quando o programa - aquele mesmo, o Corel - demora quase duas horas para fazer um comando que no final não dá certo e você precisa esperar mais um ano até o quadro na tela voltar ao estado normal, ou seja, totalmente branco.

Nem vou contar na discriminação, já que empresa discrimina agência (e o inverso não deixa de ser verdadeiro), e todas aquelas pessoas quando sabem que você estudou e pagou por 4 anos uma faculdade de publicidade já te olham torto. E se você decide não mencionar esse item do currículo, eles acabam sabendo do mesmo jeito pois suas roupas, geralmente, não combinam com o departamento: o seu guarda roupa só consegue te mostrar jeans, camiseta e tênis, no máximo uma melissinha, quando há um evento. Salto alto, tailer, blusinha de seda e calça social, NUNCA.

OH, vida! Como é difícil a gente tentar ganhar um dinheirinho de vez em quando , nem posso falar "dinheirinho mensal" pois ninguém quer te registrar, e geralmente, você ouve a frase fatídica: Vamos fazer uma experiência de 3 meses, se depois disso você for bem, ai "damos entrada" na papelada.

E, como vocês já devem saber, essa experiência NUNCA ultrapassa os 90 dias.

A Ideologia do Regime



Gostaria de compartilhar com vocês "da onde" eu tiro tanto material "bacana" para os meus textos "inspiradores":

A IDEOLOGIA DO REGIME

Os mais desavisados devem pensar que nunca houve um tempo tão democrático quanto esse. Em Brasília a esquerda tomou o poder. Na TV impera a diversidade: não há comercial que não misture um branco, um preto, um japonês e um índio no elenco. A onda do politicamente correto deu dignidade ao deficiente. Todo dia surge uma nova ONG para defender os pobres, os bichos e as plantas. A liberdade religiosa é tamanha, que até os fundaentalistas árabes e os evangélicos fluminenses são tolerados.
Enganam-se, tolinhos. Ainda resta no mundo uma classe de oprimidos: nós, os dependentes químicos de comida. Os indivíduos acima do peso são os últimos cidadãos de terceira classe. Os novos párias da sociedade. Se você examinar nossa situação vai ver que não temos bancada no Congresso. Não somos representados nem em comerciais de margarina. As ONGs não nos consideram parte do ecossistema. Somos discriminados até pelos deficientes. E nossa religião, a gula, é vista como um pecado mortal por todas as outras.
Na moda, vale tudo: ser feio, ser esquisito, ser desengonçado. Só não vale aparentar uns quilinhos a mais. As roupas estão cada vez mais amorfas, mas seus ocupantes precisam estar definidíssimos. O design e a arquitetura voltram a valorizar as formas arredondadas - mas em seres humanos elas só são permitidas sob a forma de silicone e bomba. Relevos corporais naturais, ecológicos, acústicos e unplugged, como os nossos, estão terminantemente out.
Se, por um lado, o sistema nos oprime, por outro, não fazemos nada para impor nossos direitos. Nós, os dependentes quimicos de comida, formamos a minoria mais desorganizada que existe. Tanto assim, que não conseguimos sequer que fosse criado um trmo politicamente correto para a categoria. Quando você não quer chamar alguém de, sei lá, companheiro de classe, que palavra você usa? "Gordinho"? Parece eufemismo, mas, na verdade, é um insulto. Experimente dar uma volta pelas outras minorias chamando as pessoas de "ceguinho", 'surdinho" e "veadinho" para ver o que acontece.
Companheiros e companheiras: isso não pode continuar. Se queremos deixr de ser oprimidos pelo regime que está aí, temos que acabar com as divisões internas que fazem com que continuemos até hoje na clandestinidade. Precisamos de visibilidade. Vamos seguir o exemplo dos gays e lésbicas, e sair do armário - e também da dispensa, da geladeira, do freezer e das lojas de conveniência. Vamos demonstrar que a dependência química de comida é, sim, uma causa de esquerda. Pense bem: o presidente Lula é um dos nossos! Vamos fazer grupos de pressão para que as estatais não financiem filmes que contribuam para discriminar os dependentes químicos de comida. Vamos fazer um abaixo-assinado nacional para elevar a alíquota do imposto desse inimigo da sociedade, o Magro-de-Ruim. Vamos promover paradas e passeatas para mostrar à população que não somos uma minoria: todo mundo que precise perder meio quilinho pode aderir à nossa causa. Engrosse nosso coro: Hei!Hei!Hei! Tu é dependente químico de comida que eu sei!

Essa pérola foi escrita pelo Ricardo Freire - por sinal publicitário - que escreveu o livro " O Efeito Sanfona - confissões de um dependente químico de comida.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

MAIS UMA FLOR DESABROCHA








Eu não podia deixar de registrar aqui, neste "pseudo.diário.de.uma.maior.de.trinta" pagando de gatinha em um aniversário super, hiper, mega, blaster lá na Vila Madalena.
Sem falar nas pessoas que mal se conhecem, mas se entrosam rapidinho, embaladas, é claro, por muitas doses de cerveja. Quase me esqueci, que no meio dessa trupe esquisita, um se embriagava total de Coca Light.
E o que é um aniversário, se não, um meio de rever todos os amigos, os conhecidos, e aqueles que você nem reconhece mais pois só se falam por e-mail. E Deus salve a internet, o orkut, o MSN e todas as outras siglas que minha idade não permite mais lembrar, quiçá entender.
Ah, e a hora mais querida: os presentes! Como diz minha amiga ÓTEMO! São os mais bizarros e adoráveis possíveis, inclusive faço um " à parte" para um episódio sem precedentes que aconteceu em um dos meus aniversários: eu ganhei o mesmo presente que as mesmas pessoas haviam me dado no aniversário anterio. É mole? Adorei! Mas como eu ia dizendo, os presentes, estes são os melhores da festa, sempre um sacrifício para quem dá e uma surpresa adorável para quem ganha. Mas não me entendam mal, sacrifício no bom sentido. É simplesmente impagável as idas ao shopping para comprá-los, digo shopping, pois ninguém precisa ficar sabendo qual a origem dos mesmos, um camelô amigo meu que o diga. E se juntarmos a essa ida ao shoppping a companhia de outras amigas em comum que desejam "rachar" o presente. Isso, então, não tem preço, um cartão de crédito amigo meu que o diga.
São idas e vindas intermináveis a procura de algo original, mas que não assuste; moderno, mas que tenha um "quê" de romantismo; fashion mas que seja parecido com um "pretinho básico". Tarefa "hércúlea' (isso é demais, prometo não usar esse termo em demasia). Mas, como somos mulheres, a vida no shopping nos satisfaz, e paramos até para tomar um café, nada mais chic não é mesmo?
Final da história: as amigas sairam do café sem pagar e foram barradas pela mocinha do caixa, que fez uma "carinha fofa" e a frase: senhoras, (já pecou por essa frase) faltou pagar a conta? Nada mais "deprê".

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sofrendo numa quinta-feira


Se você mora em Sampa sabe que o trânsito é o inferno criado para que o ser humano descubra o poder da paciência, se não, pelo menos ganhe uma dor na perna absurda de tanto ficar trocando a marcha de primeira para segunda, e desta para o ponto morto.
O atraso, mãe de todas as horas diz que você só será aceita na sociedade se chegar no horário, por isso a culpa te arrasa pois você nunca, jamais, em tempo algum consegue chegar na hora marcada morando em São Paulo. Sempre acontece alguma coisa no e com o trânsito que a faz perder, no mínimo, uma hora em um trajeto que deveria durar, no máximo, 20 minutos. E você não mais acredita que haja um resquício de bom humor nesta personalidade meiga quando chega ao destino.
Você tenta, em vão, ligar para as pessoas que poderão te salvar e quando, depois de muito tempo, enfim, você consegue, a voz do outro lado da linha, nada amigável, te diz que a reunião acabou e acha melhor você dar meia volta e ir para a casa.
Não, não, não, você ainda tem um almoço que, aliás, não foi confirmado até agora, mas ainda não está perdido. E quando você decide pegar os recados no celular, descobre que um sms perdido foi enviado para cancelar o compromisso com a comida, mas não, sem antes, um pedido de desculpas.
Que bom, então você decide ir para o shopping, um paraíso para a impulsividade financeira feminina. Mas quando desce do carro, depois de horas procurando incansavelmente uma vaga, afinal ainda estamos no horário do almoço, e as pessoas insistem em almoçar no shopping, você descobre que seu sapatinho (novo) lhe fez bolhas nos pés: será que foi de tanto dirigir em primeira, segunda e ponto morto?
O melhor é passar na farmácia, já que terá que pagar o estacionamento do shopping (demorou mais de 20 minutos a procura pela vaga) e comprar um band-aid.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Versos Íntimos




Óh bela flor
Rodeada de lábios em pentelhos
És flor da vida
Quando não deixas juntar os joelhos

Mãe da felicidade
De quem habitar seu interior
Sua caverna escurecida
Não pode ter fungos nem odor

Alguns momentos vagina
Outros xoxota
Certas vezes boceta
Simples perseguida

Destemida, querida
Não temas a guerra
Porque quando você menos espera
Arrancam-nos as pregas...

Matilde

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Lincença para matar



Eu sei que o assunto é batido, mas mulheres unidas do meu Brasil Guaranil, vamos falar de TPM.
Outro dia, no trabalho, escutei a melhor frase da minha vida: "mulher de TPM tem licença para matar". Jesus! Já pensou? Você rasgando o buxo de alguém porque a sábia mãe natureza está rasgando o seu buxo?
No mês passado eu chorei. Entrei em crise no trabalho, em casa, com o namorado, com o carro e com a vida. Nesse mês tô com sangue no zóio e entrei em crise no trabalho, em casa, com o namorado, com o carro e com a vida. Tudo é motivo pra querer matar alguém e depois se matar!
Aí chega aos meus ovuidinhos que a TPM hoje vale como desculpa para crimes e ações femininas.
Que a gente as vezes usa a TPM pra se safar de algumas culpas, isso é verdade, mas pra mim, normalmente, descubro que estou no período quando nem eu mesma me suporto!
Sabe aquela coisa de alguém te dizer "bom dia" e você ser a maior grossa, ríspida e estúpida da cavalaria, que não reponde, mas grunhe como resposta? Sabe aquela businadinha que alguém te dá, no trânsito da grande metrópole, virar o estopim pra você botar berros, dentes, garras, saliva e dedos pra fora do carro? São nessas horas que percebo que estou à beira de um ataque de nervos e devo ir brevemente à uma famrácia comprar nossos queridos absorventes.
E essa hora sempre chega, e a gente quase morre de raiva, terror, ódio e cólica, além de muitas crises de choro e dor no coração. Tudo nos abala. E com aquela cara de assassina chorosa, você vira e diz com o hálibi na ponta da língua: estou de TPM! Sai de perto, corra se puder, porque hoje tenho licença para matar!
E ai de quem disser o contrário.

Matilde

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

SMURFET






Estou ficando velha.
Ai, meu Deus, terei que chamar novamente a revendedora da Avon para me indicar aqueles produtinhos todos para mulheres 30+ que prometem revitalizar a sua "cutis" em menos de uma semana, eita!
Bom, mas o foco não é esse, o fato é que, estando eu, enlouquecida, sem ter o que fazer em um dia de semana à tarde, e vasculhando a internet, descobri nada mais nada menos que o velho SMURF.
Você lembra que o Gargamel odiava o velhinho azul, ora veja. Se você lembra e porque tem 30+, então estou falando com meu público-alvo.
E já que passei da idade de assistir Sex and City, afinal eu só gostava daquela loira ( que era a vadia da história, e por isso mesmo a mais engraçada, o restante era muito chato ), eu deixarei aqui algumas dicas de desenhos e séries.

E viva a TV a cabo, desde que eu saí lá de Barbacena e descobri que o domingo era muito mais meu que do Faustão, minha vida mudou completamente, e vamos às dicas:

1. Dr. House - já assistiu esse médico politicamente incorreto? Tolerância Zero. Ma-ra-vi-lho-so!
(parece alguém que conheco)
2. Simpsons - ah, francamente, nem dá para comentar, seria o óbvio.
3. Família Soprano - o melhor dessa série é que o chefão da máfia faz análise.
4. Two and a Half Man - imperdível a atuação do Jake (o half da série).

Agora vou assistir Malhação, só para variar um pouquinho.